Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas BRASIL EM FOCO

Novembro mostra que houve um desaquecimento na economia

São números de 2019, mas que indicam que a economia ainda enfrenta altos e baixos no processo de retomada que vem se arrastando desde 2017


postado em 16/01/2020 04:00 / atualizado em 16/01/2020 07:25

Ministro da Economia, Paulo Guedes(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )
Ministro da Economia, Paulo Guedes (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )

A expectativa ainda é otimista, mas os números de novembro mostram que houve desaquecimento da atividade econômica no meio do último trimestre do ano, o que deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos três meses de 2019 e, consequentemente, do ano. Nada suficiente para alterar muito a projeção de crescimento econômico em pouco mais de 1% (talvez 1,2%). O impacto maior vem da indústria, mas serviços e comércio também mostram uma acomodação da atividade econômica. Tanto para a indústria como para os serviços, considerando apenas o mês de novembro, o resultado foi o pior dos últimos anos. A expectativa é de que o PIB do quarto trimestre tenha crescido 0,4%, abaixo dos 0,6% registrados nos três meses anteriores.

Os números mostram que a economia brasileira ainda enfrenta dificuldades para uma retomada mais vigorosa. A produção das fábricas caiu 1,2% em novembro sobre outubro, depois de três meses seguidos de alta. Com isso, a indústria perdeu metade do ganho de produção verificado de agosto a outubro. De janeiro a novembro, o setor acumula perda de 1,1%. Além disso, a indústria de bens de capital recuou 1,3%, o que pode indicar desaceleração nos investimentos, que, com o consumo das famílias, foi a mola da expansão econômica de julho a setembro.

Com o resultado de novembro, mesmo que a indústria tenha crescido em dezembro, em função de o estoque nas fábricas estar ajustado, o setor fechará mais um ano em queda. Redução na produção de alimentos, de veículos e da indústria extrativa no mês impactou o desempenho do setor de serviços, com retração de 0,7% no segmento de transporte, armazenagem e correios. No mês, o setor caiu 0,1%, interrompendo dois meses seguidos de alta. Com peso maior na formação do PIB, o setor de serviços, mesmo com a desaceleração em novembro, deve fechar o ano com a primeira taxa positiva desde 2014. Em 12 meses, o setor acumula alta de 0,9% até novembro.

Outro ponto que mostra acomodação da atividade econômica são as vendas do comércio. Com a Black Friday, as vendas do varejo cresceram 0,6% em novembro, se mantendo em alta há sete meses. Apesar do avanço de 2,9% sobre novembro de 2018, no acumulado de 12 meses a alta nas vendas recuou de 1,8% em outubro para 1,6% em novembro. Em outubro, as vendas cresceram 0,1%. Com os consumidores antecipando as compras no período de liquidação, as vendas de dezembro também devem mostrar crescimento modesto. O desempenho do comércio indica que o consumo das famílias ainda será um propulsor do PIB no quarto trimestre.

São números de 2019, mas que indicam que a economia ainda enfrenta altos e baixos no processo de retomada que vem se arrastando desde 2017. Se não alteram as expectativas, os índices de novembro do ano passado são suficientes para acender uma luz amarela e mostrar que do ponto de vista da oferta houve desaceleração do PIB. Para este ano, governo e mercado financeiro projetam um avanço do PIB de 2,4% e 2,3%, respectivamente. Taxas de juros no menor patamar da história e inflação sob controle são as chaves da retomada, que continuará sendo lenta, mas, que se espera, seja com continuidade e não com altos e baixos como tem sido desde 2017.


No campo


R$ 630,9 bilhões

Foi o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2019, o que representa alta de 2,6% e um recorde, segundo o Ministério da Agricultura

Café para o mundo

O Brasil fechou o ano passado com exportação de 40,6 milhões de sacas de café verde, solúvel e torrado e moído. Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram um crescimento de 13,9% em relação às vendas no mercado internacional em 2018. A receita cambial com as exportações do produto em 2019 alcançou US$ 5,1 bilhões, enquanto o preço médio da saca foi de US$ 125,49.

Menos acidentes

Os registros no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac) encerraram o ano passado com queda de 34,4% sobre 2018. Foram 202 ocorrências, e 23,8% delas envolveram crianças até 14 anos. De acordo com o Sinmac, os eletrodomésticos lideraram os relatos por família de produtos, com 25% das ocorrências, seguidos por brinquedos, com 19%, e serviços, que responderam por 9% dos relatos de acidentes.
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade