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Estado de Minas Mina$ em foco

Cafés especiais de Minas buscam mercado no Kwait, Egito, Peru e Itália

Estado tem pelo menos três regiões delimitadas e reconhecidas como produtoras de cafés de alta qualidade e com premiação nacional e internacional


20/11/2020 04:00 - atualizado 20/11/2020 07:27

Com regiões conhecidas, como Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Mantiqueira de Minas, Minas viu surgir esta semana a marca Território Cafés da Região Vulcânica(foto: Gustavo Baxter/Divulgação 9/11/20)
Com regiões conhecidas, como Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Mantiqueira de Minas, Minas viu surgir esta semana a marca Território Cafés da Região Vulcânica (foto: Gustavo Baxter/Divulgação 9/11/20)
Importador do Kwait manifestou esta semana o interesse de comprar os cafés especiais de Minas Gerais, iniciando um processo de estreitamento de relações com o estado que deverá abrir mais portas do país árabe de alta renda.

O empresário participou de encontro virtual com representantes de entidades da cafeicultura e do governo estadual durante a Semana Internacional do Café (SIC 2020), um dos maiores eventos do mundo no setor e, este ano, realizado em plataformas on-line devido à pandemia do coronavírus.

Reuniões com o mesmo objetivo de buscar novos clientes no exterior para o produto carimbado por história e atributos únicos de sabor e aroma obtido em várias regiões de Minas foram também realizadas com diplomatas e importadores do Egito, Peru, Marrocos e Itália.

O trabalho de aproximação ganhou corpo e visa aos mercados ainda mais disputados, como o da China.

Parcela dessas nações já conhece os cafés diferenciados do estado, ainda que através de volumes modestos de importação. Mais de 80% das exportações mineiras são compostas de café verde e diversidade de destinos não falta ao produto, que chega a 83 países.

Principal parceiro de comércio de Minas no campo da cafeicultura, a Alemanha leva 21% dos embarques, seguida dos Estados Unidos (19,4%), Itália (9,4%), Bélgica (7,6%), e Japão (6,6%).

A experiência exportadora adquirida pelos cafeicultores ajuda nesse trabalho, que ganhou intensidade em favor dos cafés especiais fortalecidos por premiações nacionais e internacionais, como destaca o subsecretário de Política e Economia Agropecuária do estado, João Ricado Albanez.

“Temos de mostrar que não produzimos só o café commodity, mas aqueles diferenciados, de excelente qualidade, que vêm conquistando prêmios e são produzidos em regiões com características próprias.”

A seleção dos mercados trabalhados na Semana Internacional do Café 2020 resulta de uma sondagem feita junto a adidos agrícolas de embaixadas do Brasil em alguns países, onde os produtores e o estado vislumbram novas oportunidades de comércio. Conteúdo os cafés especiais têm.

Basta desenvolver estratégia comercial, mostrando que a produção de Minas atende à demanda sofisticada do mercado internacional.

Além de preço adequado ao que se oferece, os compradores valorizam formas de produção – pré-colheita e colheita – sustentáveis, originalidade e características próprias das regiões produtoras.

Conhecer a história dos grãos é outro fator, no qual os brasileiros também têm demonstrado estar interessados. Importa saber quem produziu e como, ao nível de detalhes sobre o ambiente em que o cultivo se desenvolveu.

A recompensa tem sido clara, segundo recentes dados divulgados pela consultoria de mercado Nielsen. As vendas dos chamados cafés gourmet têm crescido 13% ao ano, em média, enquanto o mercado da bebida tradicional se expande ao ritmo de 2% anuais.

As exportações de cafés diferenciados do Brasil somaram 6 milhões de sacas de janeiro a outubro deste ano, representando 17,2% dos embarques totais, de acordo com o Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Minas Gerais mantém os títulos de maior produtor e exportador do produto. A receita total das vendas do estado ao exterior alcançou US$ 2,924 bilhões nos primeiros 10 meses de 2020, crescimento de 1,2% frente ao resultado de janeiro a outubro do ano passado.

Em volume, os embarques somaram 1,297 milhão de toneladas, representando queda de 3% em idêntica base de comparação.

O estado tem pelo menos três regiões delimitadas e reconhecidas como produtoras de cafés de alta qualidade e com premiação: Cerrado Mineiro, Matas de Minas, e Mantiqueira de Minas. Todas elas oferecem produtos classificados com mais de 80 pontos na metodologia SCAA de Avaliação Sensorial, método desenvolvido pela Specialty Coffee Association (Associação do Café Especial). Além da classificação, consistem em diferenciais as nuances de sabor, aroma, corpo, acidez e finalização, característicos de cada região.

Farta produção

62 milhões - É o volume de sacas de café beneficiado que o Brasil deve produzir em 2020, com base em estimativas da Conab

Região Vulcânica

Os cafés especiais de Minas ganharam reforço, nesta semana, com a nova marca Território Cafés da Região Vulcânica. A produção engloba 12 municípios: os mineiros Andradas, Bandeira do Sul, Botelhos, Cabo Verde, Caldas, Campestre, Ibitiúra de Minas e Poços de Caldas; e Águas da Prata, Caconde, Divinolândia e São Sebastião do Grama, de São Paulo.
 

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