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Dicas para jovens e adolescentes


postado em 28/02/2019 05:04


Os jovens precisam escolher suas profissões muito cedo. Assim que entram no ensino médio já começa a pressão sobre eles, com perguntas constantes de todos os lados sobre qual curso farão. Talvez, por isso mesmo, muitos abandonam a faculdade e mudam de área, optando por outra profissão, geralmente antagônica à primeira.

Segundo a professora Ruth Caribé da Rocha Drouet, responsável pelo Centro de Orientação Profissional da Universidade de Araraquara, um dos fatores dessa difícil escolha é, além da idade precoce, o grande número de profissões, que aumentam cada vez mais, e o mercado de trabalho torna-se cada vez mais exigente e competitivo. Nessa época, o jovem está definindo sua identidade e, principalmente, querendo estabelecer o que quer ser na idade adulta. Ele precisa conhecer suas capacidades, seus interesses e sua motivação. E tem que considerar três aspectos: pessoal, familiar e social, e seus interesses e suas aptidões.

Os testes vocacionais ajudam muito, verdade, e hoje devem estar bem mais evoluídos e com mínima margem de erro, mas lembro-me de que, quando o teste foi aplicado na minha turma, no primeiro ano do ensino médio, na época era segundo grau, a influência do nosso professor de biologia era tão grande que o resultado geral da turma foi para ciências biológicas.

Passado o grande problema da escolha do que fazer, vem a etapa seguinte, que é enfrentar o vestibular, entrar para a faculdade e, agora, sair de casa. Há alguns anos, com a chegada do Enem e de o resultado influenciar na decisão da universidade em que o adolescente vai ingressar, muitos estão cursando o superior em outras cidades e até mesmo em outros estados. Com isso, têm que sair de casa e assumir a vida adulta, “independente”, porque o custeio continua sendo bancado pelos pais.

Além das significativas transformações naturais da idade, a escolha da profissão, as desilusões amorosas e a nova liberdade conquistada, existe a despedida da escola, e o desligamento do ambiente familiar em que vivia desde a infância.

Para a psicóloga Caroline Yu, conviver com outros jovens que passaram ou passam pela mesma situação é importante, porque ouvir outras experiências traz a sensação de que ele não é o único que está passando por essa fase de transição. O sentimento “grupal”, uma aliança que se estabelece, pode ser uma forma de dar conta das angústias vivenciadas.

Pensando no comportamento dos jovens brasileiros, empresas têm investido para oferecer experiências positivas, principalmente em fases cruciais como a transição da escola para a universidade. Uma delas é a Uliving, que trouxe ao Brasil o conceito de residência estudantil, inspirado em países da Europa e nos Estados Unidos. Caroline explica que estudos internacionais mostram que sair de casa equivale a uma mudança de país. É a entrada para o mundo adulto. O programa oferece um ambiente exclusivo que incentiva a troca entre os moradores.

Seguem algumas dicas para ajudar os jovens nesta fase: criar vínculo em um ambiente de confiança em que se sintam respeitados e não diminuídos pelas suas angustias e sofrimentos, e onde não se sintam sozinhos. A psicóloga reforça a importância de o jovem se dedicar a atividades que sejam prazerosas, além das obrigações, e reforça que o vestibular passa, as dificuldades se resolvem e as questões se solucionam. Abrir o diálogo com a família e amigos para falar sobre as emoções com os jovens facilita muito o processo de prevenção a possíveis problemas psicológicos. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)


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