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Na arrancada do Galo rumo ao bi, de cara o favorito Flamengo

Se o rubro-negro é o grande candidato ao título do Campeonato Brasileiro, o Atlético corre por fora com Sampaoli, um treinador competente


09/08/2020 04:00 - atualizado 08/08/2020 21:42

Time da dupla Menin, Galo começa arrancada rumo ao bi (foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS)
Time da dupla Menin, Galo começa arrancada rumo ao bi (foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS)

O Brasileirão 2020, que só terminará em fevereiro de 2021, começa hoje para Flamengo e Atlético, que duelam no Maracanã em condições jamais imaginadas: sem torcida. É sabido que a pandemia do coronavírus impede a presença de torcedores enquanto não tivermos a vacina e, dessa forma, as duas equipes que protagonizaram jogos históricos, com mais de 100 mil pessoas no Maraca e no Mineirão, terão de se contentar em apenas se confrontar.

O som ouvido será dos jogadores, do árbitro e dos técnicos, sempre muito agitados, caso de Sampaoli. Domènec Torrent, que substitui o mito Jorge Jesus, fará sua estreia, prometendo futebol de primeira linha, de toques, de tabelas, dribles e gols. O Flamengo ganhou tudo na temporada passada jogando assim, e como manteve o grupo, exceto Pablo Marí, negociado com o Arsenal, e ainda se reforçou, é o grande candidato ao octacampeonato. O Galo corre por fora, com um treinador competente, que foi vice-campeão brasileiro ano passado com o Santos, e que chega para revolucionar o futebol alvinegro. Com ele, R$ 85 milhões em investimentos em jogadores, alguns jovens, e outros com idade avançada, como o atacante Keno, que era reserva no Palmeiras antes de ser negociado com o exterior. A torcida está eufórica, acreditando que o jejum de 50 anos vai acabar com esse time novo.

O torcedor não se cansa de agradecer a Rubens e a Rafael Menin, homens que têm colocado o dinheiro à disposição do clube, parte em doação, outra como empréstimo sem juros, a pagar quando o clube puder. São eles que estão tocando esse novo Atlético e não se furtam a ajudar no que for necessário. Contrataram vários jogadores, entre eles o ídolo Diego Tardelli, que o presidente atual chamou de “velho” quando declarou que “o Atlético não era asilo”. O próprio Jorge Sampaoli também foi contratado por eles e apresentado ao presidente na casa de Renato Salvador, outro grande atleticano. O que seria do Galo sem a dupla Rafael e Rubens Menin? Com certeza, iria figurar mais uma vez na competição. Porém, agora a história muda. O Galo entra como favorito, segundo boa parte da mídia e seus torcedores. Gostaria muito de ter essa certeza, mas ainda acho cedo. O Galo está bem atrás em preparação que seus concorrentes e não se sabe se o time contratado vai se encaixar rapidamente – ou mesmo se isso vai ocorrer.

Como analista, tenho outra visão e os pés bem no chão. Mas o torcedor, esse tem de estar eufórico e sonhar com taças, com o bicampeonato brasileiro para mostrar aos cruzeirenses, que estão na Segundona, que o Galo terá um bi, sim. As gozações sobre o fato de o Atlético ter o Brasileiro de 1971, a Libertadores, de 2013, e a Copa do Brasil e Recopa de 2014 não param. Isso faz parte do futebol, desde que seja sempre de forma saudável, respeitosa e sem violência. É um novo Atlético, que aposta na construção do seu estádio para se tornar um gigante do futebol mundial e começar a ganhar taças. Com uma casa só pra ele, arrumadinha e financeiramente atraente, o Galo quer mudar de patamar e, em lugar de figurar nas competições, tornar-se protagonista.

Já passou da hora de isso ocorrer, pois sua fanática torcida, embora seis vezes menor do que a do rival desta tarde, é das mais apaixonadas do país. Sem público nos estádios, o Flamengo perde a grande vantagem que é o apoio da massa, assim como o Galo perderá no jogo de volta, no returno, a não ser que até lá tenhamos a vacina e o público seja liberado no estádio. A expectativa do torcedor alvinegro é que até lá seu time esteja liderando a competição, abrindo vantagem e um caminho para as conquistas. A atual gestão deverá passar em branco, pois nem o título mineiro, que, na verdade, nada vale, conseguiu até aqui. Pode até ganhar no fim do mês, mas o torcedor está de olho mesmo é no Brasileirão.

Rubens Menin tem dito que o Atlético forma um time jovem, para brilhar por várias temporadas, sem pressa nenhuma. Com um estádio moderno, arrecadando tudo o que girar em torno do espetáculo, o Atlético mostra ao Brasil que quer um lugar de destaque daqui pra frente. Se será ano que vem, quando termina o Brasileiro, ou até a inauguração do estádio, não importa. O que vale mesmo é saber que a dupla Menin está investindo, apostando e deixando o torcedor feliz. Como dizem alguns deles: “Se Rubens e Rafael espirrarem, saúde”! Exageros à parte, é com essa felicidade que a massa alvinegra espera receber o time no Brasileirão. Que o Galo, único na Série A das Minas Gerais, honre seu nome, tradição, e a parte do hino que diz: “Vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal. Honramos o nome de Minas, no cenário esportivo mundial”. Que assim seja!

Dia dos Pais


Meu saudoso pai já não está mais nesse plano. Mas em nome dele, João Carvalho, quero parabenizar a todos os pais do Brasil. Como é maravilhoso ser pai, cuidar, olhar, ver os filhos crescerem e direcioná-los para o caminho do bem e do sucesso na vida profissional. Parabéns aos pais brasileiros, verdadeiros guerreiros, principalmente nesses tempos de pandemia, que, se Deus quiser, vão passar.

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