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Estado de Minas FORA DA CAIXA

A economia circular é responsável porque conecta da criação ao descarte

Nova visão sobre como fazer o consumo girar com sustentabilidade contempla o fim do lixo e a integração das cadeias produtivas com sentido de colaboração e restauração dos recursos ambientais


postado em 23/11/2019 04:00 / atualizado em 23/11/2019 11:03

A consultora Beatriz Luz reforça a importância de processos de produção nas empresas que não gerem resíduos ou sirvam de matéria-prima para outros fabricantes(foto: Túlio Barros/Divulgação)
A consultora Beatriz Luz reforça a importância de processos de produção nas empresas que não gerem resíduos ou sirvam de matéria-prima para outros fabricantes (foto: Túlio Barros/Divulgação)

A estratégia de produção baseada na obsolescência programada, naquilo que é rapidamente descartado, não faz mais sentido em um mercado extremamente competitivo, globalizado e com um consumidor cada vez mais engajado e exigente. O alerta é de Beatriz Luz (foto), fundadora da consultoria brasileira Exchange 4 Change. O conceito de sustentabilidade ganha novos contornos, deve estar associado à criação de valor para os negócios e para a sociedade.

A indústria não vai parar de produzir e o consumidor não vai parar de consumir. Temos que produzir e consumir de forma diferente em equilíbrio com o meio ambiente. “Não podemos mais ter cadeias produtivas que terminem com a geração de resíduos”, destacou Beatriz em evento orientado ao setor têxtil e de confecções, em Belo Horizonte. Ela reforçou a importância da economia circular, onde o lixo não existe, pois os processos são pensados para a não geração de resíduos ou como matéria-prima para outros processos.

Saímos do paradigma de um egossistema para o de um ecossistema: a economia circular não é um projeto de uma empresa só, ou seja, a integração da cadeia de valor é essencial e necessária para criar oportunidades de negócio e competitividade para a indústria brasileira. Rede, colaboração, cocriação, valores são palavras da vez. Confira abaixo entrevista com Beatriz Luz sobre a redefinição de processos, produtos e serviços no setor da moda.

A indústria têxtil está em qual fase quando o assunto é transformação digital?
A cadeia da moda tem um aspecto ainda muito artesanal principalmente no Brasil: 42% da indústria, quando pensa em investimento em tecnologia, ainda está olhando para a automação da produção. Entretanto, já se discutem as oportunidades que a tecnologia digital pode trazer para a customização de produtos e experiência de consumo.

O que falta para as marcas se engajarem mais nos conceitos e nas práticas da nova economia?
A transição ocorre quando as empresas percebem que uma economia mais restauradora e colaborativa faz sentido econômico e gera diferencial competitivo. Portanto, a educação é o primeiro passo para que as marcas se engajem com o novo mindset (pensamento na tradução para o português). Eventos como o Minas Trend Preview, em Belo Horizonte, entre outros, trazem a oportunidade de provocar a reflexão e a inspiração necessárias para a mudança.

O que o setor têxtil deve deixar para trás e o que está em configuração neste momento?
É fundamental entender que no novo mundo interdependente e conectado, o consumidor está mais engajado e exigente e o diferencial competitivo não será mais baseado somente na qualidade e no preço e sim na proposta de valor da marca. O olhar individualista, exploratório e de redução de custo a qualquer preço deve ser deixado pra trás, dando espaço à visão sistêmica, à integração, transparência e colaboração na cadeia de valor. Desta forma, reduz-se o risco de conflitos e o custo de transação gerando mais conhecimento e oportunidades de novos modelos de negócios. Um dos pontos mais importantes para a transição é o olhar sistêmico e a cultura de colaboração e, nesse sentido, a transparência e o olhar da cadeia de valor transformando fornecedores em cocriador de solução.

Qual é a relação com a economia circular nesse contexto?
A economia circular não vem para solucionar os problemas da economia linear, ela redesenha o modelo e evita o problema. A economia circular deve ser vista como um fator impulsionador de inovações tecnológicas que vão gerar novas oportunidades de negócios com base na criação de valor para as empresas e cidades. A economia circular provoca novas relações comerciais e um novo modelo de produtividade. Precisamos reavaliar o processo produtivo, redefinir produtos e serviços e reavaliar valores e atitudes.

Empreendedores-investidores


Integrantes do San Pedro Valley iniciaram a construção do Fundo X, que tem o propósito de conectar as diferentes gerações de empreendedores do San Pedro Valley, comunidade de startups de Belo Horizonte criada em 2011. São apoiados pelo Órbi Conecta, ambiente de inovação e aceleradora de conexões, criado por Banco Inter, MRV e Localiza, junto a integrantes do ecossistema digital de Belo Horizonte. O ponta-pé inicial foi dado na terça-feira, quando a Metha Energia apresentou os seus resultados e planos aos investidores. A startup concede desconto de até 15% na conta de energia elétrica de consumidores, oferecendo uma energia mais barata e sustentável. Criada em 2018, já tem 12 mil usuários cadastrados e deve alcançar 36 mil até março de 2020.

Agenda


3 A Money Week, maior conferência on-line e gratuita sobre investimentos do Brasil, realizada da próxima segunda-feira a sexta-feira, de 9h às 18h. Serão mais de 70 palestras com investidores. Entre as personalidades confirmadas estão Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc.; e Roberto Justus, Sócio da Nest Asset Management. Inscrições: moneyweek.com.br.
3 O BiotechTown, hub de inovação voltado para o desenvolvimento de empresas, produtos e negócios nas áreas de Biotecnologia e Ciências da Vida, realiza na próxima quinta-feira o seu primeiro Demo Day, evento que marca o encerramento da 1ª Edição do Programa de Desenvolvimento de Negócios. Saiba mais em biotechtown.com.

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