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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Se o título vier, será lucro para o Galo. O projeto é mais abrangente

Atlético enfrenta o Bahia, de Mano Menezes, aquele da dancinha quando o Corinthians venceu o alvinegro


19/10/2020 17:28 - atualizado 19/10/2020 17:39

Jorge Sampaoli é esperança do Galo para quebrar maldição de meio século sem o título do Brasileiro(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Jorge Sampaoli é esperança do Galo para quebrar maldição de meio século sem o título do Brasileiro (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


O Galo enfrenta o Bahia, hoje, no Mineirão. O Bahia de Mano Menezes, aquele da dancinha quando o Corinthians venceu o Galo em 2014, pela Copa do Brasil, e depois caiu de quatro no Mineirão, ano em que o Atlético ganhou a sua única Copa do Brasil. O mesmo Mano Menezes que deixou a Seleção terra arrasada, sem nenhuma renovação, entregando para Felipão um time desfigurado, que sucumbiu aos alemães naquele trágico 7 a 1. De lá para cá, Mano ganhou duas Copas do Brasil com o Cruzeiro, que custaram a queda do clube para a Segundona, com grande parcela de culpa do treinador.

Mano é um cara bacana, fora do futebol. Nas poucas vezes em que conversei com ele, senti que é um cara inteligente e diferenciado. Como técnico, nunca gostei do estilo retranqueiro e sem inspiração. Por outro lado, vai enfrentar um Galo que terá a volta de Savarino, Franco e Júnior Alonso, que compõe a espinha dorsal do Atlético, encanta por ser um time mediano, com muita ofensividade e disposição para buscar o gol o jogo todo.

O técnico é argentino, Jorge Sampaoli, 60 anos, que nunca treinou Boca ou Ríver, que foi um fiasco na Seleção Argentina, esculachado por Messi e Mascherano, que tomaram o poder e escalavam o time, e que fracassou no Sevilha, desconstruindo tudo o que o hexacampeão da Liga Europa havia feito nos anos anteriores a ele. Porém, para o torcedor atleticano, ele é a salvação para tentar buscar uma taça que não veem há 49 anos. Um dia essa maldição tem que acabar, e por que não em fevereiro de 2021, quando vai acabar o Brasileirão deste ano?

O Galo, reconhecido até por seu treinador, é um time mediano, mas, no momento, o mais confiável e que pratica o melhor futebol, pelo menos do meio para a frente. Aliás, essa é uma marca de Sampaoli, que sabe muito bem pôr um time para atacar, mas que toma muitos gols, pois nunca conseguiu equilibrar os setores de uma equipe.

Mas o Galo tem mantido a liderança, jogado diferente da maioria dos times brasileiros. Está buscando mais reforços, pois se o projeto é para ganhar títulos nos próximos anos, principalmente, quando tiver seu estádio, quem sabe não pode ser antecipado para agora? Sim, o Galo está na briga pela taça. Se vai ganhar ou não, é outra história. Porém, jogando apenas o Brasileirão, tem mais chances que os outros, que disputam com ele, e jogam Libertadores e Copa do Brasil. Não tem obrigação, mas tem um time mais descansado.

O Flamengo jogou cinco partidas em 12 dias. Isso é desumano para qualquer atleta ou clube. Entendemos que a pandemia do coronavírus deixou o calendário apertado. Mas foi a ganância dos dirigentes que fez com que o futebol voltasse prematuramente. O próprio presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi desumano com as famílias dos que morreram pela COVID-19, exigindo a volta do Cariocão, em pleno pico da pandemia. Foi punido ao pegar a doença e ver 32 funcionários do Fla, contaminados, entre eles, 16 jogadores. Além da morte do saudoso massagista, Jorginho, 40 anos de Flamengo, um cara com que convivi na Seleção e por quem tive grande apreço. Há pessoas que valorizam a vida. Outras, somente o dinheiro. A Justiça dos homens falha, a divina, jamais. Vão se explicar quando fizerem sua passagem para outra dimensão.

Claro que disputar apenas uma competição deixa os jogadores mais descansados e dispostos, mas garanto que o torcedor atleticano gostaria de estar disputando todas as competições. Time grande tem que estar na cabeça, na moda, na crista da onda. Disputar Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil dá prestígio e mostra a força das equipes. Com essa nova mentalidade implantada no Atlético, nos próximos anos, com certeza, ele vai disputar todas as taças, em condições de conquistas.

Hoje, é passar pelo Bahia, fazer mais 3 pontos e continuar no topo. Normalmente, o time que vira o turno na frente, sagra-se campeão. Não sei se o Atlético terá grupo e time para chegar lá, pois, por enquanto, tem a conta do chá para se manter entre os ponteiros. Tomara que as contratações aconteçam e que ele possa deixar sua gente feliz, depois de uma espera de meio século. Muita coisa para um gigante do nosso futebol.

SEGUNDA ONDA

O mundo está registrando uma segunda onda da pandemia do coronavírus. Na Europa, o surgimento de novos casos tem assustado todos, e feito o governo tomar medidas de fechamento de bares, comércio e outras atividades. No Brasil, vivemos ainda a primeira onda, e é necessário dizer aos frequentadores de praias, bares e boates, que o uso da máscara é fundamental para salvar a vida deles e a dos outros. Ninguém vai aguentar se houver necessidade de um segundo fechamento das atividades. Portanto, que cada um tenha essa consciência e use a máscara, continue passando o álcool em gel e tomando os cuidados necessários. Enquanto não tivermos a vacina, ninguém estará seguro.



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