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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Soja desponta em Minas, com bom desempenho de novas áreas, como Abaeté

Produção do grão atingiu recorde de quase 7 milhões de toneladas no estado. Projeto em município do Centro-oeste mostra viabilidade do cultivo em expansão


18/09/2021 04:00 - atualizado 18/09/2021 07:36

 Novas tecnologias de plantio são repassadas pela Embrapa e Emater-MG a produtores de Abaeté, no sistema de Integração Lavoura Pecuária
Novas tecnologias de plantio são repassadas pela Embrapa e Emater-MG a produtores de Abaeté, no sistema de Integração Lavoura Pecuária (foto: Emater/Divulgação)
Num ano desfavorável da produção do café de Minas Gerais, principal produto agrícola e carro-chefe das exportações do estado, a soja é que lançou as cartas este ano e mostrou seu potencial. Com a colheita encerrada, e embora tenha havido atraso no plantio, a produção do grão atingiu recorde de quase 7 milhões de toneladas, segundo a Conab. Além do volume expressivo da temporada, a cultura passou a ocupar novas áreas, com o bom exemplo de Abaeté, no Centro-Oeste mineiro.

O município, que tem tradição na agropecuária, é alvo do primeiro projeto direcionado à transferência de tecnologia de plantio da oleaginosa no chamado Sistema Integração Lavoura Pecuária, por meio de cooperação técnica entre Embrapa e Sicoob Credioeste, apoiados pela Emater-MG e Cooperabaeté. Outras áreas estão sendo avaliadas para receber a iniciativa, de acordo com Sinval Resende Lopes, pesquisador em inovação tecnológica da Embrapa Milho e Sorgo e coordenador do projeto.

Os resultados em Abaeté indicaram a viabilidade da cultura, inclusive em terrenos com pastagens degradadas, condições de solo e relevo adequadas. “A cultura da soja é uma ótima opção para os produtores rurais das diversas regiões do estado de Minas, onde as áreas sejam consideradas aptas para o cultivo mecanizado e pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)”, diz Sinval Lopes.

Em oito unidades demonstrativas estruturadas pelo projeto no município, foram repassadas informações e novas tecnologias de cultivo, visando aos modelos de negócios e sistemas de produção com capacidade de melhorar a eficiência no uso do solo, promover rotação de cultura e recuperação de áreas degradadas. Foram usadas cultivares desenvolvidas pela Embrapa, com boa adaptação às condições agroclimáticas da região. Os agricultores tiveram à disposição linhas de financiamento do sistema Sicoob Centro-Oeste.

Dólar valorizado no Brasil e demanda crescente no mercado internacional têm estimulado as exportações da soja. Apesar de a participação ainda ser inferior à do café no comércio mineiro com o exterior, os embarques de soja somaram US$ 1,74 bilhão de janeiro a agosto último, maior receita para o período em cinco anos. Com essa performance, as vendas externas do grão apresentaram crescimento de 24,3% frente ao resultado dos primeiros oito meses do ano passado.

A soja ocupou a quarta posição no ranking de produtos que mais contribuíram com as exportações de Minas de janeiro a agosto deste ano, que totalizaram US$ 26,663 bilhões. Líderes isolados, minério de ferro e seus concentrados faturaram US$ 13,7 bilhões no período, aumento de 151% ante os primeiros oito meses de 2020, desempenho responsável por mais da metade do comércio do estado com o exterior.

As vendas de café não torrado ficaram em segundo lugar, respondendo por 10% do total, cifra de US$ 2,7 bilhões, 19,1% a mais frente à receita do ano passado acumulada até agosto. As exportações de ferro-gusa corresponderam a 7,4%, ao somar US$ 1,96 bilhão. Por sua vez, os embarques de soja participaram com 6,5% da receita global obtida pelo estado no mercado internacional.

Os resultados com a primeira safra da cultura em Abaeté podem ser obtidos em diversas regiões de Minas e também contribuir para o desenvolvimento regional, como destaca Sinval Lopes, da Embrapa. “A continuidade do trabalho nas áreas recuperadas é fundamental para acompanhamento e avaliação da fertilidade construída naquelas áreas, e essa continuidade envolve a transferência de tecnologia continuada”, observa.

Maior produtor de soja em Minas, o Triângulo deteve 29,61% da produção de 2019, último dado disponível sobre a distribuição da cultura, de acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). As lavouras do Alto Paranaíba foram responsáveis por 22,46% do total e o Sul do estado, 9,39%. As regiões Norte e Central tiveram participações de 2,94% e 2,23%, respectivamente. O valor da produção naquele ano foi de R$ 6,398 bilhões.

Quando considerada a área de cultivo, os dados mais recentes se referem ao mês passado, extensão de 1,902 milhão de hectares. O estado registrou aumento de 12,4% frente ao ano passado. A safra 2021 foi estimada em 6,931 milhões de toneladas, aumento de 11,7% ante 2020.

Selo Arte

O Selo Arte, chancela para alimentos produzidos de forma artesanal, ganha regulamento em 1º de outubro referente a produtos de abelhas e derivados. O enquadramento valerá para produtos de abelhas Apis mellifera e de abelhas nativas sem ferrão. Itens provenientes da meliponicultura devem ser produzidos e manejados exclusivamente nas áreas geográficas de ocorrência natural da espécie.

Eficiência

3,644kg é a estimativa da produtividade da soja mineira por hectare neste ano

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