Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Série Boneca russa 'condena' mulher à vida eterna

Natasha Lyonne faz o papel de Nadia, que não consegue se desligar deste mundo mesmo depois de morta


postado em 08/02/2019 05:06

Natasha Lyonne protagoniza a série Boneca russa estreia na Netflix (foto: Netflix/divulgação )
Natasha Lyonne protagoniza a série Boneca russa estreia na Netflix (foto: Netflix/divulgação )

– Isso tudo é para o seu gato? Ele deve gostar de escalar – pergunta o novo affair de Nadia.

– Que ousado presumir que meu gato é macho. Entendi: sou solteira e escolhi ter um gato de estimação, então deve ser uma tentativa de preencher a minha alma, que só poderia ser preenchida com o quê? Um pênis? Não, obrigada! – responde Nadia.

– Quer que te chame de ‘patética dos gatos’ só para você negar?

–  Ser amante de felinos não é nem nunca vai ser patético. A pessoa certa é quem estará ao meu lado quando eu morrer. Pra cuidar de mim quando estiver gagá. Por isso, meu plano é esperar chegar aos 60 e tantos anos e só então me casar. Isso se não morrer antes...

No dia em que completa 36 anos, Nadia (Natasha Lyonne) é atropelada e morre. Mas renasce logo em seguida, voltando à sua festa de aniversário organizada pelos amigos. Tem início o misterioso ciclo em que a personagem morre de diversas maneiras e retorna ao ponto inicial da trama. Em oito episódios, Boneca russa (Netflix) mostra uma mulher em crise existencial. O inventivo arco dramático a leva a profundas reflexões sobre sua identidade.

A série parece uma versão mórbida do filme Feitiço do tempo, em que o personagem de Bill Murray enfrenta percalço semelhante. Mas Nádia não está sozinha: conhece Alan (Charlie Barnett), que também está preso ao infindável ciclo de morte e vida.

A dinâmica sobrenatural leva a dupla a refletir sobre os próprios comportamentos e necessidades. O humor ácido impede a trama de descambar para o dramalhão. Diante da boa repercussão junto ao público e à crítica, cabe à Netflix decidir se Boneca russa terá vida longa. Cocriadora da série, Natasha Lyonne já avisou que tem fôlego para mais duas temporadas.


Publicidade