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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Minas tem investimentos previstos de R$ 52 bi para energias renováveis

A despeito do interesse das empresas, diante do potencial do estado e do país, geração de energia solar e eólica tem participação modesta na matriz brasileira


03/09/2021 04:00 - atualizado 03/09/2021 07:47

A mais uma tentativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de justificar problemas e a falta de soluções com discurso inapropriado e sem sentido, – na gafe mais recente ele recomendou parar de chorar a crise hídrica –, as empresas respondem com investimentos em energia limpa. É o potencial do Brasil nessa área que explica a disposição do setor privado, além de alguns incentivos localizados, enquanto o governo do qual o ministro participa repete, inclusive contra promessas de campanha eleitoral, o histórico da inexistência de planejamento e de políticas públicas para ajudar o país a depender menos das gerações hidro e termelétrica.

Em Minas Gerais, passa de R$ 52 bilhões a quantia anunciada de 2019 a agosto último em projetos ligados a energia limpa, principalmente fontes solar e eólica. São, ao todo, 40 empreendimentos, com a perspectiva de criar mais de 6 mil postos de trabalho, acompanhados pela Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi). Entre outras companhias, há investimentos da Solatio, EMGD, CEI e Aurora.

Painéis fotovoltaicos: além da energia solar, Minas tem potencial para produção movida pela força dos ventos
Painéis fotovoltaicos: além da energia solar, Minas tem potencial para produção movida pela força dos ventos (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 19/7/18)

Líder no ranking de estados com maiores potências instaladas de geração de energia solar, Minas tem atraído também projetos na área de energia movida pela força dos ventos, como destaca o diretor de atração de investimentos do Indi, Ronaldo Alexandre Barquette. “Na geração eólica, temos grandes projetos em negociação e com novidades vindo nas próximas semanas. Todas essas iniciativas são vitais para consolidação da infraestrutura de energia em Minas”, afirma.

As perspectivas são positivas, ainda, para projetos de fabricantes de equipamentos e componentes destinados à indústria de energia, como da multinacional brasileira WEG. Em abril último, a WEG anunciou a instalação de fábrica em Betim, na Grande Belo Horizonte, para produção de eletrocentros dedicados à geração solar e industrial. A unidade ocupa 5 mil metros quadrados e deve gerar 100 vagas nos próximos três anos.

O grupo siderúrgico Gerdau, também recentemente, informou que parte de seu plano de investir R$ 6 bilhões em Minas nos próximos cinco anos terá como prioridade a produção com energias renováveis em todas as regiões nas quais atua no estado. A Solatio Energia Livre, joint venture formado pela espanhola Solatio e a mineira CMU, anunciou aporte de R$ 1 bilhão em energia solar distribuída, para atendimento à residências e pequenos estalecimentos comerciais. Até 2023, segundo as duas empresas, R$ 20 bilhões deverão ser aplicados em usinas fotovoltaicas de grande porte, que fornecerão energia a distribuidoras e consumidores de consumo intensivo, a exemplo de shopping centers e indústrias.

Por mais que os números e o potencial do Brasil, sobretudo do Nordeste e de Minas Gerais, sejam retrato das oportunidades que os governos não veem, investimentos requerem tempo, estabilidade econômica e política, oferta de crédito e política pública. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam que a geração própria de energia solar atraiu na última década mais de R$ 30,6 bilhões dos consumidores. São cerca de 6,1 gigawatts de potência instalada solar em telhas e terrenos Brasil afora, sendo 33% instalados no ano passado, a despeito da pandemia de COVID-19.

No ano passado, o país ocupou a 9ª posição entre os países que mais receberam investimentos, incluindo China, Estados Unidos, Vietnã, Japão e Alemanha. Minas teria capacidade para gerar mais de 730 megawats em geração solar distribuída. Houve simplificação do licenciamento ambiental no estado e contribuiu o benefício de isenção do Imposto de Importação incidente em mais de uma centena de modelos de equipamentos de energia solar até o fim do ano.

Na área da energia eólica, a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima potencial de geração de 500 gigawatts, volume que corresponde ao triplo da demanda atual de energia do país. Os investimentos no setor alcançaram R$ 66,9 bilhões de 2011 a 2019, considerando-se os aportes em máquinas e equipamentos, manutenção e reparos. Em 2020, outros R$ 20,6 bilhões foram aplicados. No entanto, a participação das energias limpas na matriz energética brasileira é modesta. A fonte hidráulica ainda representa 61,9%, a eólica contribui com 8,6% e a solar, 1%.

FARDO
50%

É a participação da energia elétrica nos custos da produção de leite no Brasil

AVANÇO
A ABEEólica tem destacado que a participação da energia movida pela força dos ventos no abastecimento à população brasileira durante o ano passado avançou a 9,97% de todo o insumo que alimentou o Sistema Interligado Nacional. O setor forneceu volume suficiente para abastecer 28,8 milhões de residências por mês, cerca de 86,4 milhões de pessoas.

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