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Estado de Minas

Bolsonaro se supera e pisoteia 200 mil cadáveres da COVID-19

Presidente negou o uso de máscara e disse a apoiadores: 'Eu tive a melhor vacina, foi o vírus. Sem efeito colateral'


24/12/2020 16:04 - atualizado 24/12/2020 16:20

(foto: EVARISTO SA / AFP)
(foto: EVARISTO SA / AFP)
Em mais uma de suas falas funestas e indecentes, o genocida em potencial, aloprado e psicopata, travestido de presidente da República, Jair Messias Bolsonaro disse que já teve a melhor vacina que existe: o próprio novo coronavírus.

Ao receber de um homem simples uma máscara de presente, o parça do Queiroz afirmou: “eu não uso, mas tudo bem. Eu tive a melhor vacina, foi o vírus. Sem efeito colateral”. Se há uma maneira mais cretina de ser cretino, sinceramente eu desconheço.

Este desajustado infame desdenha mais uma vez dos quase 200 mil brasileiros que receberam a mesma “vacina” que ele, e hoje encontram-se mortos. Pior. Desdenha dos milhões de parentes e amigos das vítimas, que passarão as festas de fim de ano enlutados.

Sem esquecermos, é claro, de outras centenas de milhares de compatriotas que escaparam da morte, mas que sofrem de sequelas terríveis por causa dessa maldita COVID. E, também, de todos que se encontram em uma UTI, intubados, lutando por suas vidas.

Dezenas de países já iniciaram a vacinação. Mais de 3 milhões de terráqueos já estão a caminho da imunização (já tomaram a primeira de duas doses). Por todo o mundo, apenas sete casos relatados de efeitos colaterais. Todos passageiros, relacionados a alergias.

A medicina já determinou que não existe possibilidade de imunidade eterna. Quem, como o maridão da “Micheque”, já se contaminou, em algum tempo poderá se contaminar outra vez. Nem as vacinas garantirão a proteção que o papis do senador das rachadinhas diz ter.

Ou seja, Bolsonaro mente mais uma vez. E induz as pessoas a adoecerem por conta de suas crendices. Este mitômano comporta-se como aqueles charlatães de porta de rodoviária, que passam a vida pregando golpes nos incautos que chegam às grandes cidades.

Escrevi, dias atrás, sobre minha indignação com os demais Poderes constituídos. Repito a crítica: não é possível que este sujeito leve os brasileiros ao necrotério sem qualquer reação do Estado democrático de direito. Um presidente pode muito, mas não pode tudo.

Se este negacionista aloprado não acredita em vacinas, que exerça seu livre arbítrio em casa, entre os seus, mas sem causar mais doenças e mortes entre o povo. Não é possível que trabalhe, diariamente, para impedir o País de ter os imunizantes disponíveis e que fique tudo por isso mesmo.

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