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Estado de Minas coluna do jaeci

Que Tite abra espaço para os jovens na Seleção Brasileira

Garotada já provou que pode ser muito útil ao Brasil e precisa ganhar oportunidade rumo à Copa do Catar


18/11/2021 04:00

No 0 a 0 diante da Argentina fora de casa, jogadores mais novos mostraram que estão prontos para fortalecer a Seleção canarinho
No 0 a 0 diante da Argentina fora de casa, jogadores mais novos mostraram que estão prontos para fortalecer a Seleção canarinho (foto: JUAN MABROMATA/AFP)

A Seleção Brasileira fez, diante da Argentina, uma de suas melhores exibições sob o comando de Tite, num estádio que mais parecia um alçapão. Gostei muito do que vi e confesso que não estava interessado no placar. O Brasil poderia até ter perdido que eu aplaudiria, pois no meu conceito Tite fez o que deveria estar fazendo há três anos, desde que foi eliminado pela Bélgica na Copa da Rússia: lançar os garotos. Raphinha, Mateus Cunha, Antony e Vinicius Junior infernizaram a defesa argentina com qualidade, velocidade, toque de bola, habilidade e genialidade, como a “lambreta” que Vinicius Junior aplicou no zagueiro argentino na linha de fundo. Esse é o nosso verdadeiro futebol. Como foi bonita a “caneta” de Di María em Vinicius Junior. Isso é arte!

A zaga brasileira com Marquinhos e Militão também esteve perfeita, e até Fred jogou bem no meio-campo. Chega de Gabriel Jesus, Renato Augusto e outros jogadores veteranos e fracassados em seleção. Jesus é até jovem, mas reserva no City há quatro anos, não marca pelo Brasil desde 2019, na Copa América, e passou em branco nos cinco jogos da Copa do Mundo. Os garotos estão pedindo passagem e merecem a titularidade para pegarem experiência para a Copa do Catar. Já estamos classificados e passou da hora de Tite fazer as mudanças que achar necessárias. Esqueçam Thiago Silva, Daniel Alves, Giuliano, Renato Augusto, Paulinho, Fernandinho e outros que já provaram ser fracassados na Seleção. Se não ganharmos a Copa de 2022 com os jovens, eles ganharão experiência e estarão prontíssimos no Mundial de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, em conjunto.

E um tema nos faz refletir: Neymar é nosso único craque, mas o Brasil joga muito bem quando ele não está em campo. Não é primeira vez que isso ocorre. Com o 10 no gramado, o jogo gira em torno dele. Sem ele as opções aumentam e o jogo é bem mais coletivo. Isso implica dizer que Neymar tem de ser barrado? Claro que não! Mas Tite precisa entender que no futebol coletivo o Brasil tem mais chances de avançar do que na individualidade. Basta marcarem Neymar para o time brasileiro não jogar nada. Vimos na terça-feira que temos muitas boas opções entre os jovens. Paquetá também esteve bem, embora tenha sido um fracasso no Milan e não seja nenhum fenômeno no Lyon, da França. Mas esse é o caminho. Juventude, talento, velocidade, qualidade, arte, drible e gol. Ninguém quer um futebol burocrático. É possível vencer e jogar bem, como estamos cobrando há tempos.

Itália e Portugal na repescagem

As duas seleções, últimas campeãs europeias, estão ameaçadas de não irem ao Mundial do Catar. Ficaram em segundo lugar em seus grupos e vão disputar a repescagem com dez seleções. Somente três irão ao Mundial. A Itália ficou fora da Copa da Rússia, é a atual campeã europeia, mas não mostrou o mesmo futebol que lhe deu o título europeu. Portugal, campeão da Europa em 2016, também não se deu bem e vai depender, mais do que nunca, de CR7 para disputar a Copa do Catar. Será ruim para o futebol se esses dois gigantes ficarem de fora.

No caso de Pelé foi 'malandragem'?

Copa de 1970, no México, Brasil e Uruguai se enfrentam. Pelé recebe uma bola na esquerda e é marcado pelo jogador uruguaio Dagoberto Fontes. O camisa 10 da Seleção Brasileira dá uma cotovelada no olho do lateral uruguaio e o árbitro espanhol José Ortiz Mendizabal nem falta marcou. Pelé se atirou no gramado, fingindo ter sido atingido. Os brasileiros deliraram e chamaram isso de “malandragem” do Rei. Hoje, temos 40 câmeras num jogo de futebol e mais o VAR. A agressão do desleal zagueiro argentino Otamendi ao atacante Rafinha, uma cotovelada em sua boca, foi vista por todo mundo, mas o árbitro uruguaio não teve peito para expulsá-lo diante da torcida argentina. Os argentinos fizeram isso a vida inteira, sempre foram desleais. Porém, é preciso que sejamos justos. Pelé também deveria ter sido expulso na Copa de 70. Não podemos classificar de “malandragem!” uma agressão, covarde. É a tal de “lei de Gérson”, em que sempre queremos levar vantagem.

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