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Estado de Minas

Marco Pereira e Paulo Bellinati se apresentam no Museu da Pampulha

Duo de violonistas lançam em BH o disco Xodós, com clássicos de Dominguinhos e Dilermando Reis, além de composições próprias


postado em 08/09/2019 04:00

Marco Pereira e Paulo Bellinati se apresentam hoje no Museu da Pampulha(foto: Tarita de Souza/divulgação )
Marco Pereira e Paulo Bellinati se apresentam hoje no Museu da Pampulha (foto: Tarita de Souza/divulgação )

Amigos de longa data, os compositores e violonistas Paulo Bellinati e Marco Pereira se apresentam pela primeira vez em BH. Neste domingo (8), às 11h, eles fazem show no Museu de Arte da Pampulha (MAP). Comemorando cinco décadas de parceria, o duo está divulgando o disco Xodós (Borandá), gravado no ano passado. O repertório traz composições autorais e clássicos de Garoto, Dilermando Reis e Dominguinhos, entre outros.

A afinidade entre eles é total, o que favorece a apresentação intimista deste domingo. “Eu e Marco somos paulistanos e temos a mesma idade, nascemos no mesmo mês (setembro) e ano (1950). Nasci no dia 22 e ele no dia 25. Talvez por isso tenhamos tanta coisa em comum”, brinca Bellinati.

A ideia de gravar Xodós surgiu quando a dupla se apresentou no Clube do Choro, em Brasília, em 2015. “Seguíamos carreiras paralelas desde quando nos desligamos do trio Pó de Mico, ao lado do percussionista Zé Eduardo Nazário. A reestreia veio quando fomos convidados para homenagear Dominguinhos e Dilermano Reis”, conta o músico.

O repertório tem Eu só quero um xodó (Dominguinhos/Anastácia), Isso aqui tá bom demais (Dominguinhos/Nando Cordel), Uma valsa e dois amores (Dilermando Reis) e Se ela perguntar (Dilermando Reis), além de Café compadre e Santo Amaro, de Marco, e Fandango e Jongo, de Bellinati. Alguns arranjos do álbum foram criados a quatro mãos. “É um trabalho nada artificial, mas com o som puro dos nossos violões. Virou o nosso xodó”, orgulha-se.

EUROPA

A parceria dos instrumentistas vem desde o final dos anos 1960. Tudo começou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. “Éramos alunos do Isaías Sávio (violonista e pedagogo uruguaio radicado no Brasil) e resolvemos fazer um duo, mas nenhum de nós era compositor. Na verdade, éramos uma dupla para tocar clássicos da MPB. Depois, Marco foi para Portugal e eu para a Suíça. A gente se encontrou na Europa. Voltamos ao Brasil e, a partir de 1980, cada um seguiu o seu caminho”, relembra Paulo.

A parceria em duo se consolidou pra valer há quatro anos. “Marco me mandou mensagem dizendo que tínhamos de reviver o nosso duo. Representamos um tipo de violão brasileiro muito parecido e construímos uma carreira de discos, partituras e composições que violonistas do mundo inteiro tocam”, conclui 
 
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Fundação de Eduçação Artística. 
Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários, 
(31) 32260-6866. Até 15 de setembro. 


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