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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Novo Normal em Minas: América joga mal, mas camisa pesa em Brasília

Coelho tomou pressão e jogou muito aquém da sua qualidade, mas suportou o adversário com frieza e matou o jogo na hora certa, assim como os gigantes fazem


09/02/2023 04:00

Lance da partida do América contra o Cruzeiro em Brasília
Coelho não se intimida no clássico do fim de semana contra o Cruzeiro e leva a melhor, pelo Campeonato Mineiro, atuando no Mané Garrincha (foto: Mourão Panda/America)


Parecia que esse dia nunca iria chegar. O jogo em Brasília tinha terminado e algumas pessoas começaram a me perguntar como foi. De uma forma instintiva, sem qualquer desrespeito ao torcedor cruzeirense, o que me veio à cabeça foi: “Jogamos mal, mas a camisa pesou”.

Depois, sozinho, comecei a pensar na importância de ter dito isso, e como, de fato, o panorama parece ter mudado no futebol mineiro. Depois de décadas à sombra do time celeste, hoje completamos cinco vitórias seguidas sobre ele, e estamos mais organizados para o futuro.

No jogo em Brasília, que infelizmente tirou a possibilidade da nossa torcida ir em maior número (afinal, o mando era nosso e o jogo seria no Independência), não jogamos bem. Definitivamente, quando isso acontecia antigamente, tomávamos goleada.

Aliás, muitas vezes, em clássicos contra o Cruzeiro, jogávamos até melhor, mas algo que não sei explicar nos tirava a vitória. Na verdade, acho que agora sei explicar sim.

Quando um time e um clube vão tomando forma de ser realmente grande, alguns aspectos começam a influenciar diretamente no resultado dos jogos. E um deles é a capacidade de sofrer, tomar pressão e, mesmo assim, conseguir sair com os três pontos.

E então você vai dizer que foi sorte? Não, não! Aí que está o segredo. O ponto é que, quando há jogadores mais preparados, física e psicologicamente, um plantel unido e um comando firme, os momentos chaves do clássico, que geralmente é decidido em detalhes, são mais bem usados por quem tem mais competência e está mais organizado.

E deu no que deu. Quando o Cruzeiro teve chances de fazer, não fez. Suportando a pressão em campo e da torcida azul, conseguimos organizar os cacos e manter a guarda. Esperamos o momento certo. Com o tiro na hora certa, chegamos ao gol. Até mesmo fizemos o segundo, anulado vergonhosamente pelo VAR, que inventou uma falta inexistente na jogada anterior.

Mas é isso que muda clássico. É isso que diferencia um time grande de outro. A verdade é que, mesmo sendo eventualmente piores em campo, hoje em dia conseguimos ganhar jogos. É um novo tempo para o América, com outra autoestima. É o Novo Normal de Minas. A camisa verde e preta é respeitada. E, dessa vez, ela pesou muito. Ponto final.

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