(none) || (none)
Publicidade

Estado de Minas RICARDO KERTZMAN

Eleições nos EUA: Biden vence Trump e torna o mundo mais respirável

Vitória dos democratas é lufada de brisa fresca em meio ao crescimento do autoritarismo


07/11/2020 14:11

Espero que Biden não repita os erros caros de Barack Hussein Obama na economia e relações exteriores
Espero que Biden não repita os erros caros de Barack Hussein Obama na economia e relações exteriores (foto: AFP)
Não. Não sou democrata. Ao contrário. Sou republicano de carteirinha. Aliás, sou não. Torço por eles. Para ser ou um ou outro eu teria que viver na maior e melhor democracia continental do mundo. Infelizmente, vivo por aqui mesmo, em Banânia.

Assistir à turma de Hillary e Barack Hussein retomar o poder na Casa Branca me dói. Mas, sinceramente, figuras como Donald Trump, Jair Bolsonaro, Vladimir Putin, Viktor Orbán e outras asquerosidades do gênero não são fáceis de engolir.

Os Estados Unidos são, de tal sorte, institucionalmente organizados, que o estrago que maus presidentes podem produzir é bastante limitado. Porém, não há limite nem freio institucional para grossura, preconceito e xenofobia.

Se, por um lado, a vitória dos democratas significa um retrocesso no liberalismo econômico, por outro começa a pôr fim a um dos ciclos mais autoritários e separatistas da história recente norte americana. Graças, exclusivamente, ao bufão alaranjado.

Espero que Biden não repita os erros caros de Barack Hussein Obama na economia e relações exteriores. O mundo precisa de crescimento econômico urgente e acelerado, e boa parte disso vem sempre dos Estados Unidos da América.

Além disso, a aproximação dos EUA com tiranetes do Oriente Médio e milícias religiosas armadas, sob regência democrata, levou ao fim da estabilidade no Egito e na Síria. Ato contínuo, ao crescimento do terrorismo, do antissemitismo e do isolamento de Israel.

E o Brasil agora? Bem, o Brasil continuará sendo o que é: um insignificante parceiro comercial, um anão diplomático (como nos definiu, certa vez, um chanceler israelense) e a milionésima prioridade americana no campo externo.

Um dia, quando sentir vontade de comer hambúrguer, talvez Biden se lembre do Dudu Bananinha e convide Jair Bolsonaro para um encontro. Enquanto escuta as sabujices do amigão do Queiroz, o bolsokid poderá provar que é mesmo bom de chapa.

Por falar nessa gente, é bom que coloquem as barbas de molho. Obscurantismo, ódio, preconceito e arrogância cansam qualquer povo; mesmo os mais imbecilizados, como os bolsominions. Em 2022, Bolsonaro poderá ter, finalmente, seu dia de Donald Trump.

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)