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Estado de Minas

conta-gotas


postado em 29/09/2019 04:00 / atualizado em 26/09/2019 17:54

(foto: Climep/Reprodução da internet)
(foto: Climep/Reprodução da internet)

 
 
Bastante comum, o mioma é um tumor quase sempre benigno, que afeta o útero de cinco a cada 10 mulheres em idade fértil. Relacionado aos níveis do hormônios femininos, o mioma uterino pode provocar muitos problemas. Segundo o radiologista intervencionista e angiorradiologia André Moreira de Assis, do Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa (Criep), a desinformação sobre a doença é muito prejudicial.  “Quando a mulher que convive com o problema não tem acesso aos tratamentos adequados, a consequência pode ser o agravamento dos sintomas e da própria doença”, alerta o médico. “Desfazer mitos e conhecer as características dos miomas é fundamental para a boa qualidade de vida da paciente, ainda mais quando existe a facilidade para encontrar inverdades sobre o tema.”

Mito 1 – Miomas uterinos sempre causam sintomas
Não é bem assim. Estudos indicam que cerca de 30% a 50% das mulheres que têm o problema desenvolvem quadros mais complicados. O sintoma mais frequente é o sangramento vaginal intenso (durante ou fora do período menstrual), seguido de outros, como dor ou pressão pélvica, aumento da frequência urinária, e dor durante a relação sexual. Em casos mais extremos, os miomas podem estar relacionados a dificuldades para engravidar. A medicina tem um amplo arsenal de recursos para amenizar ou eliminar completamente esses sintomas.

Mito 2 – Miomas só acome tem mulheres mais velhas
Aproximadamente 50% a 70% das mulheres desenvolverão a condição ao longo da vida, com maior incidência entre os 35 e os 50 anos. No entanto, mulheres mais jovens também podem ter miomas. Se tiverem alguns dos sinais descritos acima, é aconselhável consultar um ginecologista. Após a menopausa, os miomas costumam reduzir de tamanho e parar de causar sintomas.
Mito 3 – Miomas em crescimento podem se tornar tumores malignos
Miomas são tumores benignos. A ideia de que a presença de um mioma uterino aumenta as chances de ter câncer no útero ou em outros órgãos não tem suporte científico. Também é muito raro confundir miomas com tumores malignos do útero durante o diagnóstico. Exames de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética complementam a avaliação clínica e ajudam no diagnóstico adequado e na melhor caracterização dos miomas.

Mito 4 – Se os miomas causam sofrimento e a mulher não quer ter filhos, o melhor é retirar o útero
A retirada do útero (histerectomia) é uma das opções de tratamento para miomas sintomáticos em mulheres que não desejam mais ter filhos. Entretanto, atualmente existem outras técnicas que não necessitam da retirada do útero, sendo as principais a embolização e a miomectomia. Para definir a opção de tratamento, é muito importante o médico discutir com as mulheres aspectos como a intensidade dos sintomas e os desejos de futuras gestações e da manutenção do útero. O melhor caminho é que a escolha seja fruto de uma conversa profunda e aberta entre a equipe médica e a paciente, avaliando os riscos e as vantagens e desvantagens de cada modalidade de tratamento.

Mito 5 – Os miomas uterinos não diminuem sem tratamento
Os miomas são hormônio-dependentes. Eles crescem com o estímulo do estrogênio e também pela progesterona, dois hormônios femininos. Com a chegada da menopausa, quando a mulher não ovula e não menstrua mais, a produção hormonal fica reduzida a quantidades muito pequenas. Segundo o médico, a ausência dos hormônios leva à redução do tamanho dos miomas e ao desaparecimento dos sintomas relacionados. De todo modo, é necessário que os miomas sejam monitorados regularmente pelo médico especialista.
 

Celebração da maturidade na praça com muita diversão

Comumente, quem tem mais de 60 anos é rotulado com conceitos de “velhice”, “idoso” e até “melhor idade”. No entanto, as pessoas nesta faixa estão cada vez mais ativas e buscam por atividades e atrações culturais que estimulem seus novos propósitos e desejos. Pensando nisso, a produtora EncantaQueVoa idealizou o Festival Sabiá – Vivências da Maturidade, que será realizado em 5 e 6 de outubro, das 9h às 18h, na Praça Floriano Peixoto. Com entrada franca, o evento busca trazer um novo respiro para os 60+, com atrações variadas. O público poderá aproveitar shows, como o do grupo de choro Toca de Tatu (foto), palestras, oficinas, feira de produtos e opções gastronômicas. “O Festival Sabiá foi pensado para expressar o protagonismo da maturidade. É um evento idealizado com a visão de vida dos novos 60 , isto é, desejo pelo novo, orgulho de sua história e abertura para conviver com todas as gerações”, conta Samir Caetanos, um dos idealizadores do projeto. 
 
