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Estado de Minas NO PALCO

Artistas vão à luta e desafiam o coronavírus

Profissionais das artes cênicas enfrentam o fechamento dos teatros em Minas Gerais com o apoio de editais culturais e de projetos de lives criados especialmente para a quarentena


postado em 10/05/2020 04:00

Fernanda Gomes*
Com homenagem às mães, a peça infantil Rapunzel terá sessão on-line neste domingo(foto: Allan Calisto/divulgação)
Com homenagem às mães, a peça infantil Rapunzel terá sessão on-line neste domingo (foto: Allan Calisto/divulgação)

Teatros fechados, isolamento social, avanço do coronavírus. Profissionais das artes cênicas enfrentam a falta de trabalho e – pior – a incerteza sobre quando poderão voltar aos palcos. Projetos voltados especialmente para essa nova conjuntura buscam oferecer alternativas, seja por meio de editais ou do patrocínio de transmissões ao vivo pela internet.
O Sudeste foi a região que mais aprovou projetos no edital Arte como Respiro, lançado pelo Itaú Cultural, contemplando várias modalidades. Entre as 200 propostas de artes cênicas selecionadas, 158 foram desenvolvidas durante a quarentena. O edital beneficiará 124 projetos nessa categoria – 80 de São Paulo, 33 do Rio de Janeiro, dez de Minas Gerais e uma Espírito Santo.

“A principal importância do edital é movimentar não somente os artistas, mas as instituições. Fazendo isso, inspiramos outras organizações. Foi a forma que encontramos para intervir, gerar janelas de criação e movimentar a economia”, afirma a atriz Galiana Brasil, gestora do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural.

Em Minas, BH foi a cidade com mais projetos aprovados. Cada um deles vai receber até R$ 10 mil. Entre os contemplados da capital estão Bara Soares Produções, Daniela Perucci da Silva Alves Pereira, Gabriel Wallace Pereira da Silva e o Grupo de Dança 1º Ato. Artistas do interior também foram beneficiados: Q. C. Dança, de Nova Lima; Ingrid Pires Miranda, de Elói Mendes, na modalidade circo tradicional; Alice Tibery Rende, de Uberlândia, e Lucimélia Aparecida Romão, de São João del-Rei, na categoria performance.

“Os projetos mineiros são muitos bons. Há alguns singelos, como o da Alice, de Uberlândia, que tem uma força danada e está nesse eixo do isolamento. A Lucimélia propôs performance dentro de uma piscina de 1 mil litros, para falar do sangue da juventude negra morta. Já o Gabriel faz o seu trabalho de contorcionista na sala de casa”, conta Galiana. Até o fim de julho, esses artistas se exibirão nas redes sociais do Itaú Cultural ou nos próprios canais na internet.

LIVES 

Em BH, o projeto Diversão em Cena ArcelorMittal vai promover um espetáculo ao vivo para as crianças. Neste domingo (10), Dia das Mães, estará em cartaz a peça Rapunzel, dirigida por Fernando Bustamante. Também será exibido videoclipe com imagens de filhos e mães enviadas pelo público.
“A gente se apropria da personagem Rapunzel, mas apresentando um conteúdo diferente. O nosso foco é a interação com o público”, diz Fernando Bustamante. De acordo com o diretor, iniciativas como essa permitem ao grupo continuar trabalhando, apesar do fechamento das salas de teatro. Rapunzel poderá ser conferida às 16h, nas redes sociais do Diversão em Cena ArcelorMittal.

O Cine Theatro Brasil Vallourec foi o primeiro espaço de BH a transmitir peças ao vivo pela internet. A estreia da série Live para rir ocorreu em 21 de abril, com Pérolas do Tejo, monólogo de Carlos Nunes. Na terça-feira passada, Kayete e Guilherme Oliveira apresentaram a comédia Guara-pa-rir.

* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria
















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