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Huck, candidato, eriça os pelos da tigrada

Jovem, famoso, boa-praça, bom pai, bom marido, rico, caridoso, culto, carismático... Atributos não faltam ao apresentador global


postado em 18/10/2019 06:00 / atualizado em 18/10/2019 09:45

(foto: Reprodução/ Instagram )
(foto: Reprodução/ Instagram )
Sabe aquele amigo do primo da tia da vizinha que disse que ouviu falar? Pois é. Tenho um. E me garantiu que Luciano Huck será mesmo candidato à presidência da República, em 2022, hipótese mais que plausível, haja vista a prematura histeria coletiva que tomou conta dos demais pré-candidatos.

Bolsonaro atirou em Huck. Disse que “é pau mandado da Globo” e que usou dinheiro público para comprar jatinho. As acusações são exageradas. Luciano não é “pau mandado”, como era Haddad (de Lula). E o tal dinheiro público foi emprestado mediante regras gerais e devidamente pago, conforme o contrato.

Aliás, o presidente tem essa mania: escarafuncha as entrelinhas dos negócios oficiais (e legais!) do Estado -- como fez com as palestras dos jornalistas Merval Pereira e Samy Dana, entre outros -- a fim de denegrir a imagem dos seus críticos. Bem que poderia adotar o mesmo critério em relação ao filho Flávio e o ex-assessor Queiroz.

Em seguida veio Ciro Gomes e atacou o rapaz. Ciro atacar alguém não é novidade. Ele atacaria a própria mãe se ela lhe oferecesse oposição. Em tempo: ser atacado pelos ‘coronés’ do Clã Gomes só dignifica o ofendido. Ciro disse que, se eleito, Huck seria “um estagiário na presidência”.

Por último, mas não menos desimportante, surgiu ela. A indefectível ajudante-de-ordens do corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva, também conhecida como “amante” e “coxa” nas planilhas de propina da Odebrecht, Gleisi Hoffmann. Disse a apoiadora de Nicolás Maduro: “Huck é a cara nova da velha elite”.

Mas afinal, por que Luciano desperta tanta emoção nessa gente? Por razões simples e óbvias:

É mais popular (conhecido) e popular (querido) que qualquer um deles.

É tido como ilibado, imagem que Jair Bolsonaro perdeu; que petistas nunca tiveram; e que Ciro Gomes não tem.

É reconhecido como “centro” -- não confundir com “centrão” -- o que significa uma séria ameaça aos extremos.

É especialmente popular (e popular) entre os mais pobres, o que faz PT e Gomes sentirem calafrios, já que um intruso na “reserva de mercado” da esquerda.

Pode ser tão ou mais populista que Jair Bolsonaro, em seus discursos, se e quando quiser.

Pessoalmente, não simpatizo nem com a candidatura nem com o próprio possível candidato. Para meu desespero eleitoral, nutro ainda mais antipatia em relação aos outros aqui citados. Assim, ao que tudo indica, terei de optar pelo menos pior outra vez. 

Haja saco até 2026.

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