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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Focado no futebol

"Há suspeita de comissões elevadas e de divisão de ganhos entre empresários e dirigentes"


postado em 25/01/2020 04:00

(foto: Anne-Christine POUJOULAT/AFP)
(foto: Anne-Christine POUJOULAT/AFP)


Ano passado, Neymar (foto) fez uma festa de arromba em seu aniversário, em Paris, para 500 convidados. Mesmo apoiado em muletas – havia machucado o quinto metatarso outra vez –, ele não economizou nas dancinhas e nas coreografias. Pulou carnaval da mesma forma, em Salvador e no Rio, e virou manchete negativa. Em fevereiro, ele vai completar 28 anos, mas seus familiares puseram um freio e a festa deste ano será mais discreta, somente para os mais chegados, em sua casa, nos arredores de Paris. Neymar vive um dos melhores momentos em sua vida dentro de campo, no PSG, e não quer perder o foco. Sabe que a única chance de recuperar seu futebol é levar o time francês à final da Champions League. Diz estar focado nas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial do Catar, que começarão em março, e que também quer disputar a Olimpíada de Tóquio, caso o Brasil se classifique no Pré-Olímpico. Neymar está fazendo tudo direitinho, como manda o figurino. É assim que tem que ser, pois, bilionário que já é, terá a vida inteira para desfrutar da fortuna e das festas de arromba. O momento é de focar única e exclusivamente no futebol.
 
R$ 20 milhões a empresários
Segundo um dos membros do conselho gestor do Cruzeiro, a dívida com empresários chega à casa dos R$ 20 milhões. Como o clube está em dificuldades financeiras, não há como quitar isso a curto prazo, e os empresários estão apelando para a Justiça. Porém, Saulo Fróes já avisou que há algumas negociações sob suspeita e que o clube vai apurar, direitinho, para saber realmente a quem deve e de que forma vai pagar. Assim que o clube caiu para a Segundona, sugeri que as viagens fossem feitas de ônibus, e não de avião. No Campeonato Mineiro, já virou realidade. O time vai para Tombos em “voo rasteiro”, no conforto do “busão”. A realidade nua e crua é essa. O MP promete novidades com relação às denúncias contra o ex-presidente e sua trupe. A expectativa do torcedor, em caso de condenação dos acusados, é de que eles devolvam o suposto dinheiro roubado dos cofres do clube. 
 
Sem a Champions
Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Romário jamais foram campeões da Champions League, embora tenham sido eleitos os melhores do mundo. O Fenômeno, três vezes. São constatações de três grandes gênios da bola, que não tiveram a sorte. E os três jogaram no Barcelona, e Ronaldo no Real Madrid também. Porém, na época em que atuaram no Barcelona, o clube estava se reconstruindo. Romário atuou com Cruyff, uma lenda no clube, tanto como técnico quanto como jogador. Naquela época, porém, os clubes davam mais importância aos campeonatos nacionais do que à Champions. Hoje, ainda é assim, mas a competição europeia de clubes ganhou uma projeção e números inimagináveis. Isso prova que Neymar, ao contrário do que dizem, não precisa ganhar Champions para ser eleito o melhor do mundo. Se jogar tudo o que sabe, de forma regular, sua hora vai chegar.

Sem chance
Toda vez que Diego Tardelli aparece livre no mercado, torcedores do Atlético se empolgam com a possibilidade de o clube contratá-lo mais uma vez. A chance de isso acontecer, segundo uma fonte do alvinegro, é zero. A política do clube é de pés no chão, de salários baixos, dentro de uma outra realidade. Os dirigentes reconhecem a importância de Tardelli em outras épocas, mas não admitem jamais pagar R$ 1 milhão de salário. São os novos tempos do futebol, e os dirigentes percebem que não há mais como pagar salários irreais, quebrando as instituições.

Times juniores
Os clubes dão tanta importância aos campeonatos estaduais que Flamengo e Vasco disputaram o Clássico dos Milhões, no Maracanã, com times juniores e alternativos. Abel Braga disse que entre a Copa Sul-Americana e o Campeonato Carioca, fica com a Copa. E ainda tem gente que defende os estaduais, como se fossem competições atraentes, técnica e financeiramente. Na verdade, são competições retrógradas, ultrapassadas e sem apelo. O torcedor nem comemora mais os títulos estaduais. Os tempos mudaram e, hoje, valem a Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores e Mundial. O resto é resto, inclusive a Sul-Americana.


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