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Estado de Minas

Helvécio Carlos


postado em 07/02/2019 05:07

Marcello Dantas, curador da mostra Ai Weiwei %u2013 Raiz, na visita guiada para convidadas da Dotart(foto: fotos: Lecanovo)
Marcello Dantas, curador da mostra Ai Weiwei %u2013 Raiz, na visita guiada para convidadas da Dotart (foto: fotos: Lecanovo)

NO CCBB...


AI WEIWEI
DO CCBB AO FASANO


Leila Gontijo é fã da obra de Ai Weiwei. Admira tanto o trabalho do artista chinês que, desde a abertura da mostra com seus trabalhos mais recentes, ano passado em São Paulo, foi à Oca três vezes. Mas ela reconhece que nada foi tão especial como conhecer os detalhes da mostra acompanhada por Marcello Dantas, curador da exposição, que fica no Centro Cultural do Banco do Brasil até abril.
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“Como amigo de Weiwei, Marcello deu detalhes das obras que enriqueceram ainda mais a visita. Além disso, ele fala com clareza e simplicidade dando um teor muito especial”, elogiou a galerista. O próprio Marcello convidou Leila, que teve direito a visita acompanhada de algumas amigas. Do CCBB, o grupo seguiu para almoço oferecido por Leila  no Fasano. Na turma, Paulo Petrarca, da Arte e edições, e Luciana Junqueira, filha de Leila, que ficou em Belo Horizonte por 24 horas. Chegou de Miami na segunda-feira à tarde, e anteontem embarcou para Nova York.

BRONCA DO CURADOR
E AS BICICLETAS?

Marcello Dantas não escondeu a emoção com a montagem da exposição no CCBB. “Uma coisa muito bacana é imaginar que este projeto foi pensado para este espaço muito antes de todas essas obras terem sido feitas. Ele acontecer anos depois é muito simbólico”, afirmou. A exposição marcaria a inauguração do CCBB há cinco anos. Os planos foram adiados com a prisão de Weiwei em 2011.

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Comparado à Oca, onde a mostra começou sua itinerância pelo país, Marcello acredita que no CCBB a exposição oferece novo olhar às obras. “Elas passam a ter uma certa intimidade e uma relação em escalas diferentes. O bote com 51 figuras infláveis (Lei da viagem), por exemplo, fica gigante com elementos de proporção que não tinham na Oca. Lá era tudo branco, neutro. Você achava que o barco era pequeno. Aqui, quando você vê mesas e cadeiras (do restaurante do pátio), entende a real dimensão”, diz.

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Antes de ir embora, Marcello deu bronca no Iepha por, segundo ele, não ter autorizado a instalação de Bicycle forever (formada por 1.254 bicicletas) na Praça da Liberdade. “Aqui, no CCBB, ficaram em um cantinho, por arrogância do Iepha. Não deu para entender.” O argumento do órgão, segundo o curador, eram os possíveis riscos que a obra poderia oferecer nos dias de carnaval. “A instalação é muito firme. Não haveria problemas.” A expectativa é que Marcello Dantas retorne a Belo Horizonte em abril acompanhado de Weiwei.


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