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Estado de Minas AUDIOVISUAL

Veja o que oferecem e quanto custam os serviços de streaming no Brasil

Líder do mercado, Netflix vê a concorrência crescer com plataformas que oferecem produtos atraentes. Há também plataformas especializadas em determinados gêneros, como o documentário


26/07/2020 04:00 - atualizado 24/07/2020 20:38

A série alemã Dark é uma das atrações do catálogo da Netflix, que vem enfrentando concorrência cada vez maior no mercado de streaming (foto: Netflix/Divulgação)
A série alemã Dark é uma das atrações do catálogo da Netflix, que vem enfrentando concorrência cada vez maior no mercado de streaming (foto: Netflix/Divulgação)
Recordista de audiência na TV britânica, a série Normal people, lançada em abril, chegou ao Brasil na última semana. Porém, apenas quem assina o serviço Starzplay poderá conferir a história. Outro seriado de destaque em tempos de quarentena foi o alemão Dark, disponível com exclusividade na Netflix, que também abriga parte dos lançamentos cinematográficos desde março. Já para assistir aos episódios de Fleabag, vencedora de quatro prêmios no Emmy e dois no Globo de Ouro do ano passado, é preciso ter acesso ao Amazon Prime Video. Tendência desde antes da pandemia, os serviços de streaming se diversificam no Brasil e disputam a fidelidade de assinantes, sobretudo numa época em que se tornam alternativa importante no mercado.

Lançada em outubro de 2012 no Brasil, a norte-americana Netflix se tornou o grande nome do ramo no mundo e em 2019 passou a marca de 10 milhões de assinantes no país. Na última semana, a empresa anunciou que, globalmente, ganhou novos 10 milhões de assinantes durante a pandemia. O total no planeta já passa de 190 milhões. Apesar do sucesso e variedade de títulos originais, como são chamadas as produções feitas pela própria empresa e exibidas na plataforma com exclusividade, a exemplo de Stranger things, House of cards e La casa de papel, e alguns filmes de sucesso recente, como O irlandês, Dois papas e Roma, a posição é cada vez menos hegemônica.

Também em 2019, a Amazon Prime Video, atrelada à gigante do comércio virtual, abriu operações no Brasil. Além do sucesso Fleabag, série de comédia originalmente produzida pela BBC, seu catálogo ainda inclui The marvelous Mrs. Maisel, criada em seus próprios estúdios e premiada no Emmy 2018, e títulos mais recentes e de boa recepção, como Little fires everywhere, lançada durante a quarentena, estrelando Reese Witherspoon. As opções crescem a cada mês, incluindo sucessos de outros tempos da TV, como The office e Arquivo X, e filmes de várias épocas. Destaque para o longa de terror Midsommar – O mal não espera a noite, de Ari Aster, considerado um dos grandes sucessos recentes do gênero, e a comédia dramática Green book: o guia, premiado no Oscar 2019.

Em janeiro, a empresa anunciou que já somava 150 milhões de assinantes em todo o mundo. O leque de produções próprias deve ampliar nos próximos tempos, inclusive com títulos feitos no Brasil, como já faz a Netflix. Posicionadas como as duas grandes marcas internacionais do seria “o futuro do entretenimento doméstico”, que já é realidade no presente, no Brasil elas enfrentam também a concorrência de serviços de emissoras conhecidas da TV por assinatura. A HBO GO, por exemplo, disponibiliza integralmente a multi-premiada coleção de séries produzidas por ela, incluindo todas as temporadas de Game of thrones e Westworld, e as minisséries Chernobyl e Sharp objects, além de filmes produzidos por estúdios parceiros. Destaque para Coringa, incluído neste ano.

Catálogo abrangente Para os cinéfilos, outra opção é o Telecine Play, cujo catálogo abrange desde clássicos do cinema, de diretores consagrados como Godard, Agnés Varda, Fellini e Hitchcock, até grandes lançamentos do presente, a exemplo do sul-coreano Parasita, melhor filme no Oscar deste ano, já disponível para assinantes do serviço. Por lá também estão alguns dos grandes sucessos de bilheteria, nacionais e estrangeiros, parte dos filmes do chamado “Universo Cinematográfico Marvel”, animações e outros gêneros. Tanto o serviço do Telecine, como o da HBO podem ser assinados de forma avulsa e acessados via celular, computador, tablet ou smart TV. Quem já assina os canais, via operadora de TV convencional, pode acessar as plataformas via login.

O mesmo sistema vale para o Globo Play, que oferece as produções da emissora brasileira, como novelas e minisséries do presente e do passado, filmes e também novidades originais, exibidos em primeira mão, antes de irem para a TV. Só na quarentena foram pelo menos quatro novas produções, incluindo as séries humorísticas elogiadas pelo público, como Sinta-se em casa, com Marcelo Adnet, e Diário de um confinado, com Bruno Mazzeo. Ou seja, o serviço abriga quase tudo que é produzido pelos canais do grupo Globo, incluindo séries do Multishow, GNT e Gloob, disponíveis para o assinante ver quando quiser.

Normal people, série inglesa aclamada, pode ser vista na Starzplay, que tem outros títulos (foto: Starzplay/Febre/Divulgação)
Normal people, série inglesa aclamada, pode ser vista na Starzplay, que tem outros títulos (foto: Starzplay/Febre/Divulgação)

Mercado cheio de opções

Aquecido desde antes da pandemia, esse mercado tem ainda outras opções. Dona da novidade da última semana, a Starzplay, ligada à emissora norte-americana Starz, que pertence ao grupo Lionsgate – um dos maiores do audiovisual mundial –, chegou ao Brasil no fim do ano passado. Além de Normal people, ela tem como atrativo outras séries exclusivas, de lançamento anterior, como The act, Castle rock e Vida.

