Publicidade

Estado de Minas

Série volta com 'humor afetivo' sobre 'família que joga como um time'

Segunda temporada de Férias em família estreia nesta segunda (10), no Multishow. Trupe capitaneada por Cafu (Luís Lobianco) desta vez visita a Espanha


postado em 10/02/2020 04:00 / atualizado em 09/02/2020 14:38

(foto: Multishow/Divulgação)
(foto: Multishow/Divulgação)
 

"Está tudo ali. É a dificuldade de se comunicar, é perder a pochete com dinheiro, desconhecer algum costume local, não chegar a tempo na estação de trem, ter problemas na hospedagem. Todo mundo já passou por isso e aí se identifica"

Luis Lobianco, ator


Touradas, flamenco, tapas, paella, castanholas. Todos esses elementos da cultura espanhola estarão presentes em chave cômica na segunda temporada da série Férias em família, que estreia nesta segunda (10), no Multishow. O roteiro acompanha as aventuras de Cafu (Luís Lobianco) e seus parentes – a irmã Sandrão (Luciana Paes), a filha Bel (Clara Tiezzi), a tia Iraci (Cristina Pereira) e o primo Duda (Sulivã Bispo) pela Espanha. Serão 10 episódios, exibidos de segunda a sexta.
 
“Na primeira temporada, gravamos em Portugal,  que tem uma ligação muito forte com o Brasil. Então, isso facilitou. Na Espanha, apesar de estar grudado (em Portugal), é bem dife- rente. A começar pelo idioma, o temperamento das pessoas, a cultura, as paisagens e a gente tentou levar tudo isso para a série”, diz Lobianco.
 
Totalmente gravado no país ibérico, onde o elenco passou aproximadamente um mês e meio, o programa percorre a Espanha de cabo a rabo. Cádiz, Sevilha, Arcos de La Frontera, Barcelona e Madri são algumas das locações. As experiências mais comuns de turistas em viagem, sobretudo as feitas em grupo, são retratadas por um ângulo leve e bem-humorado. Lobianco conta que o Multishow chegou a fazer uma pesquisa sobre situações enfrentadas por brasileiros em viagens de turismo internacional. “E está tudo ali. É a dificuldade de se comunicar, é perder a pochete com dinheiro, desconhecer algum costume local, não chegar a tempo na estação de trem, ter problemas na hospedagem. Todo mundo já passou por isso e aí se identifica”, diz.
 
Segundo Lobianco, a série sobre uma família, produzida num momento em que a cisão política no país tem comprometido as relações familiares, tem o objetivo de passar uma mensagem de comunhão. “A gente costuma dizer que é uma série que prega o humor afetivo. Ela resgata esse calor do perdão, da empatia entre os familiares. E fala um pouco da memória, até porque, nas minhas lembranças de infância, e imagino que nas da maioria das pessoas, as viagens em família são momentos inesquecíveis. Na nossa produção, os personagens são muto diferentes, brigam, mas se apoiam o tempo inteiro. É um time”, afirma.

MUDANÇA O personagem vivido por Lobianco, Cafu, também passa por transformações intensas. Se na temporada portuguesa ele rejeitava a ideia de sair pelo mundo e só topou ir até a terrinha para pagar uma promessa da tia, agora é ele quem incentiva a turma a seguir para a Espanha. “Viagem muda as pessoas. A gente sempre volta transformado, ainda mais quando é intenso assim. E isso também acontece com o Cafu. Ele é um cara pacato, que gosta de ficar em casa, na dele, mas após essa viagem a Portugal, ele quer continuar viajando. Está feliz da vida, finalmente supera o medo de viajar e o apego aos hábitos e vira um verdadeiro aventureiro.”
 
Lobianco está também no elenco de Fora de hora, novo humorístico da Globo exibido às terças. O programa tem o formato de um telejornal. Ele interpreta Aloísio Alves, repórter que sofre bullying dos apresentadores Paulo (Paulo Vieira) e Renata (Renata Gaspar) por nunca conseguir fazer uma matéria decente,  seja por problemas técnicos ou por cobrir assuntos irrelevantes.
 
O ator diz que tem sido desafiador participar da atração. Até agora, foram ao ar três episódios, num total de 13 da temporada. “Embora já houvesse muitos programas de humor explorando a linguagem jornalística, esse é muito mais completo e consegue ter notícias quentes. A gente meio que fica de plantão, igual aos jornalistas, porque, como tudo muda a todo momento, a ideia é que o programa seja o mais atual possível. Tem que ter esse timing, porque o brasileiro gosta disso”, diz.
 
Ele agora se prepara para voltar aos palcos. Em março, estará na nova montagem de O método Gronholm, do dramaturgo catalão Jordi Galcerán, sobre o processo de seleção de um alto cargo executivo numa grande multinacional. O convite partiu de Lázaro Ramos, que interpretou o protagonista na encenação feita há 12 anos. Agora, será o diretor. “Quando ele me chamou, eu nem sabia de que texto se tratava. Mas só de ser o Lázaro, topei. E olha a coincidência. A Espanha mais uma vez presente na minha vida, porque o autor é de lá.”


Publicidade