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Estado de Minas MÚSICA

BH Instrumental migra da Praça Floriano Peixoto para o YouTube

Projeto volta a ser realizado desta quinta (29) até dezembro, com shows gravados e disponibilizados na plataforma de vídeos


29/10/2020 04:00 - atualizado 29/10/2020 09:10

Célio Balona está na programação de hoje do projeto BH Instrumental, que retoma os shows em formato on-line(foto: Elcio Paraíso/Divulgação)
Célio Balona está na programação de hoje do projeto BH Instrumental, que retoma os shows em formato on-line (foto: Elcio Paraíso/Divulgação)

Conectar a memória por meio da música é o objetivo do projeto BH Instrumental, que volta a ser realizado a partir desta quinta (29), exclusivamente em formato on-line, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Com transmissão pelo canal do YouTube da Veredas Produções, o evento será aberto com apresentações de Matheus Luna, Wilson Dias e Célio Balona, a partir das 20h. 

Antes da quarentena, os shows eram realizados na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, principal palco da série, inaugurada há mais de 10 anos pela produtora Rose Pidner, com patrocínio da Unimed.

Sempre no mesmo horário, a série traz ainda as participações da flautista, compositora e arranjadora Léa Freire, que convida o compositor, pianista, violonista, arranjador e produtor musical Pichú Borreli (12/11), com abertura de Davi Fonseca Quinteto. 

Em 26 de novembro, será a vez de Bebê Kramer & Quarteto, com abertura de Gilson Brito Quinteto. No encerramento do projeto, em 10 de dezembro, Nivaldo Ornelas faz o show Do jazz ao Clube da Esquina, com abertura dos quintetos Daniel Souza e Serginho Silva.

Célio Balona (piano e teclados) se apresenta acompanhado dos músicos Christiano Caldas (teclados), Adriano Campagnani (baixo) e do filho Pingo Balona (bateria). Ele conta que se apresentou no BH Instrumental há 10 anos e avalia que a migração de projetos como esse para o ambiente da internet deve seguir, mesmo depois de passada a pandemia.

“Acredito que as apresentações on-line vieram para ficar. Não é um remédio genérico, haja vista a quantidade delas feita no mundo inteiro. Não dá nem para acompanhar de tanta gente. Isso foi um alento para a classe artística, principalmente da música instrumental.”
 

PRAÇA

Ainda assim, o músico cultiva as saudades da Praça Floriano Peixoto. “Tenho recordações maravilhosas dela, porque, em 1955, no batalhão [da PM] que fica ao lado da praça foi implementado um projeto de Villa-Lobos chamado Escola de Formação Musical, voltado a crianças. As bandas de música tinham o objetivo de ensinar e divulgar a música do célebre compositor. E eu e meu querido amigo Nivaldo Ornelas fomos colegas nessa escola.”

Balona considera que ter feito parte desse projeto educativo foi “uma sorte grande”. Ele diz: “Sou muito grato a todos aqueles músicos daquela época que me trataram com tanto carinho e respeito. Foi a partir dali que parti para fazer a minha vida na música”.

O show de Balona que será exibido nesta noite já foi gravado. “Tocamos músicas minhas, de Astor Piazzolla, Gonzaguinha e Tom Jobim. Procuramos fazer algo diferente, com novos arranjos”, conta.

Participando pela primeira vez da série, o compositor e violeiro Wilson Dias diz que está muito feliz com o convite. “Preparei um repertório baseado em dois de meus discos já lançados, que são o Mucuta, de 2011, e o Nativo 1 e 2, de 2018. Este último é um álbum duplo, sendo um de canções e o outro de música instrumental. O primeiro é um disco feito muito em cima das minhas memórias. Fui buscar na infância alguns personagens que povoam a minha memória e tentar, de certa forma, representá-los em forma de som, numa espécie de fotografia sonora.”

Dias explica que o primeiro disco é “é como se fosse uma mucuta (bolsa de pano) de lembranças”. A apresentação no BH Instrumental tem 35 minutos. “Gravei nove músicas e me apresentei acompanhado de meu filho Wallace Gomes ao violão. Usei três tipos de afinação na viola, o que determina um som diferente nas músicas, mudando a sonoridade de cada uma. Tem uma muito especial, Zé Coco Barroco, uma homenagem ao grande Zé Coco do Riachão (1912-1998). Meu pai também tocava nessa afinação para acompanhar minha mãe em suas rezas.”

A abertura do evento fica a cargo do violonista Matheus Luna, que apresenta o show Gratidão. Acompanham o artista os músicos Nathan Morais (baixo), Matheus Ramos (bateria) e Jackson Ganga (saxofone). Gratidão foi selecionado na categoria Novos Talentos.

SÉRIE BH INSTRUMENTAL ON-LINE
Nesta quinta-feira (29), às 20h, com abertura de Matheus Luna, Wilson Dias e Célio Balona. Acesso gratuito pelo canal do YouTube da Veredas Produções


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