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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

O sonho de meio século de uma gente fanática virou realidade

O Atlético não esteve ameaçado jamais. Ao contrário, chegou a abrir 14 pontos do segundo colocado, mostrando força e determinação em buscar o objetivo


02/12/2021 20:33 - atualizado 02/12/2021 20:33

Jogadores e comissão técnica do Atlético comemoram com a torcida no Mineirão após o jogo contra o Grêmio
Atleticanos comemoraram com a torcida no Mineirão, que ficou lotado na reta final do Brasileiro (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PRess)


O Atlético Mineiro é bicampeão brasileiro, depois de 50 anos. Um momento que a fanática e fantástica torcida esperou com sofrimento, dor e muita revolta por títulos perdidos e que se realiza, agora, sob o comando do homem que deu ao clube seu título mais importante, a Libertadores em 2013.

Cuca é um predestinado. Ficou reticente em voltar, pois havia sido execrado por grande parte da torcida, principalmente pelas mulheres. Porém, resolveu encarar o desafio, herdou um grupo que não foi ele quem montou, mas conseguiu mudar o panorama de vários jogadores. Recuperou Everson, Réver, Zaracho, Jair, Keno, Sasha, Vargas e o próprio Hulk, que teve um começo assustador, fazendo péssimas atuações no Campeonato Mineiro.
Costumo dizer que a participação de um técnico numa conquista é de 15%. Entretanto, vou abrir uma exceção para Cuca, dando 50% para ele e 50% para os jogadores. Não posso esquecer o maravilhoso trabalho de Rodrigo Caetano, um dos executivos mais sérios do nosso futebol, competente ao extremo. Um cara que não faz conchavo com empresário e que põe o clube no qual trabalha em primeiro lugar.

Renato Salvador é outro gigante nesse contexto. Um cara que não gosta de aparecer, mas que trabalhou desde o começo de 2020 em busca de dias melhores para seu clube. É ele o responsável direto por contratações e foi fundamental na aquisição de Diego Costa. Brigou até o fim para levar o centroavante para a Cidade do Galo. Seu pai, José Salvador, patriarca da família e dono do Mater Dei, assim como toda a família, agradecem.

O Atlético é essa legião de apaixonados, que chega a dizer que não torce para ganhar taças e, sim, pelo clube. Uma coisa louca que só mesmo quem é atleticano pode explicar. Tenho alguns grandes amigos que têm essa paixão.

Certa vez, escrevi que o atleticano precisa ser estudado, pois está fora de qualquer contexto do futebol, tamanho o seu amor pelo clube. Foram tantos anos de fracassos, de decepções que parecia não ter fim. Mas teve, com um time que começou mediano no Mineiro, que foi se encorpando, se agigantando e fazendo essa magnífica campanha.

O Atlético não esteve ameaçado jamais. Ao contrário, chegou a abrir 14 pontos do segundo colocado, mostrando força e determinação em buscar o objetivo. E este título foi o desejo do torcedor, que em pesquisa do Superesportes foi maioria esmagadora.

E olha que o Galo pode ganhar a Copa do Brasil também, pela segunda vez. Mas, garanto, nada irá se comparar à festa que a Massa faz por esta maravilhosa conquista.

O torcedor, passional como é, não entende certos questionamentos ou o trabalho dos profissionais que não trabalham para rádios atleticanas e não vestem a camisa alvinegra. É nossa função dizer sim ao que está certo e não ao que está errado. A melhor forma de comemorar um título dessa grandeza é com seus pares, fazendo festa e sem qualquer rancor. O momento de comemoração é mágico e pertence somente aos campeões.

Imagino o que passa pela cabeça de Éder, que trabalha na comissão técnica do Galo, Reinaldo, Cerezo e outros gênios que vestiram essa camisa e não tiveram a sorte de levantar o título brasileiro.

O Rei Dadá sabe muito bem o que é esse sentimento, pois reinou por 50 anos com aquele gol contra o Botafogo, no Maracanã, que, até então, havia dado o único título brasileiro ao alvinegro.

Agora, a história é outra. O Galo é bicampeão, de fato e de direito, e o torcedor pode se acostumar com isso. Se para ele as taças não importam, é bom mudar essa visão. O Galo promete disputar todos os troféus em condições de ganhar daqui pra frente.

E 2022 promete e muito. Não haverá tempestade ou vento que derrube a camisa alvinegra. Como muito bem escreveu o saudoso Roberto Drummond: "O atleticano torce contra o vento".

E foi contra o vento, contra tudo e contra todos, que o Galo se sagrou bicampeão brasileiro. Ele é o novo dono do Brasil, e a torcida pode sonhar mais. Sonhar acordada, pois os novos e bons tempos chegaram! Parabéns ao Clube Atlético Mineiro, legítimo bicampeão brasileiro.

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