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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

O Planeta bola está em festa. Vai começar a Copa do Mundo do Catar

"Claro que quero ver o Brasil faturar o hexa, apesar de Tite, Daniel Alves, Thiago Silva e outros engodos. Não importa. Eles não são os donos do país"


20/11/2022 04:00 - atualizado 20/11/2022 07:27

Desembarque da Seleção Brasileira no Catar
Delegação da Seleção Brasileira desembarcou ontem no Catar, onde buscará o hexa, e já está no clima do Mundial. A estreia da equipe comandada pelo técnico Tite será contra a Sérvia, na próxima quinta-feira (foto: ADRIAN DENNIS / AFP)


DOHA – Há algum tempo, conversando com minha querida amiga e ícone da TV brasileira, Glória Maria, eu disse que a vida passava rápido demais. Imediatamente ela retrucou e falou: “passa rápido nada, olha quanta coisa nós já vivemos”. Lembrei disso agora, pois eu iria começar esse texto dizendo que os últimos quatro anos, depois da Copa da Rússia, em 2018, se passaram rapidamente. Balela. Olha quantas coisas aconteceram nesse período. No meu caso, por exemplo, mudei para os Estados Unidos, em 2016, com meu Green Card e da minha família, aprovados por habilidade extraordinária, e hoje, seis anos depois, já somos cidadãos americanos. Nesse período, tivemos dois presidentes da república, Michel Temer e Bolsonaro, e o recém-eleito, Lula. Infelizmente a guerra Rússia x Ucrânia está aí, e quantos personagens importantes partiram desse mundo. Tivemos uma pandemia terrível, que insiste em nos molestar, e como o mundo empobreceu nesse período e a população da terra chegou aos 8 bilhões de pessoas. Enfim, a Glória Maria tinha razão. A vida não é curta nada.

Fiz essa introdução para lembrar que há quatro anos eu estava baseado em Moscou, cobrindo a Copa do Mundo e não apenas a Seleção Brasileira. Foi a primeira Copa, das sete que fiz, em que tomei essa decisão, cansado de ouvir as mentiras de Tite, um técnico retrógrado, refém de Neymar e cia. Farei o mesmo aqui no Catar. Cheguei esta manhã, peguei minha credencial e já estou pronto para cobrir a abertura. Minha oitava Copa in loco, décima na carreira, contando 1986 e 1990, quando não fui ao México e Itália, mas cobri a Seleção Brasileira. Tenho o prazer e a honra de, em 32 anos, cobrir a Copa do Mundo, maior evento de futebol do planeta, pelo meu amado Estado de Minas, o Grande Jornal dos Mineiros, tradicional, que chega à sua mesa em forma impressa, ou pela internet. Poucos são os profissionais com esse privilégio de fazer a carreira e uma vida numa única empresa. Optei por isso e foi a decisão mais acertada da minha vida. Trabalhei na TV Manchete e TV Globo, antes de chegar ao EM, mas é aqui que me sinto em casa, feliz e realizado. Tudo o que tenho devo a essa casa e aos que me acolheram e me fizeram ter uma carreira vitoriosa. Não posso nominar, pois são muitos os que acreditaram em mim, mas vou representar todos nas figuras de Daniel Gomes e Arnaldo Viana, Doutor Álvaro Teixeira da Costa e Zeca Teixeira da Costa.

Dito isso e, confesso, escrevendo essa coluna emocionado, vamos falar dessa Copa diferente, em novembro, por causa das altas temperaturas desse belíssimo país, pequeno, mas acolhedor. As seleções já estão todas aqui e as apostas são variadas. O Brasil, como em todos os Mundiais, aliás, a única seleção a participar de todos, é sempre um dos favoritos, assim como Alemanha, Argentina e Itália, que pela segunda Copa consecutiva, não consegue classificação. A França surgiu forte nos últimos tempos e a Espanha ganhou em 2010. Fala-se sempre em Holanda, Bélgica, Inglaterra, mas, até aqui, me perdoem, mas têm sido cavalos paraguaios. Quem poderia ganhar o Mundial sem ser uma dessas seleções citadas. Sinceramente, não acredito em zebra. Em 2018 ninguém imaginava uma final entre França e Croácia, mas aconteceu. Tenho um palpite há algum tempo. Aposto em França x Argentina, na final, com vitória dos Hermanos. Ninguém mais do que Messi merece levantar a taça. Um gênio. Para mim, depois de Pelé, o maior jogador que vi. E olha que vi gênios da bola, como Zico, Reinaldo, Ronaldo, Romário, Zidane, Platini, Beckembauer, Maradona, enfim, a lista é gigantesca.

Claro que quero ver o Brasil faturar o hexa, apesar de Tite, Daniel Alves, Thiago Silva e outros engodos. Não importa. Eles não são os donos do país. São apenas instrumentos momentâneos. Se não der para o Brasil, quero ver a minha seleção, dos Estados Unidos, na final, mas sei que isso é muito difícil de acontecer. Descartados meus dois países, confesso a vocês que torço pela Argentina. Se há alguém que merece ser campeão do mundo é Lionel Messi. Esse cara nos brindou com jogadas, dribles, tabelas e gols geniais. Duas décadas de muito talento, criatividade e genialidade. Tarimbado pelas oito Copas nas Costas, contando esta, 10 Copas Américas, sete Copas das Confederações, cinco Olimpíadas, 12 finais de Champions League e 279 coberturas internacionais, não tenho mais aquela paixão de torcedor. Do lado de cá, vejo a coisa de forma racional. Que Catar e Equador façam um grande jogo de abertura esta noite, aqui em Doha e que deem o pontapé inicial para um grande torneio onde a arte, o fair play, a tabela, o drible e o gol sobressaiam. É só isso que queremos ver. Não nos importa se a Copa deveria ser aqui ou não. Isso é passado. O presente é Doha, é agora. Boa Copa aos torcedores do bem e que o campeão seja a equipe que mais homenagear o público com um belo futebol. Somente assim o esporte bretão tem sentido. Vocês me acompanharão aqui neste espaço, na minha coluna on-line no EM, só para assinantes, no meu Blog no Superesportes, no meu canal do YouTube, nas minhas redes sociais e na Super Rádio Tupi, a maior audiência do rádio brasileiro. Junto com meus companheiros, João Vítor Marques e Marcos Paulo, direto aqui do Catar, contaremos as histórias deste Mundial. E na retaguarda, uma equipe de peso, comandada por Bruno Furtado, João Alberto, Kelen Cristina e muito mais. Se liguem nas plataformas e no nosso EM. Aqui tem conteúdo diferenciado. Boa Copa para todos nós!

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