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Estado de Minas NEFROLOGIA

Com a chegada do verão, cuidado dobrado com o funcionamento dos rins

Saiba como prevenir complicações causadas pela alta temperatura e desidratação, que podem desencadear problemas renais agudos; cuidado também com a alimentação


06/01/2022 13:30 - atualizado 06/01/2022 14:07

Dor nas costas
Altas temperaturas durante o verão podem ser responsáveis por desencadear uma série de problemas renais (foto: Pexels )

 

As temperaturas elevadas durante o verão podem causar uma série de transtornos à saúde como desidratação, dor de cabeça, náusea, vômitos e dificuldades para dormir, a depender do grau de exposição ao sol e ao calor.

A perda de líquidos pode desencadear alguns problemas renais agudos. De acordo com Lygia Vieira, diretora médica de Tratamento Intra-hospitalar da DaVita Tratamento Renal, as pessoas devem ficar atentas, pois o quadro de cólica renal é mais comum nesta estação do ano.

 

“Nesta época, o corpo desidrata mais facilmente e a ingestão de líquido nem sempre acompanha a necessidade de reposição adequada. Desta maneira, a urina fica mais concentrada e propicia a formação de cálculos. Também no período de festas e férias, há maior consumo de bebidas alcoólicas, que inibe o hormônio antidiurético, estimulando assim a diurese, tendendo à desidratação, explicou a nefrologista que também é professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

A médica acrescenta que o serviço de emergência deve ser procurado nos quadros de dor lombar com ou sem hematúria (sangue na urina).  

 

A nutricionista Thays Mortaia concorda que os cuidados com a dieta devem ser ainda maiores durante a chegada do verão.

“É importante citar que, nesta época do ano, a propensão a desidratação é maior devido ao suor e, desta forma, deve-se manter a hidratação para ajudar os rins a trabalharem melhor, melhorar a circulação sanguínea e regular a função intestinal, afirma a coordenadora de nutrição da DaVita Tratamento Renal.

 

A especialista também recomenda evitar alimentos industrializados e ricos em sal, pois estes provocam retenção de líquidos e aumentam a pressão arterial.

 

Pacientes renais crônicos devem ter atenção redobrada no período

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 145 mil pacientes estão em terapia dialítica no país, sendo 92,7% deles em hemodiálise. Para esta população, a nefrologista chama a atenção para os quadros de falta de ar, aumento dos edemas e ganho de peso relacionados ao aumento da ingesta de líquidos.

 

A nutricionista relata que muitos pacientes de doença renal crônica costumam chegar “pesados”, com inchaço e “edema agudo de pulmão” devido ao consumo excessivo de líquidos, o que acaba interferindo na hemodiálise.

 

“Para esta população, o consumo de alimentos ricos em fósforo e potássio deve ser moderado. Vale lembrar que o excesso de líquidos não se refere apenas à ingestão de água potável, mas também devem ser contabilizados sucos, sorvetes, chás, café, açaí, gelatinas, refrigerantes etc”, destacou Thays Mortaia.

 

A nutricionista enumerou algumas dicas para melhor controle na alimentação e hidratação para os pacientes renais, confira:

 

  • Para melhor controle de hiperfosfatemia (níveis de fosfato), evite petiscos e bebidas típicas de "happy hour": cerveja, linguiça, salame, azeitona, amendoim e lanches de mortadela, hambúrguer, presunto e queijo. Estes são alimentos que contém fósforo como aditivo.  
  • descobrir a quantidade de líquido permitida por dia. Para isso, é preciso ter a informação do volume de urina que o paciente ainda consegue eliminar em 24 horas. De posse desse dado, basta somar 500 ml;
  • Na quantidade diária de líquidos recomendada, defina o quanto será reservado para água, considerando também o líquido utilizado para tomar medicamentos;
  • Lembre-se que refrigerantes, alimentos muito doces e muito salgados, aumentam a sede.


*Estagiária sob supervisão de Álvaro Duarte

 


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