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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Cargas mineiras são exportadas pelo Porto do Açu, no Rio

''A produção do estado entrou no radar da empresa responsável pela operação da gigantesca infraestrutura do Açu, com investimentos em curso para disputar também as vendas de grãos e minerais de Minas''


postado em 29/11/2019 04:00 / atualizado em 28/11/2019 23:07

Cerca de 55 mil toneladas de ferro-gusa e escória de fundição serão embarcadas em dezembro no Porto do Açu(foto: Jorge Gontijo/EM/D.A PRESS - 31/10/08)
Cerca de 55 mil toneladas de ferro-gusa e escória de fundição serão embarcadas em dezembro no Porto do Açu (foto: Jorge Gontijo/EM/D.A PRESS - 31/10/08)

Carga de ferro-gusa (matéria-prima para a produção de aço) e escória de fundição de Minas Gerais está sendo preparada no Porto do Açu, em São João da Barra, ao Norte do Rio de Janeiro, com previsão de embarque em dezembro à Ásia. São dois contratos de 55 mil toneladas ao todo, um deles inédito para o Terminal Multicargas do complexo privado, que operou pela primeira vez em outubro a exportação do gusa mineiro destinado à China. A produção industrial do estado entrou no radar da empresa responsável pela operação da gigantesca infraestrutura do Açu, a Prumo Logística, com investimentos em curso para disputar também as vendas de Minas de grãos e mercadoria armazenada em contêineres ao exterior.

A estratégia da operadora do Porto do Açu foi apresentada em Belo Horizonte nesta semana pelas equipes sob o comando da diretora comercial, a belga Tessa Major, em encontro com atuais e potenciais clientes. À coluna, a executiva afirmou que o Terminal Multicargas está sendo desenvolvido para servir de alternativa com melhor custo/benefício ao escoamento do promissor agronegócio mineiro, a exemplo do café, de insumos usados na indústria do cimento (gipsita, coque e escória), minerais como bauxita e manganês; e fertilizantes, além de gusa e produtos siderúrgicos.

Projeto inicialmente conduzido pela então empresa de logística de Eike Batista, a LLX, o porto foi assumido pela Prumo depois da derrocada das empresas X, tendo começado a operar em 2014. A nova gestora tem como controlador o fundo americano EIG Global Energy Partners, com atuação nos setores de energia e infraestrutura. Por meio de joint- ventures integradas por conglomerados do porte da Simens, BP e Anglo American, e o Porto da Antuérpia, opera também nos segmentos de logística de mineração, administração portuária, óleo e gás.

“Estamos desenvolvendo infraestrutura para receber contêineres e grãos num complexo que já oferece alta eficiência operacional para aproximar os maiores centros produtores das demandas que são crescentes no mundo, a exemplo da China e outras nações da Ásia. Contamos também com parceiros internacionais estratégicos”, afirma Tessa Major, que trouxe para a gestora do Açu sua experiência no gerenciamento de projetos no Porto de Antuérpia Internacional.

Em maio, foi acertado acordo com o porto chinês de Guangzhou, o quinto maior do mundo, para compartilhar práticas de gestão portuária no Açu, cooperação em investimentos e desenvolvimento de negócios. O interesse em disputar as cargas de Minas, sem os gargalos que a indústria reclama nos portos, se justifica, uma vez que do total de 1,3 milhão de toneladas já movimentadas pelo Terminal Multicargas – já faz movimentação de coque, bauxita, gipsita e gusa –, 77% tiveram Minas Gerais como origem.

No ano passado, 392 mil toneladas mineiras passaram pelo terminal, sendo 20% a mais que no ano anterior. O porto tem área de 130 quilômetros quadrados, onde operam 14 empresas. Segundo a Prumo, seriam necessários 18 mil estádios do tamanho do Mineirão para preencher toda a extensão do complexo. “Desde o início das operações, não houve casos em que o tempo de espera no porto passou de um dia. Como terminal privado e com diferenciais da infraestrutura, temos como reduzir a burocracia nas operações, otimizar custos dos clientes e evitar que eles fiquem em fila para atracação”, afirma Tessa Major.

Da área total, 90 quilômetros quadrados estão destinados à instalação de indústrias e a área molhada é de 18,5 milhões de metros quadrados, com 48% de ocupação, e 17 quilômetros de cais. O complexo abriga, hoje, 10  terminais de uso privado, entre eles de minério e petróleo, além de cargas industrializadas. Tessa anunciou em BH plano de investimentos de R$ 16,5 bilhões deste ano a 2023 no Porto do Açu, incluindo todos os parceiros e empresas instalados no complexo, cifra que contempla desenvolvimento de infraestrutura do Terminal Multicargas, expansão de termelétricas, oleodutos e conexão com malha de gás.

Aportes

R$ 13 bilhões - Foi o valor total dos recursos aplicados no Porto do Açu de 2008 a 2018

Endividados

Pesquisa da fintech Lendico indica que metade dos pedidos de empréstimo on-line realizados em Minas no mês passado foi destinada ao pagamento de dívidas. Segundo a empresa, que é uma das maiores do setor, o resultado do levantamento inclui a liquidação de cheque especial, portabilidade de dívidas e quitação de faturas de cartão de crédito. O percentual verificado em outubro foi o mais alto do ano, representando acréscimo de 42% frente a janeiro, quando ficou em 35%.

É de Minas!

Depois da valorização do queijo e do café de Minas Gerais, os produtores de hortaliças de São Gotardo, no Alto Paranaíba, terão o reconhecimento com marca própria. Selo de origem e qualidade garantida passará a acompanhar alho, batata, cenoura e abacate produzidos na região. A marca será lançada pelo Sebrae na próxima terça-feira, como instrumento que vai mostrar ao consumidor a origem desses itens, o processo produtivo e a história das lavouras da cidade e entorno.
 

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