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Para inventar à vontade


postado em 10/04/2019 05:12

Crianças interagem com obras da exposição Cria: experiências de invenção (foto: Orlando Bento/divulgação)
Crianças interagem com obras da exposição Cria: experiências de invenção (foto: Orlando Bento/divulgação)



A arte contemporânea oferece novas e surpreendentes vivências. Essa proposta está explícita em Cria: experiência de invenção, exposição dedicada ao público infantil em cartaz na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. É possível criar sons a partir do gotejamento de água, tomar banho de música e até escrever um livro sem palavras. A mostra reúne trabalhos de Eder Santos, O Grivo, Guto Lacaz, Cao Guimarães, Regina Silveira e Guilherme Mansur.

O curador Marconi Drummond conta que a ideia surgiu quando ele notou que há poucas iniciativas, sobretudo ligadas à arte contemporânea, voltadas para os pequenos. “É um público esperto, inteligente, com olhar aberto e sem preconceito. A criança está sempre disposta a experimentar novas possibilidades. É essencial que elas sejam provocadas e ampliem seu repertório. Daí o nome da mostra. Cria remete a criança, criação e criatividade”, diz.

Poesia visual, videoinstalação, literatura, fotografia e cultura popular estão presentes na exposição, que ficará em cartaz até o meio do ano. Entre os destaques está a obra inspirada no trabalho da ilustradora suíça Warja Lavater. Em 1965, ela lançou uma publicação com a história de Chapeuzinho Vermelho com desenhos e linguagem próprios.

Pictogramas “Warja eliminou o texto e começou a escrever com símbolos e círculos coloridos, ou pictogramas gráficos. Ampliamos o livro e o colocamos numa parede enorme dentro da galeria”, explica Marconi.

Outro trabalho que chama a atenção da garotada é Máquina que cria paisagens, de Stela Barbieri. Ao lado de Marconi e Carolina Santana, a artista idealizou o projeto educativo da mostra. Stela também assina a instalação Banho de canto: o visitante senta-se no meio da obra, cercada por objetos sonoros. A partir desse momento, a artista e dois músicos tocam instrumentos e criam sons.

Outro destaque é a intervenção Tropelia (fora e dentro), de Regina Silveira, na parte externa da galeria, que exibe uma aplicação com pegadas de mamíferos e aves. “É como se retratasse a fuga e a invasão dos bichos. A obra está voltada para a Rua da Bahia, dialogando com a cidade e conclamando o público a visitar a exposição”, afirma o curador.

Cria: experiências de invenção se propõe a recuperar o lúdico, provando que a arte pode ser brincadeira, mas não é infantiloide. “Temos dois jogos fundadores da matriz da cultura brasileira, um de origem africana e o outro indígena. Tabuleiros estão à disposição para as pessoas brincarem. Até porque costumamos dizer que quem cria tudo pode. Ou seja, aqui você tem acesso livre à experiência”, avisa Marconi Drummond.


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