O segundo semestre de 2019 também registrou a chegada da Apple TV + ao país. O streaming pertencente à gigante da tecnologia teve como cartão de visitas as séries The morning show, uma comédia dramática sobre os bastidores dos programas de TV matinais norte-americanos com a presença de Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carell, e See, uma ficção apocalíptica com o “Aquaman” Jason Momoa.

Com popularidade ainda tímida por aqui, seu catálogo mais enxuto que o das concorrentes é focado em seus títulos originais. Um grande passo para tentar conquistar a audiência foi dado no último dia 10, quando o serviço lançou com exclusividade o ainda inédito Greyhound. Estrelando Tom Hanks, o filme de guerra dirigido por Aaron Schneider chegaria aos cinemas no último trimestre, o que não aconteceu por causa da pandemia. A Apple, então, comprou os direitos de exibição por US$ 70 milhões.

Com a exibição de lançamentos comprometida pelo fechamento das salas de cinema, em função da COVID-19, os serviços de streaming ganham um trunfo a mais. Criada no Brasil, em 2015, a Looke oferece várias novidades cinematográficas em seu catálogo e ainda dá a opção do consumo avulso de cada filme, mediante pagamento, para quem não quer pagar a mensalidade.

Foi lá que estreou no Brasil, por exemplo, o polonês Corpus Christi, de Jan Komasa, indicado ao último Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O longa “entrou em cartaz” em abril como parte da programação do 7º Festival Internacional de Cinema de Brasília, que usou a plataforma para suas exibições. A lista de opções ainda reúne outros lançamentos recentes, como Uma vida oculta, de Terrence Malick.

Lançado ano passado, o Petra Belas Artes à La Carte leva para a internet o que seria a programação do tradicional Cine Belas Artes de São Paulo. Dessa forma, torna-se uma opção de streaming para quem aprecia o cinema alternativo e os filmes de arte. Durante a quarentena, o serviço lançou o sul-coreano O hotel às margens do rio (2018), de Hong Sang-soo, até então inédito em circuito comercial no Brasil, além de clássicos do cinema internacional, como Viagem ao fim do Universo (Tchecoslováquia, 1963), de Jindrich Polák.

Outra alternativa aos blockbusters e plataformas super populares é o Mubi, disponível para o público brasileiro desde 2018. Com um trabalho de curadoria, um filme é incluído a cada dia e outro é retirado da plataforma, vencido o prazo de exibição, sendo sempre 30 filmes por mês no catálogo. Atualmente, se encontram Divino amor e Ventos de agosto, de Gabriel Mascaro, e o documentário O processo, de Maria Augusta Ramos. A seleção também tem o islandês Ecos (Rúnar rúnarsson, 2019), exibido no último Festival de Locarno.

Em breve, mais possibilidades estarão à disposição dos consumidores. O badalado Disney tem previsão de chegada ao Brasil ainda este ano. Já lançado nos EUA, a plataforma abrigará produções ligadas à Disney, como a série original The mandalorian, pertencente ao universo expandido de Star wars, ainda inédita por aqui.

Saiba mais sobre os principais serviços de streaming de filmes e séries disponíveis atualmente:

» Netflix
Lançamento no Brasil: outubro de 2012
Mensalidade: R$ 21,90
Destaques: Dark, Stranger things, La casa de papel, Dois papas

» Amazon Prime
Lançamento no Brasil: setembro de 2019
Mensalidade: R$ 9,90
Destaques: Fleabag, The marvelous Mrs. Maisel, Midsommar – O mal não espera a noite

» HBO GO
Lançamento no Brasil: 2017
Mensalidade: R$ 34,90
Destaques: Game of thrones, Chernobyl, Coringa

» Globoplay
Lançamento: 2015
Mensalidade: R$ 21,90
Destaques: Sinta-se em casa e Diário de um confinado

» Telecine Play
Lançamento: 2012
Mensalidade: R$ 37,90
Destaques: Parasita, Ford vs Ferrari, Minha mãe é uma peça 3, clássicos cinema

» Apple TV  
Lançamento no Brasil: novembro 
de 2019
Mensalidade: R$ 9,90
Destaques: The morning show, Greyhound

» Starzplay
Lançamento no Brasil: outubro de 2019
Mensalidade: R$ 14,90
Destaque: Normal people

» Belas Artes à la carte
Lançamento: setembro de 2019
Mensalidade: R$ 9,90
Destaques: O hotel às margens do rio

» Philos
Lançamento: setembro de 2012
Mensalidade: R$ 9,90
Destaques: streaming dedicado exclusivamente aos documentários

» Mubi
Lançamento no Brasil: 2018
Mensalidade: R$ 27,90
Destaques: Divino amor, Ventos 
de agosto, O processo

» Looke
Lançamento: 2015
Mensalidade: R$ 16,90 (com possibilidade de locações 
avulsas de filmes)
Filme em destaque: Corpus Christi

» Disney
Lançamento no Brasil: novembro de 2020
Mensalidade: ainda não está confirmada. Nos EUA, custa 
US$ 6,99 (em torno de R$ 30)
Destaques: Conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star wars e Nat Geo


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