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Saia da zona de conforto

Não há dúvida de que o excesso de tecnologia deixa o cérebro mais lento e afeta a memória. Por isso, é importante que ele seja sempre exercitado diariamente para que se mantenha ativo


postado em 26/05/2019 04:06

Fazer exercícios específicos e sair do automático ajudam a não deixar o cérebro preguiçoso(foto: Supera/Divulgação)
Fazer exercícios específicos e sair do automático ajudam a não deixar o cérebro preguiçoso (foto: Supera/Divulgação)



Como o corpo, o cérebro precisa de estímulos para se manter ativo. Exercitá-lo é fundamental. O Supera – Ginástica para o cérebro é uma escola dedicada ao desenvolvimento das capacidades do cérebro e à saúde mental. Com método embasado na teoria de inteligências múltiplas de Howard Gardner, que descreve a grande diversidade de talentos e estilos de aprendizagem, ele também encontra respaldo em descobertas e conceitos científicos como a neuroplasticidade cerebral, a capacidade que o cérebro tem de se modificar quando recebe estímulos. Pedro Ivo, gestor na unidade Pampulha e com know how nas ferramentas aplicadas pela escola, afirma que, naturalmente, o cérebro já tem uma tendência a ficar na zona de conforto, ou seja, é preguiçoso mesmo. Por isso, é preciso ficar atento ao uso irrestrito da tecnologia: “Estamos na era da comodidade, na qual as facilidades de algumas mídias eletrônicas limitam a atuação do cérebro, uma vez que as informações estão disponíveis com maior facilidade e rapidez. Dessa forma, o esforço mental para a realização de qualquer tipo de tarefa simples ou complexa está quase sempre aliada ao uso de algum dispositivo além do nosso cérebro. Então, sim, as mídias eletrônicas deixam o cérebro mais lento”.


Pedro Ivo explica que o cérebro é moldado por meio da atenção. Quando estamos atentos a uma determinada atividade trabalhamos com as conexões entre nossos neurônios (as sinapses). “No momento em que estamos concentrados, melhoramos a qualidade e a quantidade dessa comunicação, deixando o cérebro mas ativo e com mais disposição para a realização das tarefas diárias. Pode-se dizer que em várias situações estamos emburrecendo por causa das mídias eletrônicas. Por exemplo, antes do acesso facilitado ao telefone celular grande parte das pessoas gravava números de telefones de parentes e amigos, chegando a ter 20 guardados na memória ou mais. Hoje, com alguns cliques identificamos o nome da pessoa que queremos ligar sem nem ao menos checar o número. Esse tipo de situação priva o cérebro de se esforçar e o mantém na zona de conforto, deixando a pessoa com menor agilidade mental. Então, é preciso ter um cuidado relacionado às atividades do dia a dia e sempre buscar oferecer desafios ao cérebro, pois com a capacidade que ele tem podemos usar e abusar.”


De acordo com Pedro Ivo, a memória está sendo afetada porque ela é uma questão de treino e estratégia, a partir do momento em que paramos de treinar e memorizar passamos a deixar de exercitar essa habilidade. Assim, ela vai enfraquecendo naturalmente. Por isso, é importante estar atento, já que, mesmo em casa, é possível estimular o cérebro e melhorar a memória com exercícios como olhar uma lista de palavras por um determinado tempo, tentar memorizá-la com alguma técnica e escrever em outro papel, jogos dos 7 erros, palavras-cruzadas, sudoku entre outros.

HABILIDADES Por outro lado, reconhece Pedro Ivo, o uso da tecnologia agrega benefícios ao funcionamento do cérebro: “Em muitos casos, as novas tecnologias facilitam a vida. Imagine só a comunicação sem fio ou sem o acesso de informações na internet? Mas, assim como ajuda em algumas de nossas tarefas, ela está mudando a forma de pensarmos e processarmos a informação. Isso, por si só, já é um exercício para o cérebro. No entanto, podemos dizer que as pessoas estão perdendo a habilidade de se concentrar e de se manter focado em textos longos por ter se acostumado a navegar por meio de vários pedaços de informação disponíveis na rede. Agora que ele obtém a maior parte das suas informações por meio de uma tela de computador (em vez do meio impresso), isso mudou a forma de processar dados. Pode ser que estejamos ‘remapeando os circuitos neurais’”.


Mas Pedro Ivo diz que a tecnologia também é uma aliada para a vida cotidiana e pode proporcionar alternativas para exercitar o cérebro. Uma delas é o programa de treinamento para o cérebro via web. Ela é uma ferramenta que pode ajudar a potencializar o cérebro. Desde que praticado com equilíbrio, os jogos disponíveis para dispositivos móveis podem ser um grande aliado e melhorar habilidades como atenção, visão estratégica e visão espacial.


Diante de tantas ferramentas tecnológicas que só facilitam a vida, é preciso tomar uma atitude para que a aprendizagem não seja prejudicada. Pedro Ivo alerta que é necessário encontrar um equilíbrio para minimizar os efeitos negativos. “O artigo do New York Times Digital devices deprive brain of needed downtime oferece argumentos convincentes de que nosso cérebro precisa de um tempo de descanso para digerir as coisas que nós vivenciamos, enquanto estamos ativos. O que, às vezes, é difícil em virtude da tecnologia. Isso pode ser bastante nocivo, principalmente para a memória.”


Pedro Ivo conta que desestressar é uma maneira cientificamente aceita de melhorar a memória e outras habilidades cognitivas. “Entretanto, aparelhos digitais nos fornecem acesso instantâneo a informações e podem aumentar o estresse. Se um e-mail chega à nossa caixa de entrada, sentimos compelidos a reagir, que é na realidade uma forma moderada de reação ‘lutar ou correr’ geralmente associada a eventos estressantes. A tecnologia deixa de ser benéfica para o cérebro quando não sabemos equilibrar o seu uso. Ela é ótima, é a razão pela qual estamos vivendo mais, mais conectados e melhor informados do que qualquer outra sociedade na história. Entretanto, a tecnologia deve trabalhar para nós e não contra nós.”

 

Habilidades para preservar a memória

Sono: Há tempos definido por cientistas como o estado em que nosso corpo otimiza e consolida novas informações e as armazenam como
memória. Dormir bem faz
bem para a memória

Alimentação: Está provado que uma dieta rica em
ômega-3, vitamina B e antioxidantes é importante para a saúde do cérebro

Relaxamento: Desestressar e meditar são também formas reconhecidas de preservar a memória. Segundo estudos amplamente divulgados, a prática diária da meditação ativa as partes do córtex cerebral responsáveis pela tomada de decisão,
atenção e memória

 Exercícios físicos: Estudos da Universidade da Pennsylvania, nos EUA, mostraram que pessoas que praticam atividades físicas com atenção e regularidade apresentam melhoras mensuráveis no
“desempenho cerebral”


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