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Estado de Minas

Ex-vocalista da Gang do Eletro, paraense Keila lança em BH 'Malaka'

Cantora apresenta seu primeiro álbum solo neste sábado (16), n'A Central. Disco se caracterizam pela mistura do tecnobrega com outros ritmos das periferias


postado em 16/11/2019 04:00 / atualizado em 15/11/2019 16:37

Cantora paraense apresenta seu primeiro álbum solo, após deixar a Gang do Eletro. Faixas se caracterizam pela mistura do tecnobrega com outros ritmos das periferias(foto: Julia Rodrigues/Divulgação)
Cantora paraense apresenta seu primeiro álbum solo, após deixar a Gang do Eletro. Faixas se caracterizam pela mistura do tecnobrega com outros ritmos das periferias (foto: Julia Rodrigues/Divulgação)
“Chega aqui botando pra cima das meninas pensando que a gente vai ficar de boa, é? Aqui no setor quem comanda é nós!”. Antes de soltar a batida de Loka, segunda faixa do disco, a cantora paraense Keila deixa claro que o discurso é firme em Malaka, seu primeiro álbum solo depois de deixar a Gang do Eletro. Sem abandonar o tecnobrega acelerado que consagrou o grupo nacionalmente, ela procurou se conectar a outros ritmos musicais e dar o recado sobre o empoderamento das mulheres em seu novo trabalho.

Lançado em agosto pelo selo Natura Musical, ele será apresentado neste sábado (16) ao público de Belo Horizonte, com show n’A Central. “Sempre tive esse discurso e compunha sobre isso. Mas na Gang do Eletro eu era só uma vocalista, entrei com o grupo formado, e eles já tinham o processo deles. Nesse projeto meu, o discurso é mais dedo na cara, mais feminista, com questões que tenho como mulher, mãe e mulher da periferia”, diz ela, que esteve na edição deste ano do Rock In Rio, em um palco paralelo com vários artistas do Pará. As 10 faixas ainda incluem títulos como Brega doido, Endoida, Kente e Vou pisar. O álbum está disponível nas principais plataformas digitais.

Apesar de a gênese da batida estar nas periferias de Belém, assim como vários elementos presentes nas letras, Keila diz que uma de suas preocupações era se aproximar de outros ritmos de origem periférica ou underground. “Comecei a observar que o tecnobrega se conecta pouco com outras periferias, mas o processo é idêntico ao brega funk, ao pagodão baiano, ao funk carioca e ao hip-hop. Comecei a pesquisar, procurar outras pessoas e me inserir nesse cenário, buscando coisas que eu já ouvia na minha biblioteca musical”, afirma a cantora, que incluiu características do funk 150bpm ou do pagodão baiano e do tecnobrega em uma mesma música.

A apresentação do novo disco em BH será parte da 3ª edição do Baile da Bôta. Idealizado pela fotógrafa mineira Bruna Brandão, que há cinco anos desenvolve uma pesquisa fotodocumental sobre as aparelhagens de som paraenses, o evento celebra a cultura underground do Pará, em conexão com artistas de Minas. Para quem é fã da Gang do Eletro, Keila garante que “um ou dois hits sempre entram também”. “Se a Ivete canta Banda Eva até hoje, porque eu não vou cantar coisa da Gang?”, argumenta. Além dela, a noite ainda terá a participação dos músicos mineiros Jeffin da Bazzi e Dedé Santaklaus, integrantes do bloco Swing Safado.

Baile da Bôta apresenta Keila
Show de lançamento do álbum Malaka, neste sábado (16), às 23h, n'A Central (Praça Rui Barbosa, 104, Centro). Ingressos: R$ 15 (1º lote) e R$ 20 (2º lote), à venda no site Sympla, e R$ 25, na bilheteria local. Mais informações: (31) 99550-0104.


 







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