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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

IPCA-15 desacelerando já é efeito do remédio amargo da alta dos juros

As previsões do mercado são de que na próxima quarta-feira o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve a taxa básica Selic de 9.25% para 10,75%


27/01/2022 04:00 - atualizado 27/01/2022 07:18

Alta no preço dos combustíveis. Na foto, posto de combustível em Brumadinho vendendo gasolina a R$7,250 e etanol a R$5,999
Depois das altas no fim de 2021, preços dos combustíveis recuaram em janeiro, contribuindo para a queda da inflação (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 2/11/21)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) fechou janeiro em 0,58%. Primeiro indicador de preços de 2022, o índice veio abaixo do 0,78% registrado em dezembro e também em janeiro do ano passado, mas ficou acima da projeção do mercado e em 12 meses ainda assinala uma amarga inflação na casa de dois dígitos, a 10,2%. É um bom sinal o recuo da inflação e bancos já se antecipam para reduzir as projeções para o ano, mas o preço dessa redução é o aumento das taxas de juros, que vão continuar subindo para que a inflação convirja para o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM), de 3,5%.

As previsões do mercado são de que, na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central eleve a taxa básica Selic de 9,25% para 10,75% e a partir desse ponto siga monitorando os preços e a atividade econômica. A taxa será a mais alta desde maio de 2017, quando a Selic estava em 11,25%. “O IPCA-15 é um termômetro e o fato de ter vindo acima da projeção do mercado, mas abaixo do índice de dezembro, mostra o início do efeito que é o remédio amargo da alta dos juros”, afirma Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos. Para ele a tendência é que os preços desacelerem com o Banco Central mantendo a política atual em relação aos juros.

Essa menor pressão inflacionária já se refletiu na projeção dos economistas do Banco Itaú, que é reduzir a previsão do IPCA para este ano de 5,3% para 5%. O mercado, que eleprevia inflação de  5,15% esta semana, deve reduzir a projeção no próximo boletim, que será divulgado pelo Banco Central na segunda-feira. Embora o mercado já veja um arrefecimento nos preços, é preciso atenção com riscos que surgem no cenário, como quebra de safra no Sul do país e elevação dos preços do petróleo.

“A leitura do IPCA-15 desagradou um pouco ao mercado porque veio acima das expectativas e em 12 meses a taxa é de 10,2%, ou seja, ainda em dois dígitos”, observa Camila Abdelmaack, economista-chefe da Vedha Investimentos. Ela observa que o arrefecimento dos preços na prévia de janeiro se deveu à redução de 1,78% na gasolina, a grande vilã da inflação no ano passado. “Isso contribuiu para que o IPCA-15 não frustrasse ainda mais”, afirma a economista. Também contribuíram para a redução da inflação em janeiro as passagens aéreas (-18,21%), o etanol (-3,89%) e o gás veicular (-0,26%)

Camila pontua preocupações no horizonte e que podem exigir mais tempo do Banco Central até que a inflação esteja efetivamente caminhando para o centro da meta. “Há uma preocupação em relação ao preço dos combustíveis para 2022, porque se espera um arrefecimento relevante nesses preços, mas há uma cautela porque as projeções consideravam de US$ 75 a US$ 80 o barril e a gente já vê, em alguns momentos, ele se aproximar dos US$ 90 e algumas casas já falando em US$ 100 o barril.” O congelamento do ICMS dos combustíveis anunciado ontem e a perspectiva de que o Congresso aprove alguma medida com impacto no valor da gasolina e do gás de cozinha podem segurar a escalada do petróleo.

Outro ponto que preocupa são os gêneros alimentícios, que tiveram fortes altas em 2021. No IPCA-15, os preços da alimentação no domicílio saltaram de 0,46% em dezembro para 1,03% este mês. As chuvas em regiões produtoras em Minas e na Bahia e a falta delas no Sul do país vão provocar quebra de safra, reduzindo a oferta e elevando os preços. “É outro vilão (da inflação) que está gritando e que exige acompanhamento ao longo do ano. O cenário inflacionário não deve dar trégua e deve sair dos dígitos na leitura acumulada em 12 meses apenas em maio”, diz a economista-chefe da Vedha Investimentos.
 

Têxtil
R$ 194 biilhões

é o faturamento estimado pela indústria têxtil e de confecção do Brasil no ano passado
 

À espera do 5G

Com a previsão de que a instalação do 5G nas capitais esteja concluída até junho, o Ministério das Comunicações informou que 12 das 27 capitais brasileiras já atualizaram suas legislações locais sobre as antenas, enquanto entre as outras há as que já estão adaptadas. A mudança é necessária porque as estruturas maiores das tecnologias anteriores sejam substituídas por equipamentos menores.
 

Nosso retrato

Com a sanção do Orçamento deste ano, o IBGE informou ontem que iniciará em 1º de agosto a coleta de dados do Censo Demográfico 2022. A partir dessa data e até outubro, os recenseadores contratados visitarão os mais de 70 milhões de domicílios em todos os municípios do país. Uniformizados com boné e coletes azuis com a logomarca do IBGE, eles usarão um Dispositivo Móvel de Coleta, semelhante a um smartphone. 

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