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Estado de Minas AUDIOVISUAL

Cinemas brasileiros registram aumento de público e renda em 2019

Dados da Agência Nacional do Cinema apontam resultado positivo para o setor. Os títulos nacionais responderam por 11,5% do total da renda


postado em 09/01/2020 04:00

O longa Vingadores: Ultimato foi o líder de renda (R$ 332,72 milhões) e público (19,218 milhões) no Brasil em 2019(foto: Marvel/Divulgação)
O longa Vingadores: Ultimato foi o líder de renda (R$ 332,72 milhões) e público (19,218 milhões) no Brasil em 2019 (foto: Marvel/Divulgação)





Os cinemas brasileiros tiveram renda 13% superior em 2019 em comparação com o ano anterior, alcançando R$ 2,74 bilhões. O público frequentador das salas no mesmo período cresceu 7,66%: de 160 milhões para 172,2 milhões. O filme Vingadores: Ultimato lidera a renda de 2019: R$ 332,72 milhões, tendo sido assistido por 19,218 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros. Esses dados são da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A melhora na renda dos cinemas se explica, em parte, pelo aumento do preço médio do ingresso, que subiu 5,54%, acima da inflação de 4% estimada para o período. Mas os números também indicam um aquecimento do mercado, na avaliação da Ancine. A renda dos títulos brasileiros subiu 12,97% em 2019, para R$ 315,1 milhões. Segundo a agência responsável por regulamentar e fomentar o mercado do audiovisual, mesmo com um número de lançamentos 10,9% menor que em 2018, o cinema nacional conseguiu bater recordes de público, aumentando em 7,83% sua participação no market share. Os títulos brasileiros foram responsáveis por 11,5% da renda total dos cinemas do país. Com o percentual restante, os filmes estrangeiros tiveram renda de R$ 2,42 bilhões, 13% maior do que no ano anterior.

ATAQUES

 "Isso se deve principalmente ao desempenho dos longas Nada a perder 2, que ultrapassou o sucesso de Tropa de elite 2, com mais de 12 milhões de ingressos vendidos, e Minha mãe é uma peça 3, que levou mais espectadores ao cinema na semana de seu lançamento que o último título da franquia Star wars", diz a agência.O presidente Jair Bolsonaro faz ataques seguidos ao cinema nacional e à Ancine. Ele já afirmou que "cortaria a cabeça" dos dirigentes da agência e que quer um presidente evangélico no órgão, que cite "200 versículos bíblicos". Em entrevista à youtuber Antonia Fontenelle, em setembro de 2019, o presidente declarou que é preciso "tirar" dos órgãos públicos pessoas que "não aprovam" filmes com "temática do nosso lado". "O tempo vai fazer a gente descontaminar esse ambiente para a boa cultura no Brasil", disse.O governo quer investimentos de até R$ 100 milhões para acessibilidade em salas de cinema para adequar o parque cinematográfico à Lei Brasileira de Inclusão de Pessoas com Deficiência. A ideia é que a linha de crédito de R$ 250 milhões renovada com o BNDES no final de 2019 seja utilizada para as obras. A oferta de crédito dependerá de projetos apresentados pelas empresas. A renovação da linha do banco de desenvolvimento foi um dos motivos para o governo adiar para 2021 a obrigação de acessibilidade em sessões de cinema. "A expansão do parque de exibição e a infraestrutura são prioridades da nova política audiovisual. A linha de crédito, o novo modelo de cota de tela (número de dias obrigatórios para a exibição de longas nacionais) e a prorrogação do prazo de acessibilidade são algumas das medidas para dar estabilidade e segurança ao mercado, incentivando o crescimento", afirma o presidente da Ancine, Alex Braga Muniz. (Agência Estado)


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