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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Bolsonaro é um presidente fraco, refém das redes sociais

Um mito deveria conduzir; não ser conduzido. Que a bandeira do estado de São Paulo lhe sirva de lição


30/10/2020 06:00

"Jair Bolsonaro vem se mostrando um belo arregão" (foto: Wikimedia commons)

Sob o brasão que ostenta o pavilhão paulista está escrito, em latim: “Non ducor; duco”. Em bom português, “não sou conduzido, conduzo”. Jair Bolsonaro deveria se espelhar no lema e tentar governar por si, não pelo (mau) humor das redes sociais.

Nessa quarta-feira (28), após publicar um decreto que previa PPP (Parcerias Público Privadas) na construção, reforma e operação de UBS (Unidades Básicas de Saúde) da rede SUS (Sistema Único de Saúde), o presidente foi bombardeado pela imprensa e pelas redes sociais por estar, supostamente, abrindo as portas da Saúde às privatizações.

A verdade é que não se tratava de nada disso, mas como é um tremendo de um “amarelão”, metido a cabra-macho quando está cercado dos seus, Bolsonaro tratou de revogar o próprio decreto. E não é a primeira vez que muda de ideia após ser patrulhado pela súcia virtual que lhe apoia.

Outro dia mesmo desautorizou o ministro interino da Saúde, General Pazuello, após este anunciar um acordo com governadores de 26 estados, mais o Distrito Federal, para importar, produzir e distribuir a vacina chinesa no Brasil, através do Instituto Butantan.

Por qual motivo? Daria vitrine a João Doria, que foi quem costurou o acordo com os chineses. Além disso, onde já se viu importar alguma coisa daquela “ditadura comunista que espalhou o vírus para poder comprar o mundo barato”? Pobre manada! Mal sabe que a China é o nosso maior parceiro comercial.

Bolsonaro também já nomeou - e desnomeou, hehe!! - ministros antes mesmo da posse. Quando a turma olavista não gosta, o mito de araque corre pra debaixo da cama e chama o Queiroz. Digo, a mamãe. Ou melhor, a Micheque. Ops! Michelle. Enfim…

Voltando ao decreto, perdemos (mais uma, aliás) ótima oportunidade de incluir a iniciativa privada onde o Estado não consegue ser eficiente - e onde consegue? - ou não conta com o dinheiro necessário, como neste caso das UBS.

Não é à toa que o empresário Salim Mattar pulou do barco e deixou a tal Secretaria de Desestatização. O cheiro de estatismo e corporativismo que emana do Planalto é tão forte quanto sempre foi. Quem apostava que este seria um governo desestatizante quebrou a cara.

Aliás, quebrou a cara como quebrou ao apostar que seria um governo liberal e que combateria a corrupção. No mínimo, que não se juntaria aos Centrões da vida nem aparelharia o Estado em busca de proteção jurídica.

Além de ser um estelionatário eleitoral, de se comportar cada vez mais como um legítimo petista, de sonhar em instalar uma ditadura bolso-olavista no Brasil, e de tentar “vender” cloroquina às emas do Alvorada, Jair Bolsonaro vem se mostrando um belo arregão.

Bú!!! Assustou, presida?

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