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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Fair Play financeiro

"É preciso haver fair play financeiro, sob risco de transformarmos o Brasileirão num Campeonato Espanhol"


06/08/2022 04:00

Cebolinha, reforço do Flamengo
Flamengo pagou 13,5 milhões de euros (R$ 73 milhões em junho) ao Benfica, de Portugal, pelo atacante Cebolinha, contratado em junho (foto: Alexandre Vidal / Flamengo)
 
 
Onde está o fair play financeiro no futebol brasileiro? Do jeito que a coisa caminha, apenas um ou dois times vão disputar as taças daqui para frente. O Flamengo está contratando “todo mundo”, como por exemplo o atacante Cebolinha (foto), tem uma das equipes mais fortes do país e ainda espera a conclusão dos negócios com Wallace e Oscar. É sabido que o time rubro-negro fatura de receitas de TV quatro vezes mais que o Alético, seis vezes mais que o Grêmio, 15 vezes mais que o América. Isso é desigual demais. É preciso que haja isonomia, divisão de cotas igualitárias, para que as outras equipes também se fortaleçam. Pelo visto, querem transformar o Brasileirão num Campeonato Espanhol, onde os poderosos e milionários, Real Madri e Barcelona, disputam a taça quase sempre e, esporadicamente, o Atlético de Madri ou outra equipe conseguem desbancar os milionários.

Bandeira arrumou a casa

É sabido que o ex-presidente Bandeira de Melo ajeitou a casa financeira do Flamengo, nos seis anos em que comandou o clube, tornando-o superavitário e praticamente sem dívidas. O Flamengo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão, o que lhe permite formar uma equipe forte. Hoje, o time reserva do Flamengo faz frente a pelos menos 16 clubes do futebol brasileiro. Se dá ao luxo de ter Vidal, Cebolinha, Diego e outros menos votados, no banco. Por isso, é necessária a interferência da CBF ou outro órgão regulador para que haja o fair play financeiro. Os outros clubes devem se organizar e lutar por seus direitos, principalmente com relação a divisão em partes iguais das cotas de TV. Isso é fundamental para o bom andamento das competições nacionais. Tirando essa questão, o rubro-negro está certo, pois se ajeitou financeiramente e hoje têm condições de bancar altos salários e fazer grandes contratações. Porém, é preciso haver um freio, do ponto de vista técnico, para que a disparidade para os outros times não seja tão gritante.

Galo vaiado

A torcida do Atlético vaiou a equipe após o Palmeiras empatar por 2 a 2 já no tempo extra. E ela está mais do que certa. O Galo foi melhor, pelo menos dois terços do jogo, mas teve uma queda acentuada a partir do minuto 60. Cuca deu outra vida ao time, principalmente no primeiro tempo, mas os jogadores voltaram a cair de produção na etapa final e isso comprometeu o trabalho e a vitória. O Galo não está morto ou eliminado, mas sabe que terá que jogar o que não jogou nesta temporada para eliminar o Palmeiras em sua casa. Vale lembrar que o mundo da bola dá voltas. Assim como o Porco eliminou o Galo, no Mineirão, pela mesma Libertadores do ano passado, quando o Atlético era o melhor time do Brasil, isso pode acontecer agora que o time paulista é melhor que o adversário. Cuca e os jogadores não têm que ficar bravos com os torcedores. Eles têm lotado o Mineirão, acreditado na equipe e cantado hinos que ajudam a empurrar a equipe. O problema é um só: vários jogadores atuando abaixo do que atuavam ano passado. E, pelo jeito, eles não vão conseguir recuperar o futebol de 2021. Hulk, Nacho (que foi barrado na quarta-feira), Zaracho, Arana (que não jogou), Jair, todos caíram de produção de forma assustadora. Se quiser salvar o ano, o Galo tem que passar pelo Palmeiras.

Decisão

Muitos apostam em Flamengo e Palmeiras reeditando a final da Libertadores do ano passado. Há quem garanta que se ambos passarem por Corinthians e Galo, respectivamente, ninguém os segurará mais. Porém, nem sempre as melhores equipes têm as conquistas garantidas. O Flamengo se reencontrou nas mãos de Dorival Júnior, “recuperou os pontos perdidos no Brasileiro” e sobra na Libertadores. Tem uma grande vantagem sobre o Timão e, passando, vai enfrentar Velez ou Talleres. Já o Verdão, se passar pelo Galo, vai encarar o Athletico-PR ou o Estudiantes. Libertadores é uma competição traiçoeira e, em jogos mata-mata, não se pode cravar nada. Cuca e a torcida ainda acreditam no Galo, mas será que os jogadores alvinegros acreditam neles mesmos? E se o Galo não passar, Cuca terá mais três meses para tentar ganhar o Brasileirão consecutivamente. Será que esse grupo ainda terá forças para isso? Por mais que a torcida acredite, o ano parece caminhar para um fracasso total.

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