Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas BRA$IL EM FOCO

Os prejuízos impostos ao Brasil com a política de Trump

O estrago só não é maior porque a desvalorização do real frente ao dólar - que ontem atingiu novo recorde a R$ 4,35 -, favorece as vendas externas brasileiras


postado em 13/02/2020 04:00 / atualizado em 13/02/2020 08:08

(foto: JIM WATSON/AFP)
(foto: JIM WATSON/AFP)
A decisão do governo Donald Trump de retirar vários países da lista de nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil, faz parte da estratégia de minar o poder comercial da China, que também deixou de fazer parte dessa relação. Com isso, esses países deixam de ter tratamento preferencial na exportação de determinados produtos e serão mais duramente atacados ao subsidiar determinados setores. Os EUA ganham poder de questionar esses subsídios. Por ora, não muda nada para o Brasil, que se postula como país desenvolvido ao desejar uma vaga na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Formalmente indicado pelos Estados Unidos para ingressar no grupo, o Brasil aceitou abrir mão das preferências alcançadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para produtos brasileiros ao longo dos anos. O que Trump almeja é atacar os subsídios chineses, tolerados pelo fato de o país ser consi- derado, até a última segunda-feira, como em desenvolvimento. Ou seja, apesar de uma primeira parte de um acordo para colocar fim na guerra comercial entre EUA e China, o norte-americano segue no ataque e avança com sua política de minar o poder do gigante asiático no momento em que a economia chinesa está impactada pela ocorrência do novo coronavírus.

A decisão de retirar 20 países da lista de tratamento preferencial impede que se acuse o governo norte-americano de atacar especificamente a China, o que poderia gerar retaliações. Mas, o certo é que a guerra comercial continua e, aí sim, o Brasil é afetado. No ano passado, as exportações brasileiras de produtos básicos – o grosso do que é vendido para a China – tiveram queda de 19,8%. O tombo prossegue neste ano. Em janeiro, as exportações de itens primários caíram 11,9% na comparação com o primeiro mês do ano passado, contribuindo para o déficit de US$ 1,74 bilhão nos primeiros 31 dias de 2020, o pior resultado para o mês desde 2015, quando o déficit foi de US$ 3,185 bilhões. Na ponta do lápis, o saldo negativo é mais da metade do registrado no primeiro ano da mais severa recessão registrada no país.

O estrago só não é maior porque a desvalorização do real frente ao dólar – que ontem atingiu novo recorde a R$ 4,35 – favorece as vendas externas brasileiras. Tanto é assim que o país já quase foi alvo de Trump. No final do ano, o presidente dos EUA chegou a afirmar que sobretaxaria o aço e o alumínio vendidos pelo Brasil, colocado por ele no hall dos países com câmbio desvalorizado supostamente de propósito e prejudicando as exportações agrícolas norte-americanas. Não validou a sobretaxa, mas mandou recado.

Como a guerra comercial prossegue, o Brasil continuará sendo afetado e para este ano a previsão do Banco Central é de um superávit de US$ 32 bilhões na balança  co- mercial, no pior resultado desde 2015. Na projeção do BC, as exportações devem chegar a US$ 225 bilhões, praticamente o mesmo valor do ano passado, quando as vendas externas brasileiras somaram US$ 224,02 bilhões e tive- ram redução de 7,5% em relação ao ano anterior. Ao abrir mão do tratamento preferencial na OMC e ser retirado da lista de países em desenvolvimento para os Estados Unidos, o Brasil se iguala às nações que integram a OCDE, mas só fará parte do grupo das nações ricas entre três e cinco anos (se conseguir cumprir todos os preceitos para ingressar no grupo). Até lá, pode haver perdas para o Brasil no comércio internacional. É esperar para ver.
 
 
Leilão 32 são os imóveis do Itaú Unibanco que a Frazão Leilões leva a lances amanhã, com valores iniciais variando de R$ 38,2 mil a R$ 1,68 milhão.


A volta do consórcio
O consórcio, quem diria, é o preferido dos jovens para compra de bens de maior valor, como imóveis e veículos. Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac) indica que 49% dos jovens de 18 a 34 anos mostraram intenção de usar o consórcio. Foram ouvidas 1.600 pessoas em todo o país. A explicação pode estar na fintech UP consórcios, que oferece taxa zero até a contemplação e é uma opção digital e sem burocracia, e em um ano já faturou R$ 330 milhões.
 
 
Café em alta
Mais volume, maior receita e preço melhor. Esse é o quadro que a cafeicultura brasileira está experimentando este ano. Em janeiro, o Brasil exportou 3,2 milhões de sacas de café, com receita cambial de US$ 438,18 milhões, com o preço médio da saca em US$ 136. Em relação a dezembro, houve aumento de 5,3% no volume, de 11,7% no faturamento e 6% no valor da saca de 60 quilos. Mesmo com a desvalorização cambial, o valor da saca cresceu 1,7% sobre janeiro de 2019.
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade