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Estado de Minas MÚSICA

Festival Arte Como Respiro encerra temporada com 51 pocket shows

Artistas foram selecionados via edital de emergência durante a pandemia. Dez mineiros estão na programação. Apresentações ficam no ar durante 24 horas


15/01/2021 04:00 - atualizado 15/01/2021 07:47

A rapper mineira Tamara Franklin está na programação do festival(foto: Neide Oliveira/divulgação)
A rapper mineira Tamara Franklin está na programação do festival (foto: Neide Oliveira/divulgação)
A partir desta sexta-feira (15/1), o Itaú Cultural exibe, sempre às 20h, em seu site, a programação de encerramento da vertente de música do Festival Arte como Respiro, que se estende até o próximo dia 31. Serão apresentados diariamente três pocket shows. Ao todo, foram selecionados 51 artistas, sendo 10 mineiros.  

O Festival Arte como Respiro faz parte da série de editais de emergência realizados pela instituição para apoiar artistas impactados pela paralisação do setor cultural no contexto da pandemia da COVID-19. Entre 12.396 inscritos, o programa selecionou 160 projetos de artistas individuais e grupos. Eles foram remunerados para apresentar seus trabalhos autorais, que vêm sendo divulgados desde julho passado. 

O encerramento da programação conta com artistas de Minas Gerais e de outros 15 estados. Com gêneros diversos, do rock ao rap, passando pelo samba, jazz, forró, MPB e a música instrumental, cada performance, previamente gravada, permanece no ar por 24 horas, até ceder lugar à próxima.

No próximo dia 24, a rapper mineira Tamara Franklin apresenta três músicas que resumem o discurso do seu último álbum, Fugio – Rotas de fuga pro aquilombamento. As faixas debatem questões relacionadas ao machismo, opressão feminina, racismo, celebrações e a fusão do congado de Nossa Senhora do Rosário com o rap. 

REPRESENTATIVIDADE

Tamara Franklin, de 29 anos, ressalta a responsabilidade de ser a única mineira selecionada para a última fase do Festival Arte como Respiro. “Consegui trazer um pouco do que é ser mulher preta dentro de Minas. Eu me sinto muito honrada por estar nesse local de representatividade e espero que as mulheres se sintam representadas”, diz ela.        

A MC afirma que a remuneração proporcionada pelo edital representou “um alívio muito grande. Foi uma grana para pagar contas que estavam atrasadas, conseguir dar uma respirada e até ter novas perspectivas”. 

No dia 25, é a vez de o cantor e compositor mineiro Makely Ka exibir a apresentação feita ao lado da esposa, Rosa Antunã. Com letras gravadas por Lô Borges, Samuel Rosa e Titane, entre outros, o violonista apresenta três músicas autorais, que discutem questões políticas e ambientais. São elas: Paracatu, Regresso ao agreste e Coco das serras.   

“É um tipo de concepção de música que eu sei que não é todo mundo que vai ouvir. Hoje, as pessoas em geral escutam música como plano de fundo. Eu faço uma música que exige essa atenção para perceber as nuances e os detalhes”, diz Makely Ka, de 45 anos. 

Ele conta que a participação no festival permitiu dar continuidade à gravação de seu novo álbum, Rio aberto, e se orgulha de estar entre os 160 artistas contemplados. “Acho que é o reconhecimento de um trabalho de 20 anos de carreira batalhando, apesar do nosso reconhecimento aqui em Minas ser muito restrito.”

Quarteto Araçá terá sua apresentação divulgada no dia 27, representando a cultura do choro na programação de encerramento do festival. Natural de Poços de Caldas, o grupo formado por Jorge Viviani, Otávio Quartier, Leo Brasileiro e Flávio Danza nasceu em 2016, com a proposta de preservar as obras de importantes compositores do gênero, como Pixinguinha, Moacir Santos e Cartola. 

Em 2019, os artistas lançaram o primeiro EP de inéditas. No Festival, eles apresentam três músicas instrumentais (Noite de São, Patuá e Bacalhau com cumari) presentes em seus dois primeiros trabalhos autorais.   

O violinista Jorge Viviani, de 44 anos, afirma que a aprovação no edital foi um salto na carreira do grupo. “O choro, apesar de ser tão brasileiro e rico, não atinge a grande massa. A gente faz um trabalho que é mais difícil de ter reconhecimento. É uma realização imensa ver que conseguimos ser classificados com as nossas músicas e defendendo o gênero de que tanto gostamos num edital de tamanha importância.”

Na avaliação do violonista, “o momento ainda é complicado e delicado”. Ele diz acreditar que “esses projetos vão continuar valorizando e salvando a classe artística”.  Ângelo Scarpelli, Bruno Cupertino, Higor Antunes, Fabrício Conde, Maurício Tizumba, Paulo Santos e o grupo Babadan completam a lista de mineiros presentes no encerramento do Festival Arte como Respiro.

MINAS PRESENTE
Confira quando os artistas do estado se apresentam no festival

• Sábado (16/1)
Ângelo Scarpelli
• Domingo (17/1)
Bruno Cupertino 
• Terça (19/1)
Grupo Babadan 
Higor Antunes 
• Quinta (21/1)
Fabrício Conde 
• Sábado (24/1)
Tamara Franklin
• Domingo (25/1)
Makely Ka 
• Terça (27/1)
Quarteto Araçá 
• Sábado (30/1)
Maurício Tizumba 
• Domingo (31/1)
Paulo Santos 

Festival Arte como Respiro – Edição Música 
Desta sexta (15/1) a 31 de janeiro, sempre às 20h. No site do Itaú Cultural. 

*Estagiário sob supervisão da editora Silvana Arantes


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