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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Marco do Saneamento: A esquerda não aprende nada e não esquece nada

Em jogo, a saúde e qualidade de vida, senão a própria vida, de mais de cem milhões de brasileiros


postado em 25/06/2020 07:39 / atualizado em 25/06/2020 07:49

Tasso Jereissati, senador do PSDB pelo Ceará, foi o relator do projeto(foto: Waldemir Barreto/Agência Senado )
Tasso Jereissati, senador do PSDB pelo Ceará, foi o relator do projeto (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado )
Eu não sei o que é mais assustador: um país que se pretende “em desenvolvimento”, em pleno século XXI, com uma população total de 215 milhões, manter quase 40 milhões de pessoas sem água tratada, e 105 milhões sem coleta de esgoto, ou políticos ainda terem dúvidas a respeito desse inacreditável quadro medieval.

O Partido dos Trabalhadores (PT), após capitanear o maior assalto aos cofres públicos de uma nação de que se tem notícia na história mundial; após atirar o País na maior recessão econômica dos seus últimos 30 anos; e após despejar 15 milhões de brasileiros no desemprego, lidera um bloco de senadores de esquerda contrários ao novo marco do saneamento que está sendo votado nesta noite de quarta-feira (24).

Para piorar, estes senhores representam, em ampla maioria, os estados do norte e nordeste do Brasil, justamente os que sustentam os piores índices de saneamento básico, e consequentemente, de doenças e mortes relacionadas. É impressionante, mas a esquerda brasileira não aprende nada, não esquece nada! E quando surge uma catástrofe equivalente, com sinal trocado, de nome Jair e sobrenome Bolsonaro, se mostram surpresos.

O cinismo desses cretinos só não é maior que a baixeza dos seus atos. Com casa, comida e roupa lavada, além de carros, motoristas, viagens, plano de saúde e aposentadoria especial garantidos pelos miseráveis da Bahia, Rio Grande do Norte, Amapá, Ceará, Sergipe, Roraima, Paraíba, Maranhão e Pará, essa gente ordinária não se incomoda em assistir, por mais duzentos anos, crianças morrerem de diarreia, ou dezenas de milhões não poderem simplesmente sorver um simples copo de água potável.

O que está em jogo é um monopólio (95% de controle estatal) de décadas, onde cargos e salários, e muita corrupção!, é mantido a ferro e fogo pela classe política mais abjeta do mundo. Ou melhor, estava em jogo, pois o Senado acabou de aprovar o novo Marco do Saneamento, obviamente sem o voto dos 13 senadores do PT, PDT, PROS, REDE, PSB e Republicanos.

Pela terceira vez: a esquerda brasileira não aprende nada, não esquece nada.  

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