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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

América tem tudo pra superar o Barcelona, ainda mais o genérico

Não há favorito no confronto no Equador. A vaga na fase de grupos da Libertadores pode, sim, ser do Coelho


15/03/2022 04:00 - atualizado 15/03/2022 10:43

Lance do jogo do América contra o Barcelona, no Independência
Depois do empate por 0 a 0 no Independência, o América precisará vencer o Barcelona de Guayaquil fora de casa, ainda que nos pênaltis (foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)

Há gente que vai chiar. Mas vou resolver em poucas linhas aqui qualquer polêmica sobre a saída prematura do América do Campeonato Mineiro: já deu!. Cansamos de ir bem e ser prejudicados por arbitragem, cansamos de valorizar um torneio que nunca nos valorizou. Desta vez fomos mal, sim. E está tudo certo. O foco é outro. Não jogamos para ganhar. E se saímos cedo, que bom! Mais tempo e energia para focar no que realmente importa.

Hoje, a gente entra em campo às 21h30 no que, mais uma vez, será o jogo mais importante da história do Coelho. Há gente que morre de medo desse Barcelona genérico, mas eu não! Entendo a tradição, entendo o peso que eles têm no Equador, a força da torcida (amarela e fanática) e sei que eles já chegaram longe na Libertadores muitas vezes. Mas, e daí?

Fico pensando: em tempos áureos, se o Coelho tivesse tido oportunidade de jogar a Libertadores... Teríamos ido longe, sim! Não fosse a concorrência desleal em um dos campeonatos mais difíceis do mundo – e também a dificuldade em superar o fato de termos menos torcida e, consequentemente, menos força política e com arbitragem – alguns times icônicos do Coelho (aquele da Sul-Minas, por exemplo) poderiam ter se dado bem na competição.

Aliás, esse time de agora, cheio de limitações e com poucos craques, tem algo muito necessário para disputar o torneio: tem sangue nos olhos, vontade de vencer, e os jogadores estão extremamente focados quando entram em campo. Na disputa das batalhas que são estes jogos, o Coelho vem criando casca e pode, sim, surpreender, de novo.

Muita gente esquece que fomos o 8º colocado no campeonato nacional mais equilibrado do mundo. Ganhamos até mesmo do Palmeiras, o bicho-papão da Liberta. Não faz sentido abaixarmos a cabeça para um time que faz parte do pouco expressivo futebol equatoriano – e nem vamos! Se contra o Guaraní do Paraguai revertemos algo que parecia impossível, após um revés em casa e perdendo de dois a zero fora, por que entraríamos sem confiança agora em uma disputa que ficou completamente aberta?

Não há favorito no Equador, e o América não vem como azarão. Somos realidade e vamos defender as cores de Minas. Por muito pouco, não saímos do Independência com a vitória (aquele lance no final do jogo foi de roer as unhas). De toda forma, o pênalti não convertido por parte deles mostrou que a sorte está do nosso lado, e desta vez é de verdade!

Não há Barcelona nem Real Madrid que possam parar um time aguerrido e disposto como este. A torcida, com todo o direito de cornetar, precisa apenas jogar lado a lado e ver o jogo com a maior e melhor das intenções possíveis. Quer saber? A gente vai chegar lá e encarar. Já provamos que gostamos de jogo grande. Se não der, que venha a Sul Americana. Só sei que vai ter emoção e, Barcelona por Barcelona, não vamos nunca temer este, que nem original é. Hoje, posso dizer: clima de Libertadores é mesmo diferente. Alguém duvida?


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