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Estado de Minas MÚSICA

Antonio Villeroy abre baú de canções e faz oito lançamentos até dezembro

Singles, disco gravado ao vivo, álbum de inéditas e DVD marcam as comemorações dos 60 anos de idade do cantor e compositor gaúcho


12/05/2021 04:00 - atualizado 12/05/2021 11:37

O gaúcho Antonio Villeroy comemora seus 60 anos com oito lançamentos em 2021(foto: Santolin/divulgação)
O gaúcho Antonio Villeroy comemora seus 60 anos com oito lançamentos em 2021 (foto: Santolin/divulgação)

A pandemia não tirou o pique do cantor e compositor Antonio Villeroy. Para comemorar seus 60 anos – 40 dedicados à música –, ele programou uma série de lançamentos até dezembro. Já circulam nas plataformas o clipe “Diabaria”, parceria do gaúcho com o conterrâneo Jorge Moacir “Bedeu” da Silva (1946-1999), e o álbum “Antonio Villeroy ao vivo em Sanary”.

Com 10 faixas, esse disco foi gravado em 1998 na cidade de Sanary-sur-Mer, no Sudeste da França, durante o festival produzido pelo artista. “De 1996 a 2006, passaram por lá Gil, Benjor, Bituca, Lenine, Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Elba Ramalho, Olodum, Chico César, Ana Carolina, Margareth Menezes, Marcelo D2 e Dudu Nobre, entre outros. O festival contemplava rock, rap e MPB, todos os gêneros da música brasileira”, informa. O evento teve seis edições.

Villeroy anuncia para junho o single “Certain jour”, gravado por ele e a cantora francesa Marie Minet. Em julho, será a vez do DVD “Gravidade do amor”, com 18 faixas, registro ao vivo com as participações de Toninho Horta, DJ Piá, Luiz Carlos Borges, Tati Portella, Ernesto Fagundes e Gastão Villeroy, irmão de Antonio

Agosto chegará com um single composto pelo gaúcho e Hyldon, ainda sem nome. Em julho sairá o DVD “Luz acesa”, show gravado no Teatro Renascença, em Porto Alegre, em 2020. Outubro será o mês de lançamento da trilha sonora original do filme “Porto Príncipe”, dirigido por Maria Emilia de Azevedo, que estreia em agosto. Em novembro, será a vez de
“O banquete”, álbum com doze canções autorais. Finalmente, em dezembro sai o single “Tutto quello che volevo dirti”, gravado por Villeroy e a cantora italiana Mafalda Minozzi.

''Com esse negócio de ficar em casa, comecei a revirar o baú, ver tudo o que tinha guardado, a tirar as coisas para fora. Ao mesmo tempo, senti o desejo de fazer algo novo também''

Antonio Villeroy, cantor e compositor


PANDEMIA

De certa forma, a pandemia funcionou como aliada de Antonio Villeroy. O músico diz que não conseguiria fazer tantos lançamentos se não fosse o confinamento social.

“Talvez não me lembrasse nem mesmo da data redonda do meu aniversário e das coisas nas minhas gavetas. Com esse negócio de ficar em casa, comecei a revirar o baú, ver tudo o que tinha guardado, a tirar as coisas para fora”, conta. “Ao mesmo tempo, senti o desejo de fazer algo novo também.”

Orgulhoso de seus oito lançamentos, ele revela que o clipe de “Diabaria”, faixa do disco “Antonio Villeroy, ao vivo em Sarany”, é parceria dele com o conterrâneo Bedeu, “cara das antigas em Porto Alegre e um dos criadores do samba-rock”.

O disco francês exigiu tratamento especial. “Encontrei o álbum inteiro, com 10 faixas. Nunca havia feito nada com ele. Foi gravado ao vivo, então tive de cuidar do som, mixar, masterizar e editar o áudio”, conta.

Outra novidade das gavetas é o DVD “Gravidade do amor”. Toninho Horta toca duas canções com Villeroy: a faixa-título, de autoria do gaúcho, e “Beijo partido”, clássico do Clube da Esquina. “Essa música do Toninho me fez querer compor aos 14 anos, quando a ouvi no disco do Milton, 'Minas'”. Lançado em 1975, o álbum foi transformador para Villeroy. “Ele mexeu com a minha cabeça, me levou para outra direção na música”, conta.

Toninho Horta é a maior referência musical do compositor. “A primeira vez em que estive no Rio de Janeiro a trabalho, o cara que queria mais conhecer era ele. Até mais que Caetano, Chico, Milton, Gilberto Gil e Jobim”, revela.

PLATÃO

Previsto para novembro, o álbum de inéditas “O banquete” se inspira no livro de Platão. “Será um disco de duos”, antecipa Villeroy, revelando as participações de Ana Carolina, da cantora francesa Marie Minet e das italianas Mafalda Minozzi e Chiara Civello. “Há também uma parceria minha com o espanhol Pedro Guerra. O repertório terá músicas em português, italiano, francês e espanhol.”

Se por um lado a pandemia fez o gaúcho abrir seu imenso baú de canções, por outro trouxe prejuízos. “Em 2020, perdi duas turnês. Uma com 18 shows, em abril e maio, e a outra com oito, em julho e agosto, ambas na Europa. Foram 26 shows perdidos, sem falar nos cachês, claro”, revela. “O que vem segurando a onda foi a turnê que fiz na Europa em 2019, quando separei uma grana e fiz poupança. Outra fonte são os direitos autorais, mas eles também deram uma diminuída”, lamenta.

(foto: Pic Music/reprodução)
(foto: Pic Music/reprodução)


“ANTONIO VILLEROY EM SANARY”
• Dez faixas
• Pic Music
• Single e clipe “Diabaria”
• Disponível nas plataformas digitais


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