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Estado de Minas ASTRONOMIA

Entenda como será a pesquisa brasileira com o telescópio James Webb

Observatório Nacional e universidades vão utilizar a tecnologia do telescópio para pesquisar a respeito de buracos negros


13/07/2022 14:45 - atualizado 13/07/2022 15:47

Nebulosa Keel
O Telescópio James Webb já foi utilizado, por exemplo, para fotografar a Nebulosa Keel (foto) (foto: Telescópio James Webb/Nasa)
Um grupo de pesquisadores brasileiros vai utilizar a tecnologia do telescópio James Webb para desvendar segredos sobre buracos negros.


O projeto científico será desenvolvido pelo Grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Observatório Nacional no Rio de Janeiro, com apoio extra da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.


A Nasa, por meio do Space Telescope Science Institute, selecionou a pesquisa em março de 2021. A previsão é de que James Webb fique disponível para os brasileiros entre abril e julho do ano que vem.


“Suprimindo a formação estelar"


O projeto “Suprimindo a formação estelar: desvendando ventos moleculares em núcleos ativos de galáxias" vai buscar entender melhor qual o impacto dos ventos de gás molecular e da radiação no entorno dos buracos negros no centro de três galáxias diferentes. Será possível observar detalhes, como o raio de distribuição do gás e como ele se move. 


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Os pesquisadores também querem entender os motivos para a grande concentração de hidrogênio (H) presente nas três galáxias estudadas. É aí que entra o James Webb, pois a observação dessas moléculas só é possível com as imagens captadas pelo telescópio.


O telescópio James Webb 


O James Webb é o radiotelescópio que pode observar o universo de modo infravermelho. Durante a transmissão ao vivo na terça-feira (12/7), realizada pela Nasa, foram divulgadas imagens bem nítidas e iluminadas sobre duas nebulosas (gigantes nuvens de poeira e gás que pairam no espaço), um aglomerado de galáxias e um grupo de cinco de galáxias a cerca de 290 milhões de anos-luz de distância. 


*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata


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