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Estado de Minas

MInha mãe É um show

Campeão de bilheteria, Paulo Gustavo estreia O filho da mãe. Ao lado de Déa Lúcia, canta, faz piadas e homenageia as mulheres que se desdobram para cuidar da família


postado em 11/05/2019 05:09

Com a mãe, que foi cantora na noite, comediante vai ao palco do KM de Vantagens Hall para apresentação única (foto: Rubens Cerqueira/Divulgação)
Com a mãe, que foi cantora na noite, comediante vai ao palco do KM de Vantagens Hall para apresentação única (foto: Rubens Cerqueira/Divulgação)


Dizer que um filho deve tudo a uma mãe pode parecer redundante. Mas no caso do comediante Paulo Gustavo com relação a Déa Lúcia, ela representa bem mais do que aquela que o criou e o incentivou. É sua principal referência pessoal e artística. Foi com o projeto Minha mãe é uma peça – que rendeu teatro, quadro na televisão e uma trilogia no cinema (o terceiro filme começa a ser rodado em junho) – que o ator se tornou conhecido e despontou. Dona Hermínia, sua personagem na história, é inspirada justamente na mãe. Agora, Paulo estreia uma empreitada que tem novamente Déa, de 72 anos, como foco. O filho da mãe terá apresentação única neste sábado (11), no KM de Vantagens Hall. “Mais do que uma homenagem a ela, é uma homenagem às mulheres. Não acho que fica over (se referindo a mais um projeto ligado à mãe) quando a coisa vem do coração”, justifica.

A produção resgata principalmente a faceta de intérprete de Déa Lúcia, que foi cantora na noite e tinha até um grupo. Paulo Gustavo explica que o espetáculo é inspirado também nas mulheres fortes e batalhadoras que se viram nos 30. “Para sustentar eu e minha irmã, ela fez de tudo. Foi porteira de prédio, fez painel de festa infantil, trabalhou como corretora de imóveis, entregou quentinha e também teve esse lado de artista. Ela foi uma inspiração pra mim em todos os sentidos”, frisa.

No palco, mãe e filho estarão acompanhadas de banda formada pelos músicos André Siqueira (percussão) Cláudio Costa (guitarra), Marcelo Linhares (baixo), Mauricio Piassarollo (teclado) e Wallace Santos (bateria). No repertório, bossa nova, samba, músicas internacionais e hits de Anitta e Preta Gil. Entre um bloco e outro de músicas, a dupla vai contar causos e fazer brincadeiras entre si. “Vai ter Noel Rosa, Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Toquinho, Pixinguinha. A música é um pretexto para falar de amor, de gratidão, de encontros”, detalha Paulo, que vai passar o Dia das Mães em Belo Horizonte, cidade natal de Thales Bretas, marido do ator. “Vêm meu pai, minha “mãedrasta”, a Tinha Penha. Vem todo mundo. Vamos juntar com a família do Thales, que se tornou a minha família também e fazer um almoção de domingo”, revela.

Na última vez em que se apresentou em BH, Paulo Gustavo teve experiência um pouco desagradável. Na temporada de Minha mãe é uma peça no Palácio das artes, em janeiro, o ar-condicionado pifou e a luz se apagou. O comediante fez postagem na época afirmando que “até que o teatro esteja em totais condições de receber público e artista, nós não iremos mais nos apresentar nele”. E diz que realmente foi complicado encenar naquele momento e lamentou, sobretudo, o descaso com o público.

Campeão de bilheteria – emplacou sucessos com Minha vida em Marte e a franquia Minha mãe é uma peça – o comediante se diz apreensivo sobre o futuro do cinema nacional. Não só com relação ao financiamento das produções via Agência Nacional do Cinema (Ancine), quanto às cotas de telas. Na semana passada, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, assinou documento que garante espaço nas salas de cinema para filmes brasileiros. “Não só o cinema, mas a cultura vive um momento de tensão. Mas acho que as coisas vão se resolver. Se a gente não torcer e não tiver esperança de que isso vai mudar, a gente não sai do lugar. As coisas vão acabar se resolvendo”, acredita.

Paulo Gustavo se vê como um “ponto fora da curva “ nesse sentido, já que a maioria de suas produções tem investimento pessoal e, quase sempre, ao lado de sócios. “É diferente quando você vai fazer um filme e precisa de usar um órgão desses para conseguir grana, autorização. Sei que acabo tendo mais facilidade pelo fato de ter construído um público no teatro que me acompanha na TV e no cinema. E sei também que não é a realidade de boa parte dos artistas. Porém, estou atento, não faço vista grossa e não sou alienado. Estou na torcida para ajudar no que precisar para que essa gente mude tudo isso”, defende.

NA TV

Além de continuar viajando o Brasil com O filho da mãe, Paulo Gustavo segue com projetos na televisão. A terceira temporada de A vila chega no dia 27 ao Multishow. Outro programa do canal que deve estrear em breve é Vai que cola. Mas, dessa vez, o ator não vai mais interpretar um dos seus personagens mais famosos, o trambiqueiro Valdomiro Lacerda. “Estamos gravando já e vou fazer 10 dos 40 episódios. Agora, o programa se passa em Miami e eu faço uma Angel, uma go-go-girl que quer o Green card de qualquer maneira. Ela é muito divertida e já está toda familiarizada com os demais personagens do seriado”, comenta.

PAULO GUSTAVO E DÉA LÚCIA EM: O FILHO DA MÃE

Hoje (11), às 21h, no KM de Vantagens Hall (Avenida Senhora do Carmo, 230, Savassi). Ingressos: a partir de R$ 45. Vendas: bilheteria ou pelo site: www.ticketsforfun.com.br


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