Clássicas histórias infantis em evento gratuito

O projeto “Era uma vez – Oficina de contação de histórias” terá mais uma edição. Hoje, a família poderá aproveitar o domingo para passar uma tarde agradável no Minas Shopping, ouvindo uma boa história e brincando. A diversão fica por conta dos contadores Aline Medeiros e Túlio Rocha, que prometem encantar o público com duas histórias recheadas de música e surpresas. Realizado todos os domingos, a partir das 14h, em um espaço montado no Piso 2, o projeto tem o objetivo de estimular ainda mais o acesso aos livros desde os primeiros anos de vida. Os pequenos são convidados a explorar o espaço cênico, os objetos e instrumentos utilizados durante a contação de história, construindo uma divertida brincadeira de faz de conta que incentiva a interação com os contadores. Contadora de histórias há mais de 20 anos, a também atriz, pedagoga e arte-educadora Aline Medeiros, natural de Belo Horizonte, narra histórias conhecidas e passadas de geração para geração em escolas, livrarias, editoras e projetos literários. Fruto da parceira entre o Instituto Gil Nogueira (IGN) e o Minas Shopping, a programação é gratuita. Mais informações no www.minasshopping.com.br. 
 
 
Refluxo atinge 12% da população brasileira

Alimentação desregrada e má qualidade de vida são as principais causas de uma doença muito conhecida dos brasileiros: o refluxo. A complicação ocorre quando substâncias ácidas do estômago voltam para o esôfago, em vez de seguirem o curso natural da digestão. Isso faz com que os tecidos situados entre os dois órgãos fiquem irritados e a pessoa apresente sintomas como azia ou queimação no estômago e garganta, dor torácica, tosse seca, doenças pulmonares de repetição, rouquidão, dor na garganta, afta, sinusite e otite. Quando não tratado de maneira correta, o refluxo pode se desenvolver em câncer no esôfago. Dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva apontaram que 12% da população brasileira é acometida pela doença, o equivalente a 25,2 milhões pessoas. De acordo com Henrique Eloy, gastroenterologista, especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica, esse quadro poderia ser revertido com a mudança de hábitos alimentares. “A obesidade é uma das principais causas. Além de aumentar a pressão intra-abdominal, que provoca o refluxo, ela também é responsável pela hérnia de hiato, que também predispõe a doença”, afirma. Ao ser diagnosticado com a doença, o paciente deve seguir tratamento clínico à base de medicamentos e mudanças comportamentais. Em caso de persistência dos sintomas, são recomendados procedimentos cirúrgicos que contam com maior precisão e rápido pós-operatório. Outros fatores responsáveis pelo aparecimento do refluxo são alterações hormonais, gravidez, constipação intestinal, tabagismo, asma, diabetes, cafeína, uso de medicamentos bloqueadores dos canais de cálcio para pressão arterial alta, sedativos, antidepressivos tricíclicos e até hipertrofia prostática.
 
(foto: Daniel Mansur/Divulgação)
(foto: Daniel Mansur/Divulgação)
 
 
imo ajuda mulheres com câncer a lidar com a doença

Em decorrência do tratamento quimioterápico e de seus efeitos agressivos, muitas mulheres com diagnóstico de câncer sentem sua feminilidade fragilizada. Mudanças físicas, como a alopecia, ou seja, a redução de pelos e cabelos, acabam minando a autoestima das pacientes. Pensando nisso, Nilda Durães, terapeuta ortomolecular com especialização em extensão de cílios e micropigmentação e dona da clínica que leva seu nome, elaborou o projeto ‘Mimo do Coração’ para ajudar essas mulheres. A ideia surgiu em 2016 e, desde então, mais de 30 mulheres foram atendidas gratuitamente. Porém, somente em 2019, Nilda formalizou o projeto e quer expandi-lo. A ideia partiu da vontade de proporcionar mais leveza e autoestima para quem está no tratamento. De acordo com Nilda Durães, para alcançar seu objetivo foi necessário realizar alguns cursos e, a partir da sua experiência e do conhecimento obtido, ela elaborou uma técnica reparadora voltada para pessoas que estão com algum problema específico como alopecia, que sofreram algum tipo de estresse e perderam os fios e para quem está na quimioterapia. “Fico muito feliz, pois é gratificante proporcionar leveza e ver a felicidade no rosto da pessoa”, diz. Nilda explica que o atendimento é gratuito para pessoas com baixa renda e para que ela possa beneficiar mais pessoas, o objetivo é ampliar o projeto e focar na divulgação. “O próximo passo é entrar em contato com hospitais, projetos e ONGs, entre outros. As pessoas interessadas podem entrar em contato pelo telefone (31) 3284-0287. É necessário comprovar a baixa renda e fazer o tratamento pelo SUS para receber o ‘Mimo do Coração’. A paciente pode escolher um dos procedimentos: extensão de cílios, micropigmentação de sobrancelha ou reparação da aréola. A partir de outubro, será realizado um atendimento por semana até o fim deste ano. 


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