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Estado de Minas

Mineira protagoniza longa sobre culpa e criaturas extraterrestres

Radicada em São Paulo, Claudia Campolina interpreta Joana, a personagem principal de %u2018A pedra da serpente%u2019, com sessões no Projeta às Sete (às 19h de segunda a sexta, no Pátio Savassi)


postado em 17/02/2019 05:09

Radicada em São Paulo, a atriz mineira Claudia Campolina faz sua estreia como protagonista de um longa em A pedra da serpente, com personagem atormentada pela culpa e por fenômenos sobrenaturais(foto: SINESTESIA FILMES/DIVULGAÇÃO)
Radicada em São Paulo, a atriz mineira Claudia Campolina faz sua estreia como protagonista de um longa em A pedra da serpente, com personagem atormentada pela culpa e por fenômenos sobrenaturais (foto: SINESTESIA FILMES/DIVULGAÇÃO)
 
Joana (Claudia Campolina) trabalha em uma agência de publicidade e enfrenta problemas típicos de uma mulher moderna, como o estresse causado pelo excesso de trabalho. Atormentada por estranhos pesadelos e pelo trauma de perder um filho nos últimos meses de gestação, ela resolve tirar alguns dias de folga. O destino escolhido é Peruíbe, cidade do litoral paulista, à qual se atribui a presença de discos voadores.

A pedra da serpente, que integra o programa Projeta às Sete (com uma sessão diária, de segunda a sexta, às 19h, no Pátio Savassi), é baseado em histórias que instigam moradores da cidade, onde o diretor Fernando Sanches passava as férias, na infância. O título diz respeito a um ponto turístico presente na localidade, tido como um portal extraterrestre, que receberia frequentes visitas de óvnis.

“Vivemos uma fase muito boa do cinema de gênero no Brasil, que ganhou bastante espaço nos últimos anos, com presença em festivais no exterior”, avalia a atriz mineira Claudia Campolina. Para Claudia, A pedra da serpente escapa dos clichês do gênero, assim como As boas maneiras (2018), de Juliana Rojas e Marco Dutra, em que a lenda americana do lobisomem é adaptado à realidade brasileira.

A atriz define o longa que estrela como um drama de ficção científica. “Nosso filme vai além do ET que chega em uma cidade litorânea para salvar o mundo. A trama gira em torno de uma mulher sensível, deprimida, e discute os limites entre a fantasia e a realidade. Os espectadores têm se questionado se ela vive um drama real ou se tudo não passa de um delírio da personagem”, conta.

Voltando bêbada de uma festa à beira-mar, Joana acaba por atropelar um homem. Ela se livra do corpo, mas passa a ser perseguida pela culpa. O homicídio passa a se relacionar com os estranhos acontecimentos relatados na cidade.

MINEIRA Nascida em BH, Claudia Campolina lembra que o interior do estado é marcado por lendas diversas, como a do Chupa Cabra e do ET de Varginha, famosos na década de 1990. Na capital mineira, ela fez oficina de teatro, mas só começou a carreira de atriz em São Paulo, onde foi morar em 2006, inicialmente investindo em trabalhos como modelo.

Em A pedra da serpente, a atriz faz sua estreia como protagonista como uma mulher moderna, marcada por ansiedades, traumas e vícios. No trabalho de composição da personagem, Claudia teve acesso a depoimentos de pessoas depressivas, em textos e vídeos na internet. “Joana é muito independente e detesta ser vista como frágil pelas pessoas, apesar de estar super-sensibilizada nessa fase que atravessa. Ela trabalha excessivamente, a ponto de não ter tempo para viver seus próprios dramas”, comenta a atriz.

A maternidade na vida da mulher moderna também é colocada em cena. “Joana remete muito à minha mãe, Vanúsia: uma mulher muito maternal, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que mais trabalha neste mundo. A partir dela, pude entender o lugar de divisão da mulher que tenta conciliar sonhos pessoais e profissionais.”

“Todos os personagens fortes do filme são femininos, diz Claudia. “Esse é um fator muito importante para a luta feminista no cinema, que não está restrita só aos papéis. Falta também espaço para as mulheres na direção, por exemplo”, afirma.

Ela comemora a chance de atuar ao lado de Gilda Nomacce, que surge na segunda metade da história como Maria, figura determinante no arco dramático da personagem principal. Claudia ressalta que, além de ocupar o lugar principal da trama, sua personagem é complexa e não se restringe aos imbróglios românticos, comuns em papéis femininos no cinema.

“As protagonistas femininas costumam ser donzelas à espera do príncipe no cavalo branco, que irá salvá-las dos problemas e da falta de amor. Mas temos outros desejos e conflitos, assim como os homens. É importante que filmes com esse mote sejam feitos, já que a arte serve para ajudar a transformar o pensamento das pessoas”, opina a atriz.


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