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Sem solução


postado em 27/03/2019 05:09


Leitores desta coluna devem se lembrar de que voltei das férias com dois problemas domésticos: um com a Oi, porque meus telefones fixos ficavam mudos com qualquer chuvinha, o que foi finalmente resolvido pelo atendimento pronto e profissional da empresa, e outro com a Copasa, que me cobrou R$ 5.096,36 na minha conta de fevereiro. Quando recebi a fatura, chamei imediatamente um bombeiro para verificar todas as instalações da água, se havia vazamento, e corri na empresa para reclamar do exagero. Só para lembrar: uma casa que gasta uma média diária de mil litros, registrou em fevereiro espantosos 7.250 litros diários.

A Copasa agendou a verificação do hidrômetro, feita na data marcada, com espanto de seu profissional, que foi trocar a peça, pelo aumento de consumo. Enquanto isso, produziu uma mágica: debitou em minha conta bancária pessoal o pagamento da taxa de fevereiro, quando, na realidade, a cobrança automática é em nome de meu marido, que faleceu há exatos cinco anos. Não consegui descobrir como é que essa transação foi feita e como já sabia que não há recursos para o contribuinte, esqueci o truque.

Para comparar a diferença, recebi a conta deste mês, que devo pagar em princípio de abril, que é de pouco mais de R$ 400. E com o aviso de que a pesquisa do hidrômetro não registrou nenhum engano na cobrança da conta gigante. Como consumidor não tem direito, comecei a perguntar aqui e ali como essa mágica é feita. A primeira informação veio de meu sobrinho, que é engenheiro. Ele me contou que essas contas gigantes são muitas vezes provocadas pelo ar que entra pelo cano distribuidor de água e é registrado pelo hidrômetro. A gerente de meu banco ficou de verificar como é que o milagre da cobrança do gasto foi feita em uma conta que não era credenciada para tal e até hoje não recebi resposta.

Só que continuei perguntando e encontrei uma ex-vítima desse aumento de consumo sem fundamento. Acontecia o seguinte: morando na Serra, esse amigo começou a receber contas alarmantes, sem nenhuma justificativa. Pesquisa daqui, pesquisa dali, acabou descobrindo que estava sendo cobrado pelo ar que vinha do encanamento da rua e passava pelo hidrômetro que media o nada. Como é pessoa muito pesquisadora, descobriu que a própria Copasa fornecia um aparelhinho que, anexado ao sistema normal de fornecimento da água, evitava esse problema. Conseguiu o aparelho e o aumento de consumo, que estava se tornando habitual, foi controlado. Mas é aí que vem a complicação: pela informação desse meu amigo, parece que a prefeitura proibiu o uso desse aparelhinho que não permite a entrada do ar no fornecimento legal da água.

Se formos nos fiar pelo que ocorreu em minha casa, o problema realmente não terminou e tem gente, como eu, pagando ar a preço de água. É por causa disso que os “gatos” realizados na periferia para se livrar das contas cobradas pela empresa oficial, fornecedora de água, são tão comuns. Se o abuso continuar, apesar de a minha conta deste mês ter sido mais do que normal, a solução é descobrir quem faça um “gato” no meu hidrômetro para que eu não pague mais do que devo.


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