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Estado de Minas FORA DA CAIXA

Uma economia que cresce com bem-estar, menos pobreza e degradação ambiental

Desenvolvimento deve significar "expandir ou alcançar o potencial para, paulatinamente, atingir um estado melhor, maior ou mais completo"


postado em 26/10/2019 04:00 / atualizado em 26/10/2019 07:48

Avanços que precisam ser alcançados em nova métricas de progresso da economia envolvem a superação de problemas ambientais, como o vazamento de óleo nas praias do Nordeste(foto: Adema/Governo de Sergipe )
Avanços que precisam ser alcançados em nova métricas de progresso da economia envolvem a superação de problemas ambientais, como o vazamento de óleo nas praias do Nordeste (foto: Adema/Governo de Sergipe )

O crescimento sustentável é impossível, esse chavão deve ser abandonado. A constatação do economista ecológico norte-americano Herman Daly desafia, de forma instigante, o pensamento econômico convencional – e vem ganhando mais espaço e respeito. Ele defende que crescer significa “aumentar naturalmente em tamanho pela adição de material por assimilação ou acréscimo”, já desenvolver quer dizer “expandir ou alcançar o potencial para, paulatinamente, atingir um estado melhor, maior ou mais completo”. Em sua teoria, a economia deve parar de crescer, mas pode continuar a se desenvolver dentro dos limites de regeneração da Terra. É difícil admitir, entretanto, que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser limitada e que existem outras métricas para o progresso, como redução da pobreza e da degradação ambiental.
 
Professor da Escola de Política Pública de College Park, nos Estados Unidos, Daly foi economista-chefe no Departamento Ambiental do Banco Mundial, onde auxiliou a desenvolver princípios políticos básicos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Ele, e os seus seguidores pelo mundo, não rejeitam os conceitos e instrumentos da “economia convencional” e da “ecologia convencional”, mas reconhecem a necessidade de uma análise integrada.

Bioeconomia 


Desde a última segunda-feira até amanhã, é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), trazendo o tema “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. O assunto está sendo debatido por 172 instituições ligadas aos governos federal, estaduais e municipais, escolas, centros de pesquisa e entidades da sociedade civil. São realizadas atividades em 278 municípios de todo o país.
 
Outros eventos vêm aprofundando a temática pelo Brasil. Em setembro, foi realizado o 13º Encontro Nacional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com o título “Será o Antropoceno a era do colapso ambiental? Pensando uma economia para o Planeta Terra”, o debate tratou do conceito que vem sendo usado para descrever o protagonismo que as ações antrópicas – aquelas resultantes da ação do homem, especialmente em relação às mudanças no meio ambiente – assumiram no contexto global.
 
Já na Universidade Federal do Ceará (UFC), a primeira turma do curso de graduação de Economia Ecológica do Brasil colou grau ao fim do primeiro semestre deste ano. Até então, era uma disciplina da área de Ciências Econômicas, de mestrado ou doutorado. O fundamental é a discussão ecológica e social, interdisciplinar, voltada para as pessoas e não para o dinheiro. É compreender que o sistema ecológico é maior que o sistema econômico.
 
Estamos encerrando a segunda década do século XXI. É nítido o adensamento das críticas ao modelo de civilização estabelecido na Revolução Industrial. É um avanço a percepção de economistas que apostam que inovações tecnológicas podem contribuir para superar problemas ambientais (na  , o vazamento de óleo nas praias do Nordeste). Mas, ao mesmo tempo, são incoerentes quando continuam acreditando que o princípio básico é o crescimento econômico.
 

Hoje, uma empresa que deseja ser mais inovadora pode começar realizando iniciativas que incentivem uma mudança na cultura das organizações

Bruno França Pádua, diretor-executivo da Neo Ventures, aceleradora de projetos corporativos inovadores

 

Agenda


• O capítulo Belo Horizonte da Singularity University, criada pelo Google e NASA no Vale do Silício (EUA), realiza o evento Futuros da Mobilidade, em parceria com a Localiza, na próxima quarta-feira, no Órbi Conecta (Av. Antônio Carlos, 681, Lagoinha, BH). Informações: bit.ly/SUbelohorizonte.

• O CoolHow - Laboratório Criativo promove bate-papo com Cris Bartis, cocriadora e apresentadora do Mamilos Podcast. Será na próxima quarta-feira, no We Work (Rua Sergipe, 1.440, Savassi, BH). Saiba mais em bit.ly/TurnoComCrisBartis.

• O Tecnoparq realiza a 10ª edição do Seminário sobre Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento, o Inovar, 2019, em 5 e 6 de novembro, em Viçosa, na Zona da Mata. Inscrições: http://bit.ly/InovarUFV.


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