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Bohemian rhapsody e Green book sobrevivem a acusações contra seus diretores

Os diretores Bryan Singer e Peter Farrelly são nomes %u201Cdifíceis%u201D para a indústria de cinemas norte-americana


postado em 23/01/2019 05:04

Viggo Mortensen e Mahershala Ali em cena de Green book %u2013 O guia, que estreia amanhã no Brasil, e foi cercado por polêmicas nos EUA(foto: UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO)
Viggo Mortensen e Mahershala Ali em cena de Green book %u2013 O guia, que estreia amanhã no Brasil, e foi cercado por polêmicas nos EUA (foto: UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO)

A lista dos cinco diretores indicados ao Oscar traz dois norte-americanos (Adam McKay, por Vice, e Spike Lee, em sua primeira indicação na categoria, por Infiltrado na Klan), um polonês (Pawel Pawlikowski, por Guerra fria), um grego (Yorgos Lanthimos, por A favorita) e um mexicano (Alfonso Cuarón, por Roma).

A ausência de dois nomes nesta lista não chegou a surpreender. Peter Farrelly, por Green book: O guia, e Bryan Singer, por Bohemian rhapsody. As duas produções receberam cinco indicações cada uma. E os dois longas estão na lista de oito concorrentes a melhor filme, a principal categoria do Oscar. Havia quem apostasse que os diretores atrapalhariam as campanhas dos filmes, mas a Academia de Hollywood acabou reconhecendo as produções.

Farrelly e Singer são nomes “difíceis” para a indústria. O primeiro, dono de uma filmografia com títulos sexistas – Quem vai ficar com Mary? e O amor é cego são dois exemplos – teve que vir a público neste mês se desculpar depois que a imprensa denunciou seu hábito de mostrar o pênis durante a produção de seus filmes – Cameron Diaz, a Mary da supracitada comédia de 1998, foi uma de suas vítimas.

“Verdade. Eu era um idiota. Fiz isso décadas atrás e achei que estava sendo engraçado. E a verdade é que estou envergonhado e isso me faz estremecer agora. Sinto muito”, declarou ele. Farrelly ficou de fora da categoria, mas a Academia de Hollywood parece ter relevado outras questões que Green book levantou.

Apresentado como uma história baseada em fatos, o filme narra a amizade entre Don Shirley (Mahershala Ali), um virtuoso do piano, e seu motorista, Tony Lip (Viggo Mortensen), durante uma turnê pelo Sul dos Estados Unidos da década de 1960, anos de forte segregação racial. A família de Shirley veio a público recentemente afirmando que a amizade entre o músico e seu motorista é fantasiosa.

DESCULPAS O roteirista do longa, Nick Vallelonga, é filho de Tony Lip. Ele também teve que pedir desculpas públicas neste mês por causa de um tuíte contra muçulmanos, que publicou em 2015. Mahershala Ali, o astro do filme, é muçulmano. Vallelonga e Farrelly têm chances de subir ao palco do Oscar, já que ambos estão entre os produtores do longa – e Farrelly também assina como corroteirista.

Já Bryan Singer dificilmente será visto na cerimônia de 24 de fevereiro, em Los Angeles. Ele assina sozinho a direção de Bohemian rhapsody, apesar de ter sido afastado das filmagens duas semanas antes de seu término. O diretor afirma que deixou a produção para cuidar da saúde da mãe, mas já eram públicas as desavenças entre diretor e o protagonista (Rami Malek, indicado a melhor ator por sua interpretação de Freddie Mercury) já haviam se tornado públicas. Pouco depois do afastamento de Singer tornou-se pública também a acusação feita a ele, em 2017, de estupro de menor, o que ele nega.

No Globo de Ouro, que deu a Bohemian rhapsody os troféus de melhor filme e ator em drama (Malek), o nome do diretor – ausente da cerimônia– não foi citado em nenhum agradecimento.


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