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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Roupas, alho, batata e até aço investem em selo de origem

Como não existe 'almoço grátis', erros e omissões podem custar caro às marcas


postado em 07/02/2020 04:00 / atualizado em 07/02/2020 08:32

A marca ''São Gotardo'' chegou ao mercado no fim do ano passado. O selo indica origem e qualidade da produção do município do Triângulo Mineiro de alho, batata, cenoura e abacate(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press 3/12/19)
A marca ''São Gotardo'' chegou ao mercado no fim do ano passado. O selo indica origem e qualidade da produção do município do Triângulo Mineiro de alho, batata, cenoura e abacate (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press 3/12/19)

Graças à criatividade e perspicácia dos profissionais de marketing para lidar com o consumidor, as marcas e as mensagens que elas carregam incorporaram muito mais atributos imaginários aos produtos do que as características da fabricação ou da qualidade. Os exemplos são variados da mágica dos publicitários, que transforma.
 
Tanto é assim que a esponja de aço Bombril vai além de um item de limpeza. Afinal, tem ‘1.001 utilidades’. O hipermercado Pão de Açúcar, por sua vez, é lugar de ‘gente feliz’, uma responsabilidade e tanto nos dias difíceis que os clientes têm enfrentado, hoje, no varejo e no setor de prestação de serviços.  Audaciosa, além da conta, a fabricante de computadores Dell entortou o 'E' da marca para demonstrar sua missão, simplesmente, de ‘mudar o mundo’.
 
Exageros à parte, em Minas Gerais, a vez, agora, parece ser a das marcas coletivas, mais preocupadas em mostrar o histórico da produção ao cliente. Depois de vencerem o desafio de unir concorrentes, o valor delas é fortalecer o grupo de fabricantes. Foi desse trabalho, com assistência da Fiemg, que surgiram as marcas de cervejas artesanais de Minas, do polo de confecções de Divinópolis, na Região Oeste do estado, dos fabricantes de lingerie de Taiobeiras, no Norte mineiro, e da indústria metal-mecânica de Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
 
A próxima marca coletiva mineira a ser lançada está em desenvolvimento no polo produtor de equipamentos de aços inoxidáveis de Lambari, no Sul de Minas. O Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg) também está avaliando uma logomarca mineira para ser impressa nas embalagens de leites e iogurtes. Celso Moreira, diretor-executivo do Silemg, conta que a distinção dos produtos lácteos não só valoriza a qualidade do produto mineiro, como contribui para a divulgação do turismo e para ‘vender’ o estado.
 
A tese se ampara no próprio desempenho da indústria láctea mineira. Dos 9 bilhões de litros de leite produzidos por ano no estado, pouco menos da metade é comercializada fora de Minas, sendo boa parte no Nordeste. “A gastronomia impulsionou os lácteos e temos uma visão do consumidor com alimentos de boa qualidade. Os brasileiros têm valorizado o produto mineiro”, diz Celso Moreira.

Até o fim do ano passado, o balanço do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), ao qual cabe autorizar as marcas coletivas no país, havia indicado 357 registros, sendo 287 nacionais e 70 estrangeiros. As marcas coletivas pressupõem sentido de coletividade, é claro, e associativismo, fortalecem o grupo de fabricantes, permitem redução de despesas e abrem acesso a mercados de consumo.
 
Além das recentes marcas coletivas lançadas pela indústria, no agronegócio mineiro se destacou a nova marca “São Gotardo”, que chegou ao mercado no fim do ano passado. O selo indica origem e qualidade da produção do município do Triângulo Mineiro de alho, batata, cenoura e abacate. A iniciativa reuniu cerca de 350 produtores rurais, em busca de excelência e caracterização geográfica de seus alimentos.
 
O avanço das marcas coletivas ocorre num momento em que o consumidor se torna mais interessado em conhecer o histórico dos produtos, a localização e os fabricantes. Essa tendência, da mesma forma, expõe as marcas, sobretudo em momentos de crise nas empresas. Como gostava de enfatizar o economista norte-americano Milton Friedman, Prêmio Nobel de 1976, não existe ‘almoço grátis’. Erros e omissões podem custar caro na economia.

Sommelieria

Escola Mineira de Sommelieria é o novo nome da antiga Academia Sommelier de Cerveja, fundada em 2012, agora sob gestão das sócias Fabiana Arreguy e Jaqueline Oliveira. A escola nasce com grade ampliada de cursos, embora mantenha como carro-chefe a formação de sommelier de cerveja. Haverá cursos também nas áreas de café, queijo, água, cachaça, culinária básica e confeitaria. 

Faculdade Arnaldo

Como parte da expansão da Faculdade Arnaldo, será aberto no mês que vem ao público o Restaurante Escola Arnaldo. Os mantenedores da instituição investiram R$ 350 mil no espaço, que tem capacidade para atender 52 pessoas. O corpo docente do curso de gastronomia é constituído de 20 profissionais e os alunos terão 12 disciplinas práticas ao longo da sua formação.

No caixa

12,36%, foi a queda média de preços da carne bovina em Belo Horizonte no mês passado, medida pelo IPCA da Fundação Ipead, vinculada à UFMG


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