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Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Sinais de reação da economia em maio, mas caminho da retomada é longo

Os indicadores mostram que a economia brasileira voltou a respirar. Mas está longe da cura dos estragos provocados pela pandemia


postado em 09/07/2020 04:00 / atualizado em 09/07/2020 07:08

Flexibilização na abertura do comércio a partir de maio motivou maior aumento mensal nas vendas em 20 anos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press -12/6/20)
Flexibilização na abertura do comércio a partir de maio motivou maior aumento mensal nas vendas em 20 anos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press -12/6/20)
A retomada econômica começou? Seja porque vários estados e capitais iniciaram o processo de flexibilização das atividades de comércio e serviços, seja porque o efeito estatístico amplia o avanço na comparação com uma base que pode ter sido o fundo do poço, os indicadores mostram que a economia brasileira voltou a respirar em maio. Mas está longe da cura dos estragos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Tanto comércio quanto indústria mostram resiliência diante da crise mundial. As vendas do varejo cresceram 13,9% frente a abril, já com ajuste sazonal, e a indústria acelerou 7% no mesmo período. Mas na comparação com maio de 2019, o comércio tem retração de 7,2%, e as fábricas recuo de 21,9%.

No varejo, o crescimento nas vendas ocorreu em todos os segmentos, enquanto na indústria, 20 dos 26 setores registraram produção maior em maio. Além disso, as fábricas de 15 dos 17 locais pesquisados pelo IBGE tiveram alta em maio com relação a abril, com destaque para São Paulo, maior parque fabril do país, com avanço de 10,6%. Entre as atividades comerciais, o destaque ficou com tecidos, vestuário e calçados, com aumento de mais de 100%, e móveis e eletrodomésticos, com alta de 47,5%. Em 12 meses, o varejo permaneceu estável, embora em 2020 registre queda acumulada de 3,9%. A indústria tem queda de 11,2% no acumulado do ano e de 5,4% em 12 meses.

Os números superlativos de maio revelam o tamanho do impacto das paralisações, em abril, nas lojas, restaurantes, academias e fábricas. Mostram a diferença em estar totalmente fechado e operar ainda que com protocolos de prevenção sanitária. Confirmam também que abril deve ter sido realmente o fundo do poço para os impactos da pandemia na atividade econômica do país. Nesse contexto, o que é visto como reação, na realidade, deve ser percebido como um retorno às atividades, que podem novamente vir a ser restritas caso a COVID-19 avance – o que ninguém deseja.

A retomada da atividade econômica de forma efetiva só deve ocorrer a partir de dois ou três meses, quando o país deverá flexibilizar praticamente todas atividades dentro de um novo normal, que, embora seja necessário, pode não ter o efeito imediato esperado pelos que acreditam em soluções mágicas. Basta ver o que está ocorrendo em São Paulo, onde os restaurantes estão autorizados a funcionar dentro de protocolos de segurança, mas muitos empresários decidiram permanecer fechados na capital paulista. Por um motivo simples: os clientes não voltaram. A decisão de mais de 50% deles tem a ver com o novo normal, que terá impacto no consumo. Com o home office, mais pessoas cozinham em casa ou optam por pedir a comida, sem se deslocar até o restaurante.

Isso sem contar o desemprego em alta e a renda da população, que desabou. O caminho da recuperação será longo. Neste ano, o PIB deve cair cerca de 7%. Considerando que entre 2015 e 2016 recuou 3,8% e 3,6%, respectivamente, em 2017, 2018 e 2019 cresceu cerca de 1%, uma expansão de 3% ou 3,5% para o próximo ano não será suficiente para reverter a recessão seguida de estagnação vivida nos últimos anos. Com o vírus ainda solto – sem tratamento comprovadamente eficaz e vacina – a flexibilização das atividades trará crescimento econômico diante da paralisação, mas esse é apenas o primeiro passo de um longa caminhada até a recuperação da economia.

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No campo

251,42 BIilhões de toneladas de grãos devem ser produzidos no Brasil nesta safra. Um recorde, segundo informou a Conab

Empreendedoras

A vontade delas é se tornar dona do próprio negócio. Feita pela OnePoll para a Herbalife Nutrition, a Pesquisa Global de Empreendedorismo mostrou que a maioria das 9 mil mulheres ouvidas em 15 países – incluindo 500 no Brasil – têm como objetivo abrir um negócio próprio. No mundo, esse é o desejo de 72% delas, enquanto no Brasil é a vontade de 73%. Entre essas, 50% não têm um negócio e 22% gostariam de ter outro.


Sinistros no Sul

Apenas até 2 de julho, a Sompo Seguros registrou cerca de 559 ocorrências de danos patrimoniais em decorrência do ciclone-bomba que atingiu o Sul do país na semana passada, sendo que 71% foram em Santa Catarina, 18% no Paraná e 11% no Rio Grande do Sul. Entre os segurados da Sompo, os sinistros se concentram em empresas (44%), condomínios (29%) e residências (23%). Outros 4% são de outras modalidades de seguros. 
 

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