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Até quando vamos pagar produtos e serviços com dinheiro e cartões?

A tecnologia que possibilita às empresas total conexão de serviços e clientes também vão permitir novas formas das operações financeiras conhecidas hoje


postado em 14/09/2019 04:00 / atualizado em 14/09/2019 07:27

Rumo dos serviços financeiros num mundo digital foi o tema de evento promovido pela HSM e a Singularity University em São Paulo (foto: Openspace/Divulgação)
Rumo dos serviços financeiros num mundo digital foi o tema de evento promovido pela HSM e a Singularity University em São Paulo (foto: Openspace/Divulgação)
Estamos caminhando para o fim dos meios de pagamento? Até quando teremos que pagar em dinheiro ou cartão para efetuar uma compra? Essas foram as principais questões que reuniram relevantes nomes do universo financeiro do Brasil e do Vale do Silício, nesta semana, em São Paulo, durante o evento Exponential Finance Brazil (foto), realizado pela HSM e Singularity University .

Amin Toufani, fundador e presidente do estúdio T Labs, destacou que o desafio de empreendimentos na próxima década é transformar o seu modelo de negócios baseado em produtos e serviços para um de plataforma, quando a empresa é capaz de conectar diferentes pontos e ser ponte. Para exemplificar, comparou o Ain Financial, braço de serviços financeiros da varejista chinesa Alibaba, criado há 15 anos e que tem valor de mercado de US$ 155 bilhões, com o Bank of America, fundado há 95 anos, avaliado hoje em US$ 88 bilhões.
 
 
Entusiasta das criptomoedas, Anne Conelly (foto), professora da Singularity no Centro de Pesquisa da Nasa Ames, mostrou como as pessoas, em todo o mundo, começam a compreender o potencial da descentra lização e da remoção da necessidade de intermediários, seja financeira, seja mesmo quando o assunto é propriedade de identidade, especialmente por meio do blockchain – a tecnologia por trás do bitcoin. Ela acredita que criptomoedas como a libra, criada pelo Facebook, podem popularizar sistemas financeiros.
 
 Anne Conelly, professora da Singularity no Centro de Pesquisa da NASA Ames, é uma entusiasta das criptomoedas(foto: Openspace/Divulgação)
Anne Conelly, professora da Singularity no Centro de Pesquisa da NASA Ames, é uma entusiasta das criptomoedas (foto: Openspace/Divulgação)
 
Luiz Antonio Sacco, diretor-geral da Ripple para a América do Sul, pontuou que uma tecnologia como o blockchain não rompe com as anteriores, mas sim se soma às carteiras digitais, cartões de crédito e débito, entre outras. Sacco acredita em um “sistema interoperável de pagamentos”. “É permitir que o dinheiro se mova pelo mundo da mesma forma que as informações”, destacou.

Segundo Will Weisman, outro integrante da Singularity, há 2,7 bilhões de pessoas no mundo sem acesso a serviços financeiros. No Brasil, mais de 50 milhões de pessoas não teriam conta bancária ativa. “A alta taxa de desbancarizados é uma oportunidade para novos modelos de negócios”, reiterou Reynaldo Gama, CEO da HSM. Nesse contexto, as fintechs, startups da área financeira, têm, na opinião dele, agilidade e capacidade para trabalhar em nichos, agilizando essa transformação do mercado, mais do que as tradicionais gigantes.

Se os serviços financeiros forem “inteligentes”, conforme pontuou Cristiano Oliveira, não precisaremos mais pensar em pagamentos. O que, aliás, já começa a ocorrer. Se você solicita um Uber pelo aplicativo, ao final da viagem não abre mais a carteira para pagar a corrida, nem pensa mais no dinheiro. O momento do pagamento foi deletado da memória.

Empreendedor de sucesso
Tallis Gomes, de Carangola, filho de um policial militar e uma cabeleireira, começou a empreender aos 14 anos, quando criou uma espécie de catálogo a partir das ofertas de aparelhos celulares disponíveis à venda no site Mercado Livre, para então comprá-los e revendê-los. Foi o primeiro de muitos empreendimentos, alguns que falharam, outros que deram muito certo. Ele é o criador do EasyTáxi, que chegou a 35 países e a ter 1,3 mil funcionários. Foi comprado por mais de R$ 1 bilhão, quando ele ainda tinha 4% do negócio. Desde 2017 está à frente da Singu, uma plataforma de venda de serviços de beleza e bem-estar, onde o cliente baixa o aplicativo, solicita uma manicure, por exemplo, e ela vai até a casa dele. O faturamento da empresa é de cerca de R$ 20 milhões ao mês.


''Não enxergo o governo como o único transformador da sociedade. Quero ser lembrado por ser uma pessoa que entregou valor à sociedade''

.Tallis Gomes, criador dos aplicativos de transporte EasyTáxi e de serviços de beleza em domicílio Singu, durante o Empreenda Santander 2019



O empreendedor Tallis Gomes, que criou o EasyTáxi e o aplicativo Singu, chama a atenção para o valor dos produtos e serviços que tem de ser apresentado ao cliente(foto: Efe/Marcelo Machado de Melo 5/9/19)
O empreendedor Tallis Gomes, que criou o EasyTáxi e o aplicativo Singu, chama a atenção para o valor dos produtos e serviços que tem de ser apresentado ao cliente (foto: Efe/Marcelo Machado de Melo 5/9/19)



Tecnologia em sala de aula
Bruno Costa Candia, estudante do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), de Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), foi o vencedor na categoria Universitário Empreendedor do prêmio Empreenda Santander 2019, que, neste ano, recebeu mais de 4,7 mil inscrições. Ele é o criador do projeto Aurem, uma empresa de tecnologia assistiva que facilita a inclusão de estudantes com problemas auditivos dentro das salas de aula. Por meio do uso de um microfone pelo professor, legendas são criadas automaticamente em diferentes dispositivos, como tela de projeção, computador e telefone. “O lançamento comercial será feito ainda neste ano e a minha expectativa agora é fazer parcerias com instituições de ensino para levar a solução a outros lugares”, afirmou.
 


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