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Patrocínio pode salvar os museus do Oratório e de Sant'Ana, ameaçados de fechamento


postado em 07/05/2019 05:07

Inaugurado em 1998, o Museu do Oratório é referência em arte sacra (foto: Nathália Costa/Divulgação)
Inaugurado em 1998, o Museu do Oratório é referência em arte sacra (foto: Nathália Costa/Divulgação)


Um respiro para dois dos mais importantes museus mineiros: o do Oratório, em Ouro Preto, e o de Sant’Ana, em Tiradentes. O Itaú Cultural resolveu aportar RS$ 800 mil e garantir a manutenção até dezembro dos dois espaços que, aliás, estão fechados temporariamente até 5 de junho. No sábado à tarde, o Instituto Flávio Gutierrez (IFG), mantenedor das instituições, divulgou um comunicado informando que as equipes dos museus entrariam de férias coletivas durante 30 dias, “na expectativa de nesse período viabilizarmos captações para a manutenção dos mesmos”. “Esse aporte foi uma sobrevida, um fôlego que vai nos ajudar a nos manter por um bom tempo e a reabrir assim que as férias coletivas terminarem. A situação estava muito complicada. Só tenho a agradecer ao Itaú Cultural, que teve a sensibilidade para entender a importância desses museus”, ressalta Angela Gutierrez, presidente do IGF.

Ela revela que desde o começo do ano já havia tomado algumas medidas para reduzir gastos tanto no Oratório quanto no Sant’Ana, como redução de dias e horários de funcionamento. “A gente cortou tudo que podia. Diminuímos limpeza, monitoria, portaria. Mas eu não queria fechar as portas de jeito nenhum. Lutei, tenho lutado e vou lutar ainda mais para manter os dois espaços abertos”, frisa.

As instituições contam com recursos das leis estadual e federal de incentivo à cultura para funcionar. O Museu do Oratório tem ajuda da lei estadual, via Cemig, desde que foi inaugurado em 1998. “Minas sempre me ajudou e espero que siga ajudando. Tenho tido contato com a direção da Cemig para que esse apoio continue”, revela. O museu – que reúne 162 oratórios e 300 imagens que datam do século 17 ao século 20 – localiza-se num casarão histórico na antiga Vila Rica, anexo à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, e ainda desenvolve um projeto social que continuará sendo viabilizado devido aos recursos do Itaú. “Temos um coral com 70 crianças e jovens de escolas públicas. É uma iniciativa que existe há oito anos, que valoriza a música popular brasileira de qualidade. Imagina o fim de um coral como esse numa cidade tão rica culturalmente como Ouro Preto”, observa.



LEI ROUANET

Já o Museu de Sant’Ana é mantido, sobretudo, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a famigerada Lei Rouanet. A indefinição com relação ao principal mecanismo de fomento à cultura do Brasil, de acordo com Angela, fez com que tudo ficasse mais complicado. “A gente não sabe ainda como vai ser com relação à Rouanet e ainda tem muito desconhecimento também. Ela teve, sim, mau uso, mas tem muito mais coisas positivas do que negativas. É uma lei maravilhosa que ajuda vários projetos pelo interior do Brasil, que sobrevivem graças a ela. Não se pode apenas jogar pedra”, defende.

A presidente do Instituto Flávio Gutierrez acrescenta que, mesmo com o auxílio providencial do Itaú Cultural, segue em busca de outros patrocínios. “Lutei tantos anos para inaugurar o Museu de Sant’Ana, que é hoje um dos museus mais visitados de Minas. Há 22 anos, o do Oratório é referência em arte sacra. Recebe estrangeiros de vários cantos, estudantes de todos os níveis – do ensino básico ao superior. São iniciativas de sucesso que valorizam e preservam a cultura e a história de Minas e do Brasil”, salienta.


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