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Estado de Minas

Liderança mineira nas lavouras e nas mesas


postado em 05/11/2018 05:06

 


BRASÍLIA - O Brasil é o maior produtor mundial de café e, de acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, somente das lavouras mineiras, sai uma de cada cinco xícaras de café consumidas no mundo. “Minas é líder nacional na produção de café, com mais da metade da produção brasileira. Este ano, colhemos 31,9 milhões de sacas, o que significa 53% do total produzido no país. O parque cafeeiro mineiro já superou 1 milhão de hectares, e mais de 120 mil estabelecimentos agropecuários”, ressalta.

Ele esclarece que o café é um dos produtos agropecuários de maior importância na economia do estado. “Em 2017, totalizou R$ 12,1 bilhões, o que representa, 6,3% do Produto Interno Bruto – PIB Agropecuário de Minas. A cadeia produtiva tem também participação bastante expressiva na pauta de exportações de Minas”, diz Simões. Em 2017, o estado exportou 20,5 milhões de sacas (84% da produção), gerando cerca de US$ 3,5 bilhões.

“A importância da cafeicultura pode ser avaliada não apenas como fonte de produção e renda, mas pelo seu papel no mercado de trabalho e como geradora de mais de 4 milhões de empregos diretos e indiretos e como fator de fixação da mão de obra no meio rural”, explica o presidente da Faemg.

CLIMA 

Roberto ressalta que os desafios para produção de café em Minas estão relacionados a garantia de renda para os produtores, dadas as dificuldades produtivas, alterações climáticas, bienalidade e a alta volatilidade de preços. “São necessárias políticas e instrumentos efetivos de geração de renda e sustentabilidade da atividade. Tivemos neste ano uma safra muito boa. Segundo a Conab, deve atingir 59 milhões de sacas, um incremento de 30% em relação à de 2017. Somada a outros fatores macroeconômicos, essa grande produção já tem sido acompanhada de preços poucos remuneradores aos produtores. E com os altos custos de produção, especialmente dos insumos importados, podem faltar investimentos na próxima safra.”

Segundo ele, do ponto de vista dos produtores, a alternativa para alcançar mais independência dos preços praticados no mercado tem sido, cada vez mais, investir em qualidade, e na produção de grãos especiais, com cuidados diferenciados do pé à xícara. Em 2017, das 27,3 milhões de sacas de café verde exportadas pelo país, 5,2 milhões (ou 23,1%) eram cafés especiais.


SERVIÇO
Semana Internacional do Café 2018
De 7 a 9 de novembro, das 11h às 20h
Local: Expominas
www.semanainternacionaldocafe.com.br


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