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Estado de Minas COLUNA DE JAECI CARVALHO

Dois anos na Segundona é o destino do Cruzeiro

É uma pena ver um time da grandeza do Cruzeiro, com tantos títulos, viver um momento tão triste de sua história


29/12/2020 23:39 - atualizado 30/12/2020 00:53

Manoel ainda salvou bola incrível e evitou vitória do Cuiabá(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Manoel ainda salvou bola incrível e evitou vitória do Cuiabá (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
O Cruzeiro empatou com o Cuiabá em 0 a 0 e praticamente selou sua sorte em permanecer na Segunda Divisão no ano do seu centenário. Eu avisei em janeiro que com esse time não subiria. O resultado está aí. 41 pontos, faltando 6 rodadas para o fim do campeonato. Só a vitória interessava ao Cruzeiro, para ainda sonhar com o milagre da volta à elite do nosso futebol. É muito triste ver o Cruzeiro numa situação tão delicada. Perdido, sem rumo, com dívidas impagáveis, e sabedor que no centenário permanecerá na Segundona. 
 
Uma vergonha, já que o único grande a cair e não subir no ano seguinte, foi o Fluminense em 1996. Felipão pôs Giovanni pela primeira vez como titular. O Cuiabá chegou a liderar a competição com o técnico Chamusca. Mas, depois que ele foi para o Fortaleza, o time caiu muito. Retranca era a palavra de ordem e só o Cruzeiro jogava. Tocava de um lado para o outro, procurando um espaço na forte defesa do adversário. 
 
O problema do Cruzeiro era o mesmo dos outros jogos: os laterais se livravam da bola e não cruzavam em direção a um companheiro. O Cuiabá marcava na sua intermediária. 
 
Aos 22, o Cruzeiro teve uma grande chance com uma falta na entrada da área, pela direita. Quase penalidade. Sobis rolou para o Pottker, mas ele chutou longe, desperdiçando uma boa chance. Não adianta ter posse de bola e não chutar em gol. Esse era o pecado do time mineiro. Os chutes de fora da área eram uma opção, mas precisavam encontrar a direção do gol. 
 
O Cuiabá veio a BH para empatar. Arthur Caíke conseguiu um bom chute que o goleiro João Carlos espalmou. Mas a melhor chance foi de Pierini, num contra-ataque, livre, com o gol aberto. Ele chutou e Manoel salvou o gol. Sobis chuta forte na área. João Carlos segura firme. Caíke recebeu livre, ajeitou e soltou a bomba. A bola explodiu na zaga e foi àa escanteio. As limitações do time cruzeirense são gritantes. O 0 a 0 no primeiro tempo, fez justiça ao que aconteceu nos primeiros 45 minutos.
 
O time azul deve ter tomado uma bronca no vestiário, se bem que Felipão conhece as limitações de sua equipe. O caminho para a vitória seria pelas extremas, pois o Cuiabá se fechava como “boca de bode” na entrada de sua área, que estava bem congestionada. A defesa do Cuiabá se complicou e quase Caíke marca. João Carlos fez grande defesa. O Cruzeiro jogava muito pela direita. Cáceres tocou na pequena área e ninguém chegou. 
 
A bola passou na frente do gol do Cuiabá. Aos 20 minutos Thiago entrou na vaga de Sobis. Pottker furou de forma bisonha na área, refletindo o péssimo momento do Cruzeiro.

Felipão fez Airton entrar na vaga de Arthur Caíke. E ele já entrou chutando pela esquerda. Felipão optou por Régis, sua última alternativa. Cáceres cruzou. Airton chutou rasteiro, mas João Carlos estava atento.
 
É uma pena ver um time da grandeza do Cruzeiro, com tantos títulos, viver um momento tão triste de sua história. Eu avisei, desde o primeiro dia do ano, que o Cruzeiro não subiria com o time que tinha. E olha que reforços foram contratados. Entretanto, jogadores sem qualidade. Não podemos dizer que não houve comprometimento. Isso teve sim. Faltou futebol.

As perguntas que o torcedor faz são as seguintes: quem vai pagar a conta de o Cruzeiro ficar 2 anos na Segundona? Os responsáveis serão punidos? A atual diretoria e o técnico Felipão tentaram o máximo. Não foi possível. Pegaram um clube desestruturado, numa situação financeira pré-falimentar.

Só vejo uma solução: o clube virar empresa o mais rapidamente possível, tão logo a lei seja aprovada. Não há outro caminho. E, vale lembrar que a Série B, ano que vem, poderá ter Vasco, Botafogo e Cruzeiro. Uma pedreira!   